18 de Agosto de 2019
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Como escolher o alimento ideal para o seu cachorro?

*Por René Rodrigues Júnior

Animais de estimação são vistos como amigos e, até mesmo, membros de uma família. O cão, por exemplo, é considerado o melhor amigo do homem. São inteligentes, trazem alegria para o lar, lidam bem com as crianças, além de serem companheiros fiéis. Porém, para cuidar de um cão é preciso muita responsabilidade, já que exige cuidados. Assim como os seres humanos, eles sentem frio, ficam doentes, precisam de banho, de passeio e, principalmente, de uma alimentação muito bem balanceada.

Aliás, você sabia que a alimentação pode interferir no desenvolvimento do seu animalzinho? Diante disso, a primeira pergunta que vem à cabeça é: como escolher o melhor alimento? Essa é uma questão muito importante, principalmente para donos de primeira viagem que nunca tiveram um cachorro. O primeiro ponto é procurar sempre por uma marca idônea. O segundo é escolher o produto ideal para a fase de vida em que o animal se encontra.

Normalmente, os alimentos para cães são divididos em duas categorias: filhotes e adultos. A principal diferença deles é que os filhotes estão em fase de crescimento e precisam de mais nutrientes, energia e proteínas para se desenvolverem de maneira adequada. Já o adulto precisa se manter no peso ideal. Para isso, é necessário um alimento com nutrientes apropriados à raça, porte, nível de atividade física entre outros fatores.

E você sabe do que é feito o alimento do cão? Dependendo do segmento, existem alguns ingredientes diferentes, mas a base feita é sempre composta por proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais. O alimento é completo e balanceado, ou seja, contém todos os nutrientes que o animal precisa e em quantidade adequada. É importante reforçar que não se deve suplementar ou misturar restos de comida, como arroz, fubá, carne etc., pois existe o risco de desbalancear a quantidade de nutrientes que o cão precisa.

No mercado, existem inúmeros tipos de alimento, entre eles, os Premium e os Super Premium. E qual a diferença entre os dois? Alimentos Premium são aqueles de excelente qualidade, com todos os nutrientes necessários e que possuem ingredientes funcionais, que melhora a saúde intestinal do animal e a absorção de nutrientes. Já a categoria Super Premium conta com uma densidade energética maior, na qual os nutrientes estão concentrados para dar mais energia e proteína. Além disso, o volume de alimento dado ao cão deve ser menor, ou seja, quanto menor o volume de alimento, menos fezes.

Outro ponto importante que devemos alertar é que não se deve dar um alimento Super Premium como Premium, pois existe uma diferença na quantidade servida ao cão e isso pode gerar um déficit ou um excesso na alimentação. Portanto, oferecer a quantidade e o alimento correto ao animal é de extrema importância para a manutenção da sua saúde.

Além de todas as questões já abordadas, é necessário falar também sobre o armazenamento, pois o alimento deve ser guardado em um lugar fresco e em um recipiente com tampa fechado, para evitar a entrada de umidade, insetos e criação de bolor. Não se deve colocar na lavanderia ou deixar o saco aberto diretamente no chão.

Na dúvida, consulte sempre um médico veterinário. Ele poderá indicar a quantidade e o melhor tipo de alimento que se adeque ao seu amigo, já que cada porte de cão possui um metabolismo diferente.


* René Rodrigues Junior é médico veterinário da Magnus, fabricante de alimentos para cães e gatos.



Alimentação pode interferir no desenvolvimento do seu animalzinho

Dicas para melhorar a relação das crianças com os pets

Interação tende a trazer só benefícios para ambos, mas supervisão e cuidados preventivos são necessários para garantir a segurança

Em algum momento você já deve ter sido impactado por um vídeo fofo de uma criança interagindo com um pet. A relação entre os pequenos com os animais de estimação é comprovada por vários estudos como benéfica para ambos os lados, desde que alguns cuidados sejam adotados. Segundo a veterinária e gerente de serviços técnicos Pet da MSD Saúde Animal, Tatiana Braganholo, é importante estabelecer limites – tanto para a criança, como para o pet – e atentar-se a prevenção de doenças no animal.

