20 de Outubro de 2019
18º/33º
ENTRETENIMENTO » BLOG
Bem-Estar

Será que meu filho está viciado na internet?

Segundo estudo publicado, dependência da internet afeta cerca de 6% da população global

Em mundo globalizado e cada vez mais conectado, é quase impossível proibir crianças e adolescentes de usarem a tecnologia. Porém, se seu filho (a) fica excessivamente preocupado com o sinal do wi-fi quando sai de casa, sente necessidade cada vez maior de ficar conectado, anda muito irritado (a) ou depressivo (a), apresenta ataques de ansiedade quando não pode usar o celular, passa mais tempo online do que em passeios ou com os amigos e mente sobre o tempo gasto com a internet, atenção!

Estes podem ser indícios de que a dependência da internet está se instalando. Segundo um estudo publicado no Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, que avaliou 89 mil pessoas em 31 países, a dependência da internet afeta cerca de 6% da população global.

Para a neuropsicóloga Thaís Quaranta, os pais realmente precisam prestar mais atenção na questão do uso da tecnologia pelos filhos. "As crianças e adolescentes costumam adotar os padrões de comportamentos da família, ou seja, dos pais. Assim, se os pais usam demasiadamente o celular, a internet, as mídias sociais ou até mesmo o vídeo game, estão contribuindo para que a criança ou o adolescente siga este mesmo padrão”, comenta.

E por falar nos pais, um estudo divulgado este ano, avaliou a associação entre o vício de adolescentes na internet com o relacionamento parental. Os resultados mostraram que a pouca disponibilidade materna é um preditor da dependência. "Este é um achado muito importante, pois corrobora com a percepção que temos das dinâmicas familiares atuais. Pais cada vez mais ocupados e menos presentes. Os eletrônicos, em muitos casos, acabam sendo usados para preencher esse espaço, essa ausência parental”, reflete Thaís.

Um cérebro vulnerável

O grande problema, de acordo com a neuropsicóloga, é que um cérebro em formação, como é o caso das crianças e dos adolescentes, é mais vulnerável à dependência. "Há inúmeros efeitos negativos bem documentados pela literatura. Depressão, isolamento social, ansiedade, distúrbios do sono, déficit de atenção e queda do desempenho escolar. Todas essas condições podem ser causadas quando o uso da tecnologia ultrapassa os limites”, explica Thaís.

Outro ponto levantado pela neuropsicóloga é que houve uma mudança importante relacionada a inversão da hierarquia geracional. "Hoje, as crianças e adolescentes já nascem em um mundo altamente tecnológico. É muito comum que ensinem os pais a usarem o celular, o computador e outros dispositivos. Esse conhecimento digital pode criar um ambiente familiar menos equilibrado, dificultando que os pais delimitem o uso da tecnologia, pois perdem a autoridade”, diz.

Pais precisam se empoderar

O mais importante é que os pais, em um primeiro momento, avaliem o próprio comportamento em relação ao uso da tecnologia. Não é possível exigir da criança ou do adolescente um modelo diferente daquele que existe.

"sso quer dizer que se os pais usam o celular na hora das refeições em família, por exemplo, e dedicam mais tempo para a tecnologia do que para os próprios filhos, a mudança precisa começar por eles. Depois, é fundamental retomar a autoridade e impor limites. Crianças e adolescentes precisam disso”, ressalta Thaís.

Veja algumas dicas da neuropsicóloga para ajudar os pais na educação digital, evitando que a tecnologia se torne um problema. Confira:

Dose certa: Proibir o uso não irá funcionar. Assim, é preciso definir o tempo que poderá ser dedicado ao vídeo game, mídias sociais, internet, etc. Os pais podem e devem controlar o conteúdo acessado. Hoje em dia é possível colocar senhas e usar aplicativos para bloquear conteúdos inapropriados para menores de idade. Lembrando que para crianças menores de 2 anos, o uso de qualquer tipo de dispositivo é contraindicado, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria.

Atenção aos comportamentos: Ninguém melhor que os pais para conhecerem os seus filhos. Portanto, mudanças nos comportamentos, queda do desempenho escolar, perda ou ganho de peso, alterações no sono, irritabilidade e ansiedade devem ser investigados, pois podem ter relação com o uso abusivo da tecnologia.

