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08/11/2017

45 MILHÕES DE POBRES

Ilusões foram criadas nos últimos anos e vendidas, a começar pelas lambanças que o ex-Presidente Lula trouxe com os Jogos Olímpicos e Copa do Mundo.

* Roberto Kawasaki

O BIRD – Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, conhecido por Banco Mundial, acaba de trazer um estudo em que 22% da população brasileira vive em condições de pobreza, o que representa 45 milhões de pessoas. Anteriormente representava quase 9 milhões de pobreza. Esse salto se deve a dois fatores: primeiro, porque o Banco Mundial mudou o procedimento de cálculo e segundo, porque a conjuntura econômica brasileira se deteriorou muito a partir de 2.014, muito embora, diversos indicadores sociais e econômicos já demonstravam a deterioração da Economia Brasileira sob comando da ex-Presidente Dilma.

Corretamente o Banco Mundial alterou o cálculo, porque ser pobre há vinte anos atrás era uma realidade, hoje é completamente diferente. Há que se adaptar os números à realidade vigente.

A verdade é que as exigências e oportunidades do mundo moderno criam distâncias cada vez maiores entre os substratos de renda dos brasileiros. Se não houver um crescimento econômico sustentável da Economia Brasileira, essa distância tende a aumentar e o nível de pobreza a ficar cada vez maior.

Não há milagres em Economia, é necessário cumprir com as obrigações e obedecer os princípios econômicos, administrativos e contábeis, senão é o descalabro que
estamos vivendo. Ilusões foram criadas nos últimos anos e vendidas, a começar pelas
lambanças que o ex-Presidente Lula trouxe com os Jogos Olímpicos e Copa do Mundo,
como se o Brasil tivesse condições financeiras para sediá-los. Vejam que as contas ainda
não foram pagas.

O problema é que as consequências trazidas pelas políticas econômicas equivocadas de Lula/Dilma, muito além de paralisar a Economia Brasileira e descapitalizá-la, elevou substancialmente os desempregados e com isso, a pobreza disparou. A pergunta chave é como sair dessa situação desesperadora ?

Só resta uma única alternativa: investir em Educação maciçamente, estabelecer um norte para o Brasil, num cronograma viável e adotar uma política econômica de ajuste fiscal, de corte nos gastos públicos, para num médio prazo, restabelecer condições mínimas de investimento público. Contudo, há candidatos que estão trazendo e vendendo ilusões e sonhos. Não resta dúvidas, para todo cientista social honesto, que os próximos 4 anos do futuro Presidente da República, serão de cortes, de gestão modesta e de muitos sacrifícios. Caso contrário, os buracos financeiros serão ainda maiores e os níveis de pobreza deverão inviabilizar quaisquer medidas de ajustes econômicos.

Como diria o ex-ministro Mário Henrique Simonsen, no seu livro clássico: "Tratamento de Choque x Gradualismo". É exatamente isso, o Brasil vai encarar de frente ou vai empurrar com a barriga ?

Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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