18 de Outubro de 2019
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Conheça a bronquiolite, doença tem maior incidência com o frio e a baixa umidade

Por Dra. Maria Helena Bussamra


No outono, com a queda na temperatura, os casos de doenças respiratórias aumentam cerca de 40%. Os dados são da ABORL (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial).

A bronquiolite, que atinge principalmente bebês, pode causar tosse, dificuldades para respirar entre outros sintomas. Não há tratamento específico para a doença, portanto, é necessário -principalmente nesta época do ano- adotar medidas preventivas, como: higienização das mãos, superfícies e objetos, evitar aglomerações e locais fechados.



O que é bronquiolite?

A bronquiolite é uma doença causada por vírus que afeta especialmente os bebês no seu primeiro ano de vida. Anualmente, no período do outono e inverno, os vírus respiratórios causam sintomas de resfriado como febre, tosse e coriza. Em bebês, essa infecção pode progredir para as vias aéreas inferiores e levar ao aparecimento de chiado no peito, dificuldade para respirar e até comprometimento da oxigenação do sangue resultando num quadro clínico clássico de bronquiolite.

Como reconhecer os sinais e sintomas de bronquiolite?

Nos primeiros 3 dias o bebê pode apresentar febre, obstrução nasal, coriza transparente. A seguir aparecem: tosse, dificuldade para mamar, respiração ofegante e chiado no peito. Os sintomas são variáveis, dependendo do tipo de vírus envolvido, da idade da criança e resposta imunológica à infecção viral.

Quando existe qualquer sinal de dificuldade para respirar é preciso levar o bebê para atendimento médico.

Há risco para bronquiolite grave?

Sim. O quadro é mais grave em bebês que nasceram prematuros, naqueles com doença cardíaca e nos pacientes com Síndrome de Down.

Uma parcela desses pacientes deve receber uma profilaxia contra a infecção por vírus respiratório sincicial para evitar hospitalizações em UTI e óbito. Existe uma norma da Secretaria Estadual da Saúde para fornecimento gratuito desse medicamento, chamado palivizumabe, para esses casos. Durante o período de maior circulação de vírus, o bebê com maior risco recebe uma aplicação intramuscular mensal de anticorpos já prontos para evitar a infecção. O custo desse procedimento é bastante elevado e por isso só é realizado quando há indicação precisa.

Existe tratamento para a bronquiolite?

Não existe nenhum tratamento específico que seja comprovadamente eficaz. O importante é manter o bebê hidratado, o mais confortável possível e suplementar oxigênio conforme a necessidade particular de cada caso.

Pode ser necessária observação rigorosa em ambiente hospitalar e aparelhos para auxiliar a respiração. Felizmente, na grande maioria das vezes não acontecem essas complicações e o bebê se recupera em 7-10 dias.

A bronquiolite aumenta a chance de a criança evoluir com asma no futuro?

Muitas pesquisas estudaram e ainda estudam esse assunto. Parece que realmente alguns vírus como o Vírus Respiratório Sincicial e o Rinovírus, quando causam bronquiolite em bebês de baixa idade, aumentam a possibilidade de desenvolvimento de asma, com episódios recorrentes de chiado no peito.

Portanto, ao aparecimento dos primeiros sintomas- como os relatados acima- não deixe de buscar um hospital infantil.

Por Dra. Maria Helena Bussamra - CRM: 77073



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