"As crianças, principalmente as menores, podem não entender muito bem a fragilidade e a necessidade de respeitar o espaço do pet. Por isso é importante ensinar a elas que o animal nem sempre está disposto a interagir”, aponta a veterinária. A veterinária ressalta ainda que dependendo do tempo de convivência (se for recente) e da personalidade do animal, o contato precisa ser supervisionado para evitar que o pet reaja negativamente a alguma ação.

Para as famílias que estão pensando em adquirir um animalzinho, vale lembrar que é preciso avaliar alguns fatores para evitar possíveis dores de cabeça no futuro: veja se a sua criança tem alergia a pelos - que assim como a saliva do animal, pode causar reações - e avalie o animal que melhor se adequaria à família. Sempre lembrando que o pet precisará de atenção – incluindo brincadeiras e passeios externos – e cuidados com seu bem-estar, que requerem a supervisão de um adulto. Por outro lado, destinar algumas tarefas relacionadas ao animal pode ajudar no senso de responsabilidade e organização da criança.

Cães tendem a ser mais agitados e brincalhões, e têm mais dificuldade de se adaptar à solidão. Portanto, são mais indicados para crianças enérgicas e que passam mais tempo em casa. Já os gatos são mais introspectivos e reservados, tendo menos problemas em ficar sozinhos. Crianças mais tranquilas têm mais facilidade para se adequar aos bichanos.

Amizade para toda a vida

Permitir à criança a convivência com um pet pode estimulá-la a desenvolver o amor e respeito pelos animais, que serão levados com ela ao longo de toda sua vida. Quando bem inserido na rotina da casa, o animal também pode ser um elo para as atividades em família.

"Os animais costumam estabelecer uma boa relação com as crianças. Acredito que esse contato ensina muito aos pequenos, já que com o pet aprendem a perceber os sentimentos do outro e a ter responsabilidade, principalmente quando são incluídos nos cuidados diários com o animal”, destaca Tatiana, que finaliza "com responsabilidade, todos saem ganhando com essa relação”.

Saúde em dia

Como é crescente o número de brasileiros que consideram o pet um membro de suas famílias - segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente no Brasil, há cerca de 132 milhões de pets -, vem crescendo também os cuidados preventivos com a saúde desses animais, evitando assim a transmissão de doenças a todos, principalmente as crianças.

"Sabemos que, tanto os gatos como os cachorros, vêm passando mais tempo dentro de casa, muitas vezes dormindo com os seus tutores. Portanto, para manter a saúde de todos é preciso tomar alguns cuidados. A higiene dos animais é essencial, bem como a vermifugação e a prevenção de parasitas externos, pulgas e carrapatos”, afirma Tatiana, que complementa "é preciso oferecer a esses animais soluções preventivas de longo prazo, diminuindo assim as chances do ciclo da pulga e do carrapato se reiniciar e infestar a casa e seus moradores”.

Pode parecer exagero, mas as pulgas e carrapatos quando dentro de casa podem transmitir diversas doenças para os humanos, como Doença de Lyme, Babesiose, Febre maculosa, entre outras. A prevenção é fundamental, e deve ser feita nos pets desde filhotes.


O animal também pode ser um elo para as atividades em família


10 dicas para deixar seu cachorro feliz

Por que não transformar as ações rotineiras em atividades que os deixam felizes?

Assim como nós, os cães também precisam de horários e regras para o bom convívio social, mas nem por isso essas ações precisam ser chatas. Aliás, eles curtem muito fazer qualquer coisa com seus tutores, então, por que não transformar as ações rotineiras em atividades que os deixam felizes? Os cães adoram:

1. Música: Por conta da audição sensível, os cães adoram ouvir música. Canções provocam estímulos emocionais e sensoriais que trazem calma e segurança ao animalzinho;

2. Atenção: Quem é que não gosta de ser cuidado por quem ama? Cachorros, em sua maioria, são animais sociáveis, sentem emoções e elas influenciam diretamente em seu bem-estar. Tire um tempo para dedicar exclusivamente ao seu animalzinho;

