22 de Novembro de 2019
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A DIÁSPORA VENEZUELANA

"Escrevo isto, porque recebemos na FACCAT, venezuelanos que refugiados de sua terra natal, evidenciam o que se chama de Diáspora." - Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, Professor da FACCAT e colunista do Tupacity.

*Roberto Kawasaki

Enquanto as notícias chegavam por intermédio da mídia, da gravíssima crise Venezuelana, a verdade não era tão crua quanto está sendo nos últimos dias. Escrevo isto, porque recebemos na FACCAT, venezuelanos que refugiados de sua terra natal, evidenciam o que se chama de Diáspora. De fato, passam agora a residir em Tupã, buscando sobreviver. São venezuelanos de boa formação, um casal engenheiro e assistente social, que almejam ver seu filho estudar e se graduar em curso de nível superior. Com eles, vieram algumas outras famílias que estão sendo acolhidos por uma Igreja.

Senão bastassem, nesta semana muitos puderam ver, na confluência entre a Avenida Tamoios e Rua Aimorés, venezuelanos portando mochilas e a Bandeira da Venezuela, pedindo auxílio financeiro para seguir viagem. A que ponto chegou a Venezuela, que até a posse de Hugo Chavez, simplesmente era um dos países mais desenvolvidos da América Latina.

É degradante ver uma nação produtora de petróleo, chegar ao ponto que chegou. Impressiona como uma ditadura imposta, através de privilégios concedidos aos militares, consegue se manter no poder, a custa do povo que foge da perseguição, da fome, da falta de perspectivas de sobreviver.

Sem sombras de dúvidas, que a autoproclamada "República Bolivariana” , um verdadeiro acinte à memória de Simon Bolívar, institucionalizou uma criminosa política populista/demagógica que muitos partidos brasileiros têm a audácia de defender. Ah, por favor, não venham alegar perseguição desencadeada pelos EUA. Perseguição foi o que Cuba sofreu durante décadas e, nem por isso, houve Diáspora. Tampouco Cuba produz Petróleo...

O que houve, é que uma casta comandada por Hugo Chávez/Nicolás Maduro, criminosamente desvia dinheiro público e faz da Venezuela, uma nação degradante e sem as mínimas condições de oferecer um futuro ao seu povo. Milhares de venezuelanos simplesmente fogem da fome. Alguns deles estão em Tupã, acolhidos e trabalhando em condições abaixo de suas formações e capacitações.

No entanto, estão sobrevivendo. Segundo eles, foi o que perguntei, em situações muito melhores, do que se estivessem na Venezuela de Nicolás Maduro. E não pretendem voltar, enquanto Maduro e seus asseclas estiverem no poder, foi o que disseram.

Por outro lado, o Brasil precisa assumir uma postura mais firme junto aos organismos internacionais, visando a destituição de criminosos que estão no poder na Venezuela. Pois nada justifica que uma casta faça milhões de venezuelanos viver em condições inadequadas. Principalmente de uma nação produtora de Petróleo.

De um lado, a incompetência de gestão pública e de outro lado, os criminosos desvios do dinheiro público para patrimônios particulares de defensores de Maduro. Nada muito diferente do que fazia há pouco tempo atrás, as gestões de Lula e Dilma. Aqui, foram defenestrados. Lá ainda não.

Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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