18 de Agosto de 2019
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Afinal de contas, dançar ajuda na hora do parto?

Obstetras dizem que benefícios vão além de distrair a gestante durante a dor. Movimentos auxiliam a encaixar o bebê e na dilatação

Você já deve ter visto por aí algum vídeo de gestantes na maternidade dançando com os médicos e enfermeiros para ajudar com o parto. Vale funk até o chão, forró cheio de voltas e até pular com axé. Mas será que os movimentos contribuem em alguma coisa no processo de dar à luz?

O assunto ficou famoso por conta da cantora Ivete Sangalo. Ela compartilhou um vídeo dançando no hospital às vésperas do parto das gêmeas, em fevereiro. O médico capixaba Fernando Guedes da Cunha também vem fazendo sucesso no Facebook: o obstetra dança com as pacientes para ajudar no processo e lidar com as dores e ansiedade de conhecer o bebê que vem ao mundo.

Segundo a obstetra e coordenadora de Gestação de Alto Risco do Centro Materno do Hospital Santa Lúcia, Lucila Nagata, a dança ajuda no relaxamento, alonga alguns músculos e movimentar o quadril pode auxiliar na descida do bebê. "É uma técnica lúdica que provoca o relaxamento da gestante. Os movimentos contribuem para o controle da dor e o gênero da música não interfere: animada ou relaxante, o importante é ser agradável para a gestante”, explica.

Nos vídeos de Fernando, os funks e axés fazem sucesso. Muita mão na cintura e rebolês até o chão. A doutora Lucila conta que o agachamento é importante para facilitar o parto. "Ajuda na dilatação e no encaixe do bebê”, conta.



JULIANA CONTAIFER - Metrópoles
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