21 de Julho de 2019
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Novamente a Venezuela

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, Professor da FACCAT e colunista do TupaCity.com.

*Roberto Kawasaki

Novamente a Venezuela. Cada vez que me atrevo a analisar a situação do nosso país vizinho, a conjuntura política, econômica, social, diplomática, militar e sobretudo, humanitária, deteriora inexoravelmente. Todos haverão de concordar que, haja o que houver, o Governo de Nicolas Maduro acabou. Há tempos, já expressei aqui que o Governo populista-demagógico de Chavez/Maduro estava moribundo.

Na verdade, na medida em que o tempo passa, a Venezuela desmorona. O Governo Maduro alega perseguições dos EUA e de outras forças internacionais. Não é verdade, a incompetência Bolivariana (?) é indiscutível, sem entrar no mérito dos indicadores econômicos que são os piores do mundo.

O populismo demagógico em choque com as forças do mercado internacional capitalista é absurdamente transparente. Há alguns anos, desde Hugo Chavez que o regime desumano se atreve a confrontar o modo de produção capitalista.

Com Nicolas Maduro esse atrevimento escandaloso se tornou surreal e trágico. Simplesmente cria todas as condições para que empresas multinacionais abandonem a Economia da Venezuela. De fato, gradativamente os capitais de empresas estrangeiras abandonam o país.
Pergunto: há na face da terra, neste momento da história da humanidade, algum país que poderia abrir mão da produção de mercadorias e prestação de serviços de empresas estrangeiras?

Não, nem mesmo os EUA.

Pois bem. Ao contrário das posturas indefensáveis do PT e PSOL, que continuam injustificadamente apoiando Maduro, nem mesmo outras agremiações partidárias de esquerda cometem esse erro monumental. Aliás, a frase atribuída a Lula que disse "a Venezuela é um problema da Venezuela”, não é correta, haja vista que os crimes desumanos cometidos pelo regime ditatorial de Maduro provocam a diáspora venezuelana para países como a Colômbia e Brasil.

Portanto, passa a ser um problema internacional. Por isso que o Grupo de Lima-que reúne representantes dos países das Américas- se pronuncia favoravelmente, com exceção dos EUA, a buscar saídas diplomáticas e econômicas, evitando a todo custo, pelo menos neste momento, a fomentar saídas militares que poderiam levar a mortes de civis, para depor Maduro.

É preciso lembrar que mesmo potências econômicas como a Rússia e a China, após a queda do muro de Berlim, já abandonaram desde 1989, a defesa dogmática da ideologia comunista. Assim sendo, a disposição do governo Maduro que se mantém no poder, graças à cúpula militar, não tem respaldo para buscar saídas da crise.

A desumanidade de Nicolas Maduro é total, haja vista que impede a ajuda humanitária internacional. A queima de caminhões de alimentos e remédios doados por países é o fim do regime criminoso.

É questão de tempo.

Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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