26 de Junho de 2019
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Enormes Desafios III

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, Professor da FACCAT e colunista do TupaCity.com.

*Roberto Kawasaki

É evidente que o setor público como um todo se encontra deficitário, por conta de gestões temerárias e irresponsáveis anteriores. De fato, a incapacidade governamental de investir em despesas correntes se mostra claro no cenário da administração pública, sequer há recursos financeiros para tapar buracos, comprar remédios, pagar precatórios, honrar pagamentos junto a fornecedores e etc.

Pensar em investir em obras públicas, nem pensar. O que muitos se esquecem é que a administração pública apensas e tão somente cuida da chamada receita derivada, ou seja, receita recebida da sociedade. A Administração Pública não cria dinheiro público. Apenas arrecada e gasta.

Por tudo isso, a gestão fiscal responsável é o mínimo que se espera.
Portanto, buscar o equilíbrio financeiro da Administração Pública é fundamental para a credibilidade junto à sociedade, aos eleitores e à comunidade internacional. É crucial transparecer a boa gestão, a responsabilidade fiscal, a boa governança pública, e principalmente, a boa convivência com investidores internacionais, haja vista que nossa poupança interna limitada impede crescer acima da taxa atual de 1,1% do PIB.
Como já expliquei em artigos anteriores.

Como os dados econômicos estão disponíveis na internet para quem deseja analisar, atrair investidores internacionais é o que resta ao governo Bolsonaro para gerar condições significativas para sair da crise que nos assola há décadas.

Assim sendo, a reaproximação com o Governo Trump é um lance estratégico para atrair a atenção da chamada comunidade internacional, composta de bancos, fundos de investimento, multinacionais, organismos como a ONU, FMI, BIRD, BID, OMC e OCDE.

Por outro lado, efetivar medidas que contenham a sangria do dinheiro público é condição necessária para a atração do capital internacional, junto é claro, com medidas que reduzam o custo do dinheiro, elevem a competitividade do setor produtivo, reduzam a carga tributária, diminuam o patamar das despesas correntes, que corroem fundos para efetivar despesas de capital ( investimento público ), reforma previdenciária, reforma da administração pública, reforma financeira, reformas e mais reformas, tendo em vista, que o arsenal da Constituição de 1988 se esgotou, comprometendo a saúde econômica governamental e não permitirá que o Brasil possa sair da crise passivamente.

Assumir novas Políticas Industrial e Educacional são urgentes para melhorar a qualidade da educação pública brasileira que se encontra totalmente deteriorada.

Nesse contexto, o apoio do Congresso Nacional é peça angular nessa possibilidade histórica que o Brasil tem para assumir protagonismo no cenário internacional.

Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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