Presença e disponibilidade: Crianças e adolescentes precisam de pais presentes e disponíveis. Não adianta a mãe ou pai sentar para brincar com a criança com o celular na mão. É preciso dedicar um tempo de qualidade e isso implica em estar disponível por completo, inclusive sem o celular por perto ou a TV ligada.

Locais estratégicos: Uma dica importante é não instalar computadores no quarto das crianças e adolescentes e, se possível, nem televisores. Claro que temos os dispositivos móveis, como celulares e tablets, que também devem ter o uso supervisionado pelos pais.

"A tecnologia, a internet e as mídias sociais fazem parte do mundo atual e do contexto social em que vivemos. O mais importante é fazer um bom uso e estar consciente de que os pais são responsáveis por limitar e supervisionar o uso, assim como são os modelos de comportamento para os filhos. Além claro de prestar atenção aos sinais que possam indicar um atitude de dependência destes dispositivos”, finaliza Thaís.


Dispositivos móveis, como celulares e tablets, também devem ter o uso supervisionado pelos pais


Bem-Estar

Laxante não ajuda a emagrecer e prejudica a saúde intestinal

Atriz Bruna Marquezine publicou no seu perfil no Instagram, que no passado utilizou laxante na busca do emagrecimento, por conta da cobrança pelo "corpo perfeito”

Nesta última quarta-feira (05), a atriz Bruna Marquezine publicou no seu perfil no Instagram, que no passado utilizou laxante na busca do emagrecimento, por conta da cobrança pelo "corpo perfeito”. O medicamento provoca contrações intestinais e estimula a eliminação de fezes.

Críticas às medidas dos corpos não são exclusividades das celebridades: famosos e anônimos são atacados constantemente por tais comentários. É no estimulante intestinal que muitos buscam uma forma inadequada de emagrecer rapidamente. O dado é confirmado por pesquisa publicada pelo periódico Pediatrics: aos 23 anos, mesma idade de Marquezine, aproximadamente 20% das mulheres já usaram laxante para emagrecer.

"Esse número é grave e lança luz a um perigoso problema de saúde pública. O uso excessivo e inadequado de laxantes prejudica a absorção intestinal e causa desequilíbrio na concentração de minerais. Assim, aumenta-se o risco de desnutrição, desidratação e distúrbio hidroeletrolítico”, alerta Tomazo Franzini, médico endoscopista e diretor da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED).

O especialista afirma que laxantes podem causar a perda de peso justamente por interferir na absorção de nutrientes. Ou seja, com o medicamento, o corpo elimina água e sais minerais nas fezes, que são em geral líquidas, e reduz a sensação de inchaço. "Além de o emagrecimento ser passageiro, o uso do laxante acarreta alto custo à saúde, já que pode levar à deficiência nutricional e inflamações no intestino”.

Importante reiterar que laxante não são formulados para uso contínuo – o intestino pode se "acostumar” com a eles, tornando-se dependente e causar constipação – retenção das fezes. "A administração crônica pode lesionar os nervos intestinais e viciar. Assim, para ter o efeito desejado, é necessário aumentar a dose do medicamento”, adiciona o médico da SOBED.

Excesso de laxante pode causar até câncer

Em julho deste ano, o jornal científico Annals of Epidemiology publicou estudo que relacionou o uso de laxante ao maior risco de câncer colorretal (CCR). Quando a substância é a base de fibras, nota-se aumento significativo nas chances de desenvolver a neoplasia. "No Brasil, o CCR é o segundo tipo mais frequente em mulheres, responsável por quase 19 mil diagnósticos por ano (INCA). A partir da pesquisa divulgada no periódico e a ligação que faz com a doença, precisamos pensar a conscientização sobre o perigo do uso de laxantes para emagrecimento como uma das medidas para prevenção do câncer colorretal. Sobretudo ao considerar que o público feminino é o maior consumidor do medicamento para este fim”, reforça Franzini.

Setembro é o mês de prevenção do câncer colorretal, por isso, declarações como a de Marquezine salientam a necessidade de informar-se sobre a doença e condições que a predispõem.

Bem-Estar

Especialista afirma: Pare de fazer dieta!

Psicóloga especialista afirma que o segredo do emagrecimento não está nas dietas, mas sim em fazer as pazes com os alimentos e comer de forma intuitiva

Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Nutrologia em vários consultórios médicos espalhados pelas principais capitais do país, dos 503 pacientes entrevistados, entre agosto e setembro do ano passado, 77% já fizeram algum tipo de dieta por conta própria e 21,6% afirmaram estar em sua quarta tentativa.

