21 de Março de 2019
18º/33º
NOTÍCIAS » LOCAL

Atraso no 13º salário atinge cerca de 4 mil funcionários no centro-oeste paulista

No Estado todo, a situação afeta cerca de 12,5 mil servidores.

Os cerca de 4 mil funcionários estatutários da Universidade Estadual Paulista (Unesp) que trabalham nos seis campi localizados no Centro-Oeste Paulista revelam um sentimento de preocupação e revolta com o atraso no pagamento do décimo terceiro salário.

No Estado todo, a situação afeta cerca de 12,5 mil servidores. A Unesp pagou o 13º salário apenas para os funcionários contratados pelo regime da CLT, com carteira assinada. Os servidores estatutários não receberam o benefício.

Em nota, a Unesp disse que no fim do ano passado pediu ao governo do Estado um crédito suplementar para pagar o 13° aos funcionários, mas até agora não recebeu o dinheiro. A reitoria informa que, em todo o Estado, os atrasos somam R$ 175 milhões.

No câmpus de Botucatu, que reúne 2,5 mil funcionários, os trabalhadores realizaram uma assembleia para discutir o assunto. Além dos servidores de Botucatu, a região conta com unidades em Bauru, Marília, Ourinhos, Assis e Tupã.

A situação não é nova e também aconteceu com o pagamento do décimo terceiro de 2017. Na ocasião, o atraso no pagamento chegou a provocar paralisações e protestos em alguns campi. A situação fez com que a Justiça determinasse que a Unesp fizesse o pagamento integral a todos os funcionários.

De acordo com Rosana Bicudo, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp, a situação que se repete pelo segundo ano seguido tem obrigado muitos servidores a recorrerem até a empréstimos para saldar as contas do fim de ano.

Segundo a reitoria, caso o crédito suplementar não seja liberado pelo governo, será convocada uma reunião extraordinária do Conselho Universitário para "revisar a proposta orçamentária de 2019 e readequá-la para o pagamento devido”. Segundo a Unesp, essa reunião deve ocorrer provavelmente no próximo dia 22, uma terça-feira.

Redação Jornal Diário
+ VEJA TAMBÉM