20 de Setembro de 2019
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Em time que se ganha, não se mexe

* Por Ítalo Luiz



No meio do esporte muito se ouve falar sobre "dar continuidade no trabalho". Toda comissão técnica e treinador sabe da importância dessa frase. Um conselho, é que Assis continue o trabalho que vem sendo feito na cidade, principalmente com as pessoas que estão inseridas nesses projetos.
A sinceridade sempre tem que ser um trunfo do ser humano e daquele que comanda, no caso o técnico. Sinceridade e trabalho não faltam para três pessoas que aqui vou citar, principalmente pelo belo trabalho feito nesses últimos anos. Sei que são mais, porém não vamos nos alongar.

Primeiro o ex-técnico do Vocem sub-20 André Luis. Em todas as entrevistas dadas a mim na TV FEMA ou na FEMA FM, ele não poupou palavras para criticar o que estava errado e elogiar o que estava certo. Levou a equipe a ser campeã do Campeonato Paulista do Interior nesse ano. Na competição seguinte não conseguiu levar o time para as oitavas de final. Muito por falta de comprometimento dos jogadores. Aquele famoso "corpo mole". Atestaram que estavam "treinando muito". Vamos lá. Treino em dois períodos, cerca de 1 hora e meia por turno. Físico, treino de fundamentos. Jogo em um dia, descanso em outro. Jogo na segunda-feira, treino no domingo. Seria um trabalho elogiável para um treinador, e que ainda sabe conversar. Não para eles. O planejamento afundou. Mas não a continuidade do trabalho.

Agora o ex-técnico das categorias de base do basquete de Assis, Márcio Kantack. Ele também fez parte da comissão técnica da equipe profissional de basquete da cidade (Quando tinha). Trabalho elogiado em todo interior do estado. Técnico de uma intensidade nos treinamentos e partidas impressionante, joga junto com a equipe. Pentacampeão dos Jogos Regionais. Chegou as oitavas de final do Campeonato Paulista Juvenil esse ano. Sim esse era o planejamento, chegar pelo menos nas oitavas de final. Meta cumprida. Porque não ir mais longe? Ele sabia dos limites de sua equipe. Agora entra a continuidade. Não pode parar. Tenho absoluta certeza que o planejamento para o próximo ano é ir mais longe, talvez quartas ou semifinais. Mas é preciso continuidade no trabalho.
Guilherme Gilberti, esse vestiu a camisa, ou melhor, vestiu o kimono. Treinador da escolinha de judô da cidade. Enfrentou N adversidades durante todo o ano. Teve todos os motivos para desistir de dar aulas e seguir outros rumos, e ainda assim continuou em Assis dando aula a seus pupilos.

Ajudou seus alunos a colecionarem medalhas em várias categorias. Tem entre seus atletas campeões regionais e estaduais. Mas ele "produz" atletas apenas para competição? Não. Há vários relatos de mães dizendo que seus filhos tiveram uma grande melhora de comportamento praticando o judô. Mas é preciso continuidade no trabalho.

São apenas três exemplos. Todos têm em comum o caráter, não "fogem da raia". Trabalham a base, utilizam atletas da cidade, levam o nome de Assis para o Brasil com resultados, cobram de seus atletas, a nível de competição, quando podem. Formam os futuros de nossa casa. O trabalho pode continuar com outras pessoas, claro que pode. Mas é todo um processo que irá se iniciar de novo. Do zero. E porque não seguir com o que já está sendo feito? Em time que se ganha não se mexe. Mas é preciso continuidade no trabalho.

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