3. Estímulo mental: Sabe aquela brincadeira de jogar a bolinha e seu cãozinho trazer? É a atividade mais antiga do mundo para quem tem um pet e não sai de moda nunca. Com esses exercícios mentais, o cão sente-se estimulado e feliz;

4. Boa alimentação: Todo mundo é mais feliz quando come bem, e com os cães não é diferente. Mantenha uma rotina de horário com uma dieta equilibrada e, eventualmente, adicione alguns petiscos de boa qualidade;

5. Brinquedos: Um objeto novo é sempre bem-vindo e traz felicidade. Principalmente aqueles jogos que soltam pedaços de ração/petisco, em que a recompensa é imediata ou, em caso de cães mais despertos, brinquedos que façam barulho. Pets, mesmo mais idosos, gostam bastante de serem estimulados com brincadeiras;

6. Exercício: Cada raça tem suas características, e é preciso estar atento antes de levar seu cão para fazer atividades físicas. Mas, após o aval do veterinário, coloque essa programação na agenda. Exercícios regulares fortalecem a musculatura e trazem sensação de bem-estar ao animal;

7. Socializar: Permitir que seu cãozinho tenha contato com pessoas que não sejam da casa e principalmente com outros cães auxilia para que não tenha medo ou problemas de comportamento. É importante começar a fazer isso desde que são filhotes, logo que estiverem liberados para passear;

8. Conforto: Quer coisa mais gostosa do que deitar em um ambiente aconchegante depois de um dia intenso de atividades? Eles também adoram. Deixe sempre a área de descanso limpa, com os objetos, tapetes ou cobertas favoritos do animalzinho e longe do local onde comem e de onde fazem suas necessidades fisiológicas;

9. Viajar: Ao contrário do que muitos pensam, cachorros adoram viajar e acham que são parte da família – e têm toda razão! Lembre-se de que você tem amigos e conhecidos. O cão tem apenas você. Por isso, leve-o consigo sempre que possível. Eles gostam muito de estar em companhia das pessoas que ama e vão se divertir muito, mas não esqueça de consultar o veterinário antes da viagem;

10. Dormir com você: Isso mesmo! Cães sabem que aquele espaço é íntimo, pessoal e "seu cantinho”. Quando você permite que ele faça parte desse mundo, vai se sentir amado e muito querido. Não precisa ser todas as noites, mas, eventualmente, permita esse carinho.



Inverno: seu pet necessita de cuidados redobrados

Médica veterinária dá dicas para proteger cães e gatos na estação mais fria do ano e prevenir doenças relacionadas ao inverno

O frio está chegando e os pets precisam de atenção e cuidados redobrados. Devido à queda da temperatura e a diminuição da umidade do ar, é nesse período que muitos cães e gatos podem sofrer com doenças relacionadas ao inverno como, por exemplo, a gripe canina para os cães e rinotraqueite felina para os gatos: ambas são doenças respiratórias.

De acordo com Caroline Mouco Moretti, médica veterinária e diretora clínica do Grupo Vet Popular, as vacinas são importantíssimas para manter o animal saudável durante o ano todo e principalmente no inverno.

Evitar passeios nos dias muito frios e banhos muitos frequentes principalmente nos animais mais idosos é importantíssimo. "O ideal é passear com os cães em horários que estejam mais quentes entre as 11h e às 15h, por exemplo”, explica a veterinária.

Na hora de dormir, é importante que o tutor deixe o cantinho do seu animal bem aquecido. "A dica é colocar um cobertor ou colchão para ele dormir, evitando contato direto com o chão”, ensina a especialista. A médica veterinária destaca ainda que com o frio, os pets bebem menos água e correm risco de ficar desidratados, por isso aconselha aos donos que coloquem mais potes de água pela casa, facilitando assim a hidratação deles.

Para os animais que possuem pelos ralos ou curtos e que estão acostumados com tecidos, a roupinha é uma boa opção para mantê-los aquecidos.. "Caso opte por roupas, dê preferência a peças com as quais o seu cão esteja acostumado e se sinta livre para brincar e fazer suas necessidades”, ressalta Caroline.