Os dados, apesar de ser uma amostra pequena, refletem a dificuldade que milhares de brasileiros, principalmente as mulheres, enfrentam diariamente quando o assunto é emagrecimento. Ainda, segundo a amostra levantada, os tipos de dietas mais realizadas pelos participantes são Cetogênica e Low Carb (30%), Detox (19,1%), Dukan (15,7%), Hiperproteica (13,3%) e Sem Glutén (12,9%).

De acordo com a psicoterapeuta Sorella Mendes, as dietas só aumentam a compulsão alimentar dos pacientes. "Fazer dieta engorda e a prova disso é ver quantas pessoas passam a vida toda de dieta e nunca conseguem ficar magra. ”, afirma.

Quando decidimos perder peso, automaticamente nosso cérebro já pensa em quais alimentos devem ser cortados da dieta. Carboidratos, doces e gorduras, considerados os vilões do emagrecimento, são os primeiros a serem removidos. Porém, de acordo com Sorella, que também atua como coach de emagrecimento, ao cortar um alimento que se gosta ou que tem algum valor afetivo de forma drástica, a compulsão pode ser despertada e o paciente pode voltar a comer o alimento de forma descontrolada, o que anula todo o esforço da privação e acaba com qualquer dieta.

"Não existe dieta milagrosa, existe alimentação intuitiva. É preciso conhecer o próprio corpo, respeitar suas necessidades, aprender a lidar com as emoções sem associá-las à comida e descobrir novos estímulos de satisfação e prazer. Quando se faz as pazes com os alimentos é possível eliminar peso sem viver uma vida de dieta e privações. ”, afirma a psicoterapeuta.

As pesquisas existentes sobre "Alimentação Intuitiva” ainda estão em crescimento e estão focadas principalmente nas mulheres como público alvo. Até o momento, já existem estudos que mostram a ligação da alimentação intuitiva a atitudes psicológicas mais saudáveis, menor IMC e manutenção do peso.

O significado da "Alimentação "Intuitiva”

Criado pelas nutricionistas americanas, Evelyn Tribole e Elyse Resch, o comer intuitivo é um conceito que visa uma relação mais saudável com o alimento e ensina as pessoas a conhecerem seus próprios corpos. Ele tem como objetivo desenvolver uma "sabedoria corporal”, por meio de evidências físicas e emocionais, que permitam as pessoas a reconhecer suas reais necessidades em relação ao alimento e evita o transtorno do comer de forma compulsiva.

Saber reconhecer e distinguir a fome física da emocional é muito importante para aprender a lidar com os alimentos de forma correta e sem compulsão. Entender o quanto um alimento é importante naquele momento para você e para o seu corpo, é a única forma de consumi-lo sem culpa e sem descontrole, o que de fato é responsável para o aumento do peso na balança.

"Não é a ingestão do chocolate ou do pedaço de pizza que te faz engordar, mas sim como, quanto ou quando você faz isso. Sentir prazer em comer uma pizza, uma sexta à noite, na companhia dos amigos é fundamental para o nosso bem-estar. O que não pode é comer de forma descontrolada, e as vezes até escondido, inúmeros pedaços de pizza ou chocolate em um momento de ansiedade ou tristeza sozinha em casa”, declara Sorella.

A alimentação intuitiva tem como foco principal desenvolver o hábito de comer em horários regulares, de forma pensada e programada, buscando encontrar prazer, no lugar da culpa, ao fazer uma refeição. Abandonar dietas restritivas é o primeiro passo para se manter magra, saudável e feliz.

A psicoterapeuta Sorella Mendes é idealizadora do Método de Emagrecimento Mente Magra. Um projeto que visa ensinar, principalmente as mulheres, o caminho mais fácil e definitivo para emagrecer e sair do efeito sanfona. Com a união de profissionais de diversas áreas (nutricionista, psicóloga e coach em emagrecimento), o projeto tem como base a psicologia e, até mesmo técnicas de hipnoterapia, para fazer com que as mulheres façam as pazes com os alimentos e possam a voltar a amar seus corpos.


