15 de Novembro de 2019
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Carga Tributária Absurda

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, Professor da FACCAT e colunista do TupaCity.com

*Roberto Kawasaki

Segundo a Receita Federal, a carga tributária de 2017 chegou ao patamar absurdo de 32,43% do PIB. No entanto, antes da posse de Fernando Collor em 1990, na Presidência da República, a mesma carga tributária era de somente 23,71 % do PIB. Ou seja, o crescimento de tributos cresceu para financiar o aumento vertiginoso dos gastos públicos que, por sua vez, pouco melhorou a dimensão e qualidade do serviço público brasileiro.

Sem dúvida alguma, a máquina da administração pública inchou sem que o povo brasileiro tivesse serviços públicos decentes. Hoje, com praticamente 1/3 do PIB comprometido com os tributos pagos pela população brasileira e mal gastos pela administração pública, é como se o povo tivesse somente a parcela da sua renda familiar disponível para bancar seus gastos correntes, após terminado o mês de Abril de cada ano. Isto é, o povo trabalha 12 meses e recebe somente 8 meses.

Em 2017, o déficit previdenciário chegou a R$ 182 bilhões, o déficit fiscal revela incríveis R$ 476 bilhões, a dívida pública interna demonstra que fechou em R$ 4 trilhões e a dívida pública externa o absurdo patamar de US$ 228 bilhões. Portanto, além de contribuir com a manutenção da administração pública ineficiente e cara, a população brasileira assiste estarrecida o crescimento do buraco financeiro das contas governamentais.

Infelizmente, se o Governo Bolsonaro não tiver sucesso no controle financeiro, a situação profundamente desequilibrada ficará insustentável e aí, queridas e queridos leitores, seria o caos e a perspectiva de fim da Democracia, do Estado e provavelmente caminhando para a guerra civil.

Por tudo isso, o momento é gravíssimo, o cenário internacional é amplamente desfavorável, e a chance é única: a equipe econômica de Bolsonaro homogeneamente monetarista e francamente liberal, tem uma única chance de trazer serenidade e conjuntura com perspectivas reais de recolocar o Brasil no cenário econômico internacional.

Contudo, é fundamental nossos congressistas senadores e deputados federais estarem à altura do histórico momento que vivemos. Será que o Governo Bolsonaro terá maioria compacta e firme no Congresso Nacional, para aprovar as reformas econômicas e sociais que serão absolutamente imprescindíveis ao futuro do Brasil?

Vamos aguardar. A começar pela eleição dos futuros Presidentes do Senado Federal e da Câmara Federal, que terão de ser personalidades públicas experientes, moralmente de ilibada reputação e totalmente comprometidas com as reformas que terão de ser aprovas num curto espaço de tempo.

Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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