Já os animais que possuem pelos grandes e longos, segundo a médica veterinária, é preciso que o tutor tome muito cuidado com roupas, já que para esse tipo de pet, o tecido pode atrapalhar ao invés de ajudar. "O animal com pelos longos que utiliza roupa desenvolve nós, que não secam direito no banho, gerando fungos e bactérias, causando inclusive uma dermatite”. Caroline reforça ainda que caso os nós ocorram, o cachorro deverá ser tosado, o que o deixará mais exposto ao frio.

Além do cuidado especial no inverno, os animais de estimação merecem atenção redobrada durante o ano todo já que os cães e gatos estão suscetíveis a uma gama muito grande de doenças infecciosas virais, bacterianas, parasitárias, autoimunes e as doenças adquiridas. Segundo a diretora clínica do Grupo Vet Popular, algumas delas são chamadas de zoonoses, doenças que são transmitidas para o homem através dos animais como leptospirose, toxoplasmose, dipilidiose, raiva, salmonelose e dermatomicoses. "Para evitarmos que nossos cães e gatos não tenham doenças que possam ser transmitidas a nós e nossos familiares temos que manter a vacinação, vermifugação, antipulga, anticarrapaticida e as visitas ao médico veterinário em dia.”, finaliza.



Plano de saúde para pets: vale a pena ter?

Esse investimento representa economia e tranquilidade, mas não é essencial para garantir a saúde do seu pet

A saúde do seu animal de estimação é uma prioridade para você? Se não é, deveria ser, pois um pet doente pode gerar altos gastos, deixar a família toda triste e, dependendo do problema, transmitir a doença para animais e seres humanos.

Para solucionar essa preocupação, já existe uma novidade: são os planos de saúde para pets.

Esse tipo de serviço funciona de uma forma muito parecida com o que é usado por nós: o seu peludo terá atendimento veterinário garantido, mas sem que você precise pagar um alto valor para isso.

Além disso, no pacote, o pet (e seu tutor) pode utilizar serviços como consultas veterinárias, exames em laboratórios credenciados, cobertura de parto, implantação de microchip e até mesmo auxílio funeral.

Por que aderir?

Há duas principais razões para fazer um plano de saúde para seus animais de estimação: economia e tranquilidade.

As despesas veterinárias são periódicas e não costumam ser baratas. Em um ano, os custos com animais de estimação ultrapassam R$ 2 mil, segundo pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Enquanto os animais são filhotes, eles devem comparecer à clínica para as vacinações. Após, precisam realizar um check-up e doses de reforço das vacinas todos os anos. Já a castração é altamente recomendada para evitar doenças e gestações.

E ainda, se o pet tiver tendência a desenvolver uma doença, é necessário gastar com prevenção. Se ele tiver uma enfermidade crônica, você terá que providenciar o tratamento. Em caso de acidentes ou surgimento de alguma doença, a ida ao veterinário será de extrema urgência.

Ao longo da vida de um cão ou gato – em torno de 10 a 15 anos –, todos esses gastos representam uma boa somatória de dinheiro, principalmente aqueles que não estavam previstos, como cirurgias, medicamentos e internações.

Hoje em dia, os animais de estimação são tratados e considerados verdadeiros membros da família. Na mesma pesquisa citada anteriormente, 61% dos donos afirmam que seus pets despertam sentimentos de amor e alegria.

Por isso, ninguém quer ver o peludo desprotegido, sofrendo e correndo risco de morte. O plano de saúde animal também existe para sanar essa lacuna, pois, ao pagar um valor mensal para o serviço, a saúde do seu pet fica totalmente assegurada.

Dicas para escolher o melhor plano

O serviço de plano de saúde para pets está crescendo, com cada vez mais operadoras oferecendo pacotes diversos para o seu animal de estimação. Saiba como fazer a escolha certa para a saúde do seu peludo:

Entenda a necessidade do seu pet

Um animal jovem e saudável provavelmente precisa de menos cuidados veterinários, e, consequentemente, pode ser atendido por um plano de saúde básico. Já um animal idoso ou aqueles que tendem a adoecer com facilidade podem precisar de um pacote mais robusto.