Segundo especialista, abandonar dietas restritivas é o primeiro passo para se manter magra, saudável e feliz


Bem-Estar

Varizes: saiba mais sobre a doença e período ideal para o tratamento

Além da questão estética e dor, se não tratadas, as varizes podem causar complicações ao paciente como lesões de pele, manchas e úlcera (ferida)

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as varizes atingem cerca de 25 milhões de pessoas em todo o mundo. Além da questão estética e dor, se não tratadas, as varizes podem causar complicações ao paciente como lesões de pele, manchas e úlcera (ferida).

Uma curiosidade que nem todos sabem é que o inverno é o período ideal para tratar as varizes e os vasinhos, já que a exposição ao sol não é recomendada durante o tratamento.

De acordo com o médico vascular do Hospital Dom Alvarenga, Dr. Fábio Cândido Gonçalves de Campos, no inverno o paciente corre menor risco de se expor ao sol já que opta por usar roupas mais longas. Com isso, as pernas ficam mais cobertas e protegidas resultando em uma boa recuperação. Outra vantagem é quando o tratamento exige o uso de meias elásticas de compressão – a época mais fria facilita o uso.

Sobre os sintomas, o especialista ressalta que os mais comuns são: dor, sensação de peso, cansaço e queimação. "Lembrando que a pessoa não acorda com a dor, ela passa a ter esse sintoma ao longo do dia”, explica.

Dr. Fábio conta que existem dois tipos de tratamentos: o clínico e cirúrgico. O clínico pode ser feito por meio de medicação, meia elástica e exercícios físicos. Já o cirúrgico pode ser convencional ou endovascular, que é realizado por meio de laser ou radiofrequência.

O especialista reforça, ainda, que a melhor forma de prevenir o problema é cuidar da saúde mantendo um bom peso, praticando exercícios físicos e, em certos casos, usando a meia elástica de compressão de acordo com recomendação médica.


Inverno é o período ideal para tratar as varizes e os vasinhos


Bem-Estar

Por que comemos mais alimentos ricos em gordura e açúcar durante o inverno?

Confira dicas de especialistas e fuja dos quilinhos a mais durante a estação mais fria do ano

Já se perguntou por que fugimos da dieta durante o inverno? Isso acontece porque baixa temperatura do ambiente e do corpo faz com que passemos a consumir mais alimentos ricos em açúcar e gordura. A nutricionista clínica Laís Gomes, da Aliança Instituto de Oncologia, explica que durante essa época, o nosso metabolismo passa a produzir mais energia, a fim de manter a temperatura do corpo adequada, por isso, a tendência é comer mais.

Segundo a nutricionista o apetite aumenta com o objetivo de elevar a temperatura do nosso corpo, produzindo uma sensação de calor. Ela complementa que há ainda uma relação sentimental com o que consumimos. "Por exemplo, os alimentos doces e mais calóricos, tendem a gerar uma sensação de bem-estar ou conforto", diz.

Para fugir dos quilinhos a mais, ela aconselha fazer sempre escolhas saudáveis, além de praticar atividade física regularmente. "No lugar de consumir um copo de chocolate quente, por exemplo, substitua por uma xícara de chá quente, assim além de aumentar o calor do corpo, a bebida quente também vai gerar a sensação de conforto, fornecendo antioxidantes e também evitando o aumento de peso corporal", destaca Laís.

Saia de casa

Segundo o professor de musculação da Bodytech Asa Norte Welbert Lucas, quando aliado com atividade física, o frio também pode ajudar a eliminar as gordurinhas indesejadas. Ele ressalta que durante a estação, para se manter aquecido, o metabolismo acelera e o corpo queima mais calorias.

Seja qual for a atividade escolhida, o importante é conciliar o exercício com uma boa alimentação. "As pessoas precisam procurar um exercício que elas mais se adequem. Não existe uma atividade específica. Escolha aquela que goste mais", finaliza o educador físico.


Apetite aumenta com o objetivo de elevar a temperatura do nosso corpo, produzindo uma sensação de calor


Bem-Estar

Você está limpando a sua casa da maneira certa?

Varrer o chão, passar pano, limpar as superfícies... A faxina pode ser intensa, mas é preciso adotar algumas medidas para que a casa fique realmente limpa

Por mais que muita gente fuja da faxina, é difícil encontrar alguém que se sinta bem em um ambiente todo sujo, não é verdade? Por isso, mesmo que limpar a casa não seja nossa atividade preferida, acabamos tendo que dedicar um bom tempo a ela.

Afinal, além de deixar o ambiente mais organizado e apresentável, a limpeza da casa é um cuidado imprescindível para a conservação da saúde dos moradores, especialmente quando um membro da família é alérgico.

Pensando nisso, selecionamos algumas dicas e curiosidades para que você possa cuidar da sua casa de uma forma realmente eficiente. Confira:

1. A poeira doméstica é a grande desencadeadora da rinite alérgica

Muito mais do que apenas pó, a poeira doméstica é composta por células que se desprendem da pele das pessoas e dos animais, pedaços e fezes de insetos (principalmente baratas), mofo, resíduos de poluição, restos de produtos químicos etc.

O grande problema dessa mistura é que ela é o alimento preferido dos ácaros, criaturas microscópicas responsáveis por 80% das alergias respiratórias como rinite e asma.

Um detalhe que deixa tudo ainda pior: na verdade, não são esses seres em si que causam as alergias, mas sim suas carcaças em decomposição e suas fezes, que são ainda mais leves e ficam pairando pelo ar.

Por isso, nossos esforços para limpar a casa devem ir além de simplesmente deixar tudo cheirosinho, pois é essencial combater o acúmulo da poeira doméstica.

2. Vassoura e espanador de pó não são suficientes

Embora a vassoura e o espanador sejam praticamente sinônimos de faxina, esses dois objetos não são suas melhores escolhas na hora de limpar a casa. O motivo para isso é que, ao utilizá-los, acabamos espalhando a poeira doméstica pelo ar.

Enquanto sujidades maiores realmente podem ser recolhidas por uma vassoura e uma pazinha, grãos de poeira, fragmentos de ácaros e outros resíduos de dimensões reduzidas não são capturados e ficam suspensos no ambiente – e podem ser aspirados por qualquer pessoa.

Por isso, a vassoura e o espanador devem ser substituídos ou pelo menos complementados pelo pano úmido, seja apenas com água ou com um produto específico para cada tipo de superfície.

3. O aspirador de pó ajuda, mas não é qualquer modelo que serve

Já que a vassoura e o espanador não são de grande utilidade na limpeza da casa, você pode substituí-los por um aspirador de pó, certo? Errado! Na verdade, modelos mais antigos ou de baixa qualidade podem deixar o ambiente ainda mais sujo ao levantar uma nuvem de poeira.

Isso acontece quando o ar é aspirado pelo aparelho, mas não fica totalmente contido no filtro. Para evitar esse problema, a dica é apostar em aspiradores de pó do tipo "HEPA selado” e "HEPA verdadeiro”, que contam com um filtro de malha bem fechada.

Contudo, não se engane com modelos que trazem apenas a nomenclatura "HEPA” ou "tipo HEPA”, pois eles podem acabar deixando uma parte do ar e dos resíduos aspirados voltarem ao ambiente – e você só vai ter perdido tempo ao passá-lo pela casa.

4. Dormindo com o inimigo: o perigo do colchão

Se você simplesmente adora relaxar na sua cama, saiba que os ácaros também são grandes fãs do seu colchão – tanto que ele pode abrigar cerca de 200 mil dessas criaturas.

Isso acontece porque o colchão reúne tudo aquilo que essas criaturas mais gostam: células que descamam da pele por causa do atrito com os lençóis, fungos, umidade proveniente do suor, temperatura mais elevada e um delicioso escurinho proporcionado pelas cobertas.

Dessa forma, quando nos sentamos ou deitamos na cama, o peso do corpo levanta uma verdadeira névoa formada por fezes e carcaças de ácaros, que são inaladas e despertam crises de rinite e asma alérgica.

Para evitar esse problema, a dica é utilizar uma capa anti-alérgica emborrachada no colchão, que evita o acúmulo de células mortas e umidade. Além disso, ele deve ser colocado no sol semanalmente e virado a cada 15 dias.

A capa anti-alérgica e a exposição ao sol são medidas que também devem ser adotadas para os travesseiros, que devem ser substituídos a cada dois anos (pois dois terços do seu peso serão compostos por ácaros nesse tempo!).

5. Facilite sua vida se livrando dos acumuladores de pó

Você já sabe que a poeira doméstica é a grande vilã da limpeza, certo? Por isso, uma boa dica é substituir ou se livrar de tudo aquilo que tende a acumular pó, facilitando o seu trabalho.

Trocar carpetes por piso liso, utilizar edredons no lugar de cobertores, jogar fora revistas e papéis velhos e ter o mínimo possível de objetos de decoração e bichos de pelúcia pela casa são algumas das medidas que você pode adotar para isso.

6. Tenha mais qualidade no ar na sua casa

Por mais que a limpeza seja contínua e caprichada, é praticamente impossível se livrar de todas as partículas de sujeira ou impedir que elas entrem no ambiente. Dessa forma, é importante contar com um "auxiliar” nessa tarefa.

Estamos falando dos purificadores de ar, especialmente aqueles que dispensam os filtros e aumentam a qualidade do ar da casa ao destruir ácaros, fungos, bactérias e outras partículas por meio do calor, além de neutralizar odores como o de fumaça de cigarro e de animais.

Para aproveitar o potencial desse aparelho ao máximo, escolha um modelo que possa ficar ligado o dia todo sem estragar e sem causar um grande impacto na conta de luz, como o purificador de ar da Sterilair. Assim, você ganha um "vigilante” a favor da limpeza!


A poeira doméstica é a grande desencadeadora da rinite alérgica


Bem-Estar

Saiba os cuidados necessários para deixar a casa sozinha com segurança nas férias de julho

Algumas medidas de precaução são importantes para evitar ações criminosas

Julho é o mês de férias escolares e muitos pais e adolescentes aproveitam o momento de descanso para viajar, curtir a família ou os amigos. Sabendo disso, muitos criminosos aproveitam para ficar de olho nas residências que estarão vazias, mesmo naquelas que ficam dentro de condomínios e que por um despreparo, podem sofrer com a criminalidade também. Mas saiba que com alguns hábitos simples podem ser mais suficientes do que que qualquer aparelho tecnológico para garantir a segurança.

Para pessoas que moram em condomínios (sejam de casas ou apartamentos), a dica é evitar, ao máximo, divulgar o itinerário de sua viagem para os outros. Agir com discrição pode impedir que pessoas mal-intencionadas saibam que o lar está vazio. Se for passar muito tempo fora, é importante deixar avisado o zelador e o porteiro, e também deixar uma autorização com alguém no caso de alguma pessoa ou empregado precisar entrar no seu apartamento durante sua ausência. Recomenda-se também que entregas de jornais, revistas ou encomendas sejam suspensas até o seu retorno.

A portaria conhece a rotina do condomínio e é muito difícil os profissionais desta área não perceberem a ausência de algum morador. Por isso, é recomendável que os porteiros sejam contratados através de uma empresa terceirizada confiável, que ofereça um treinamento especializado de atendimento, discrição e segurança preventiva. A empresa, profissional e especializada, realiza contratações após verificar o histórico profissional e pessoal do porteiro, e também ao investigar possíveis antecedentes criminais, sua conduta e por indicação. Quando contratados diretamente pelo condomínio, geralmente a contratação não dispõe de todos esses recursos, aumentando o risco de maus profissionais adentrarem em um ambiente onde a segurança deveria ser prezada e mantida.

Como em toda e qualquer residência, a atenção deve ser intensificada também quanto ao fechamento correto de portas, grades e janelas, e objetos valiosos precisam ser colocados em um lugar seguro e longe de serem vistos facilmente, caso ocorra alguma invasão. Para prevenir a entrada indesejada de mal-intencionados, pode-se instalar um sistema de segurança 24h, com alarmes e circuito interno de câmeras. E ainda, não é indicado deixar a luz acesa durante o tempo em que estiver fora, porque na verdade pode ser uma evidência de que não há ninguém em casa, além de poder ser um gasto desnecessário de energia. É importante, também, pedir a um vizinho ou uma pessoa de confiança para visitar sua casa sempre que for possível - Isto indica que o lar não está vazio e engana os ladrões.

Os cuidados com a segurança durante as férias não devem ser apenas quanto a ações criminosas; é crucial também se certificar de que registros de água e gás, por exemplo, foram bem fechados, para assim evitar eventuais desperdícios e acidentes. Estes procedimentos de segurança garantem tranquilidade à família que irá curtir a viagem, sem ninguém precisar se preocupar se irá encontrar surpresas desagradáveis ao voltar.