20 de Setembro de 2019
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Policial Civil de Tupã aumenta número de prisões no primeiro semestre de 2019

Entre janeiro e julho deste ano e o mesmo período do ano passado houve um crescimento de quase 50% na quantidade de prisões por mandado em Tupã, salto de 79 para 117 ocorrências.

Investigadores, escrivães e demais agentes da Polícia Civil aumentaram sua produtividade na cidade de Tupã – principalmente nas prisões por mandado, em apreensões de infratores em flagrante e nos casos envolvendo apreensão de entorpecente - durante o primeiro semestre de 2019.

O aumento no volume de trabalho aconteceu mesmo com a defasagem salarial, o não pagamento de direitos como plantões e horas-extras, a falta de pessoal e até de insumos e equipamentos básicos nas delegacias.

Entre janeiro e julho deste ano e o mesmo período do ano passado houve um crescimento de quase 50% na quantidade de prisões por mandado em Tupã, salto de 79 para 117 ocorrências. As apreensões de infratores em flagrante aumentaram em quase 32% e as apreensões de entorpecentes em 33%.

Os números são da própria Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e envolvem diretamente as atividades dos servidores que fazem parte do operacional da Polícia Civil.

O presidente do Sincopol, Celso José Pereira, que representa os policiais civis das Delegacias Seccionais de Marília, Ourinhos, Assis e Tupã, afirma que os membros da categoria dão a vida pela sociedade, sacrificam sua saúde física e mental, mas não recebem o reconhecimento necessário do Estado, "com salários defasados há anos”.

"Faltam milhares de agentes policiais, investigadores, escrivães e todas as outras ocupações que de fato executam os trabalhos dentro das delegacias. E o trabalho não para de crescer. Nossa região está há anos sem nomeações e quem está na ativa está se aposentando ou de licença médica. Não há reposição. Os últimos concursos foram praticamente inúteis para Tupã e cidades próximas”, denuncia Celso.

Ele lembra que fiscalização recente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo revelou diversas delegacias da região com apenas um ou dois servidores, viaturas quebradas, armas com defeito, delegacias com infiltração e trabalho em excesso. "Os policiais civis precisam ser valorizados, para o bem da sociedade”, diz o sindicalista.

Celso José Pereira, presidente do Sincopol (Foto: Divulgação)
Celso José Pereira, presidente do Sincopol (Foto: Divulgação)


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