Procure se lembrar do histórico do seu pet para avaliar qual tipo de cuidado ele necessita e qual é o plano mais adequado para ele.

Realize mais de um orçamento

Como já existem diversas operadoras de planos de saúde no mercado, é essencial avaliar a proposta e os valores de algumas delas, priorizando o melhor custo para o seu bolso e o melhor benefício para o seu pet.

Verifique a cobertura do pacote

É muito importante analisar toda a cobertura oferecida pelo plano que você deseja fechar, confirmando se os procedimentos que o seu pet mais utiliza ou que pode vir a usar estão cobertos.

Uma internação, por exemplo, não é um procedimento que você pode prever o uso ou não, mas é uma boa cobertura para se ter em caso de emergências e que pode ter um alto custo até a recuperação do animal.

Além disso, considere que o veterinário que você sempre leva o pet pode não fazer parte da rede credenciada da operadora. Nesse caso, avalie se vale a pena trocar de profissional, garantindo a mesma qualidade de atendimento, ou adquirir um plano que realize reembolso.

Fique atento ao período de carência

Assim como os planos de saúde comercializados para humanos, os planos para pets contam com um período de carência que, para alguns procedimentos, pode chegar a até um ano!

Se o seu pet tem chances de necessitar do serviço com antecedência, procure uma seguradora que o forneça dentro de um prazo razoável ou tente realizar uma negociação para fechar um contrato vantajoso.

E se eu não puder pagar?

É claro que o seu pet não precisa ter um plano de saúde, desde que você não deixe de proporcionar todos os cuidados veterinários que ele eventualmente necessite ao longo da vida.

A vantagem do serviço é oferecer economia e segurança para os tutores de animais, porém, acrescentar o plano de saúde do animal no orçamento mensal nem sempre é possível. Se esse é o seu caso, não se preocupe.

Você deve continuar a frequentar o veterinário de confiança que você já está acostumado, conforme a periodicidade recomendada. Sempre é possível negociar o valor da consulta, a forma de pagamento e o parcelamento de dívidas para garantir a saúde do seu amigo.

Se a situação estiver muito apertada, procure uma clínica veterinária que ofereça serviços a preços populares e acessíveis. Ou até mesmo hospitais veterinários públicos, que providenciam atendimentos totalmente gratuitos para o seu animal de estimação.

O mais importante é não deixar o seu pet sem nenhum tipo de assistência. Só assim que ele vai poder viver ao seu lado por muitos anos!

Fogos de artifício podem causar convulsões e desmaios nos pets; saiba como prevenir

Agitação por conta do barulho eleva a temperatura do animal e pode causar vômito e diarreia.

Para muitas pessoas, os fogos de artifício são sinônimo de festa e alegria, porém para os animais de estimação eles representam medo e estresse. Isso acontece porque cães e gatos possuem a audição mais aguçada que a dos humanos e, consequentemente, são mais sensíveis ao barulho.

A sorocabana Nicole Campolim conhece de perto o sofrimento causado pela queima de fogos. Tutora de sete cães, ela conta que esta época do ano é muito complicada porque os animais ficam muito agitados.

"O yorkshire Stuart não sabe se chora, late ou corre. No fim, ele acaba debaixo da minha cama. A Maria, que é mais apegada a mim, não sai de perto e treme muito. A Meg também treme. Já os outros quatro se enfiam nas casinhas e não saem por nada. É horrível", conta Nicole.


Stuart, o yorkshire, fica agitado com o barulho dos fogos e se esconde em baixo da cama (Foto: Nicole Campolim/ Arquivo pessoal)


Apesar da queima de fogos ser momentânea, o estresse causado por ela pode durar dias. "Quando o barulho acaba eles ficam muito agitados ainda, muito traumatizados. Qualquer barulhinho, eles latem muito. No primeiro ano da Maria, ela ficou com tanto medo que fez xixi e não queria sair debaixo da mesinha da sala", recorda.

Os cães de Nicole são de pequeno porte, mas animais maiores, como os da tutora Ana Paula Bueno do Rosário, também sofrem com os fogos. "Eu tenho três cachorras, mas a que mais sofre é a Tequila, uma labradora de 43 quilos. Ela treme e tenta subir no meu colo de todas as formas. Após os fogos, ela fica extremamente agitada, andando de um lado ao outro", descreve.


Tequila pesa 43 quilos e ao ouvir o barulho dos fogos pede colo (Foto: Ana Paula Bueno do Rosário/ Arquivo pessoal)


Além do estresse, a agitação por conta do barulho pode causar ferimentos quando os animais buscam por abrigo. A elevação da temperatura corporal também pode desencadear sintomas como vômito e diarreia.

"Dependendo do caso, se o animal já tiver alguma outra patologia, o som pode causar sintomas mais graves como, por exemplo, crises convulsivas e até desmaios", alerta a médica veterinária Karine Raile.

Precauções

Muitos tutores têm dúvidas sobre quais precauções tomar no período de festas. Por isso, Karine deu algumas dicas de como agir para evitar que os animais fiquem agitados e estressados caso haja queima de fogos.

- Evite deixar o animal sozinho. De preferência, fique com ele em um local fechado para diminuir os ruídos externos;
- Permita que o animal se esconda em um local onde se sinta seguro, mas fique de olho para evitar que ele se machuque;
- Aja normalmente durante a queima de fogos para não reforçar a sensação de que algo estranho está acontecendo;
- Ligue a TV ou o rádio, barulhos familiares ajudam o animal a se acalmar;
- Evite ficar agradando ou pegar o animal no colo, pois essas atitudes só intensificam o medo;
- O ideal é não deixar os animais sozinhos durante a queima de fogos, porém, caso seja inevitável, mantenha portas e janelas fechadas para abafar os ruídos externos. Deixe um som ambiente. Retire objetos de decoração que possam machucar o pet e não o prenda com coleiras ou guias;
- Caso o animal fique muito estressado durante os fogos, o tutor pode procurar um médico veterinário para indicar uma medicação para controlar a ansiedade.


Cães com medo de fogos de artifício: o que fazer?

Renato Zanetti, zootecnista e especialista em comportamento animal, dá dicas de como deixar o pet tranquilo durante a queima de fogos de artifício

A virada do ano está chegando e não há como fugir dos barulhos dos fogos de artifício. Durante todo o ano eles são usados em festas populares, finais de campeonatos esportivos e também celebrações e quem sofre com tudo isso são os pets. Mas, por que cachorro tem tanto medo de fogos de artifício?

Os cães possuem uma audição muito sensível, podendo escutar a origem do som em até seis centésimos de segundo e chegando a escutar até 45 mil hertz. Alguns se escondem dos barulhos, fogem, se ferem e outros correm para os donos tremendo. Quando estão em pânico, os cães podem até chegar a óbito, principalmente os que têm problemas cardíacos.

O especialista em comportamento animal e zootecnista, Renato Zanetti, explica que é importante entender a diferença entre medo e pânico para que o tutor saiba identificar qual a sensação de seu cachorro.

"Medo é quando o animal sente que está em perigo, mas não faz coisas estranhas que normalmente não faria. Já o pânico é um nível maior e faz com que o pet não consiga processar muito bem essa emoção. O pânico impede que tenham a percepção do ambiente, podendo levar o cachorro a atravessar portas de vidro, escalar paredes, subir em telhados e até saltar de muros altos", conta.

Mas para que isso não aconteça, Zanetti lista algumas dicas para minimizar esses problemas e ajudar os tutores a passar a virada do ano tranquilo com seu animal de estimação.

Estar em um lugar tranquilo, com o mínimo de barulho possível para que o pet não fique estressado e consequente sinta medo ou pânico;
Abafar o som externo. Deixar o ventilador ligado, colocar uma música calma, fechar janelas e portas;
Adaptar o cachorro ao ambiente que irá passar o ano novo, seja em casa sozinho ou em um day care;
O espaço tem que ser seguro para o cachorro. Todos os possíveis locais que eles possam escapar, devem estar fechados, como portas e janelas;
É importante disponibilizar tocas para ele se esconder, locais como embaixo da cama, dentro de caixas, dentro do banheiro, dentro da casinha ou uma caixa de transporte;
Disponibilizar petiscos diferentes ou comidas congeladas e brinquedos recheáveis para distraí-lo e estimulá-lo;
Se o pet ficar sozinho, o espaço deve ser livre de prateleiras, vidros, objetos de decoração ou porta retrato. Isso evita que ele se machuque.



Brasileiro gasta, em média, R$189,00 por mês com animais de estimação

Principal gasto dos donos com os animais é com a alimentação

O brasileiro que tem bicho de estimação gasta em média R$ 189 por mês com o animal, segundo pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com 796 internautas de todas as capitais. O levantamento concluiu que 76% das pessoas com acesso à internet têm animais de estimação e apenas 8% delas associam seus animais a despesas.

O principal gasto dos donos com os animais é com a alimentação. As rações foram citadas por 88% dos entrevistados e os petiscos, por 52%. Mais da metade (52%) afirma só comprar itens de alimentação de linha premium. Entre os gastos, os donos de bichos também citaram xampus e condicionadores (57%), medicamentos e vitaminas (50%) e brinquedos (44%).

Entre os serviços, as vacinas lideram a lista de mais procurados, lembradas por 63% dos ouvidos na pesquisa; seguidas por idas ao veterinário (44%) e banhos em pet shop (37%). Apesar de menos citados, chamam a atenção cuidados como tratamentos estéticos (13%), passeadores de cachorros (13%), tratamentos contra obesidade (8%) e acompanhamento comportamental (8%).

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a pesquisa mostra que o tratamento humanizado dos pets é uma tendência e há espaço para ampliação do setor de produtos e serviços para bichos. "A composição da cesta de compras dos donos de animais de estimação está mudando. É cada vez maior a demanda por cuidados especializados", avaliou.

"Moda e estética, alimentação saudável, hospedagem, atendimento em casa, exercícios físicos e saúde comportamental são algumas das áreas que deverão se desenvolver intensamente nos próximos anos", afirmou Pellizzaro.

A pesquisa também procurou saber onde os donos de animais de estimação compram produtos para seus bichos. As lojas de bairro especializadas foram citadas por 53% deles. Grandes redes de pet shops e supermercados foram lembrados por 20% e 16% dos entrevistados, respectivamente. Os motivos para a escolha são preço (59%), qualidade dos produtos e serviços (49%) e confiança (44%).

O perfil de quem tem animal de estimação é bem dividido entre homens e mulheres (50%). Pouco mais da metade (54%) está das classes C, D e E e na faixa etária dos 25 aos 44 anos (58%). Os cães são os preferidos por 79% das pessoas, seguidos por gatos (42%), pássaros (17%), peixes (13%), tartarugas (6%) e pequenos roedores (5%).

O levantamento foi feito em duas etapas. Na primeira, foram ouvidos 796 consumidores para identificar o percentual de quem tem animais de estimação. Uma segunda rodada, com 610 entrevistados, desenhou o perfil das pessoas que têm pets.

Sede excessiva e muito xixi podem ser sintomas de diabetes; saiba mais sobre a doença

Sede excessiva, aumento da produção de urina e perda de peso sem motivo aparente são sintomas do diabetes, doença que, assim como nos humanos, pode provocar complicações nos pets.

A doença se caracteriza pela deficiência hormonal que reduz a capacidade do sangue de metabolizar a glicose dos alimentos. O tipo 1 é o mais comum entre os cães, e ocorre quando as células do pâncreas não produzem insulina suficiente –e precisam de reposição do hormônio.

É mais comum em cães adultos e idosos, e as causas variam. Segundo o veterinário Antonio Marquesim, da Norte Dog, obesidade, dietas desequilibradas e falta de exercício podem levar à doença. Mas também há o fator genético.

"Existe a predisposição por algumas raças, como poodle, beagle e schnauzer. Mas cães sem raça definida também podem ser afetados", afirma.

O diagnóstico leva em conta exames clínicos e laboratoriais, e o tratamento inclui dieta e aplicações diárias de insulina.

"O profissional definirá quando e quanto esse animal precisará de insulina", alerta Marquesim.

Isso porque pode ocorrer hipoglicemia –baixa quantidade de açúcar no sangue–, e o animal ter tremores, fraqueza e até convulsões, ou hiperglicemia –taxa elevada de açúcar no sangue–, e o pet ter, por exemplo, mais sede do que quando está equilibrado.

Catarata, cegueira, pancreatite, infecções e problemas renais podem ser complicações da doença.

"A boa noticia é que 90% dos proprietários de animal com diabetes conseguem muito bem fazer o tratamento em casa, e com o tempo conseguem perceber sozinhos quando o animal não está bem e precisa de cuidados veterinários", diz a veterinária Carla Berl, diretora do hospital veterinário Pet Care.

De acordo com o hospital, fêmeas devem ser castradas, já que os hormônios ovarianos podem interferir no controle da glicemia pela insulina.

Animais com a doença controlada podem viver bastante, apesar das possíveis complicações.

"É importante ficar atento aos principais sintomas como sede excessiva, aumento da quantidade de urina e do apetite e perda de peso. Quanto antes for descoberta a doença, melhores serão os resultados do tratamento", afirma a veterinária Camila Canno Garcia, da Petz.




Conheça o perfil do cachorro brasileiro

Brasil é o segundo país do mundo com maior número de cães, de acordo com o IBGE

O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de cães, de acordo com o IBGE. Para conhecer melhor o perfil desses bichinhos, a DogHero (www.doghero.com.br), plataforma digital que oferece hospedagem domiciliar para cachorros, fez um levantamento inédito com os 108 mil cães cadastrados na base de clientes. O "censo animal" foi feito a partir da análise de características principais: nome, idade, raça e sexo.

Entre os nomes, houve uma grande variedade. Foram mais de 3.700 identificados, sendo os mais populares Mel, Nina, Lola, Belinha e Luna para fêmeas e Thor, Bob, Fred, Billy e Marley para machos. "Vemos que os tutores escolhem cada vez mais nomes e apelidos usados por humanos. Isso ressalta o caráter de filho do bichinho, visto como um membro da família. Há também claras referências a personagens de filmes e de programas de TV infantis, como no caso de Thor e Luna", explica Eduardo Baer, cofundador da DogHero.

Na classificação de raças, o campeão de registros na base é o sem raça definida (25%), popularmente conhecido como vira-lata. Em seguida vêm raças de pequeno porte, que se adaptam bem a apartamento, como Shih Tzu (11%), Yorkshire (8%), Poodle (6%) e Lhasa Apso (5%).

A pesquisa revelou ainda que há na base uma predominância de cães jovens, de 1 a 3 anos (41%), mas com destaque para cachorros adultos, de 4 a 8 anos (27%). Filhotes com até 11 meses representam 19% do total, enquanto os com mais de 8 anos são 13%. Na divisão entre os sexos, o resultado é bastante próximo: 51% para fêmeas e 49% machos.





Sobre a DogHero

Empresa que oferece residência domiciliar e personalizada aos cachorros, a DogHero é uma plataforma digital que permite que o tutor do animal selecione o melhor anfitrião para receber e cuidar de seu animal em sua ausência. Com atendimento diferenciado e afetuoso, a empresa cuida de todos os detalhes da estadia do pet, oferecendo assistência em caso de eventuais acidentes, além de todo o suporte de contato à distância entre os responsáveis e seus bichos. Qualquer amante de animais pode se candidatar para ser um anfitrião DogHero, basta entrar no site e se cadastrar - mas só são aprovadas as pessoas que possuem perfil e oferecem uma estadia confortável e satisfatória ao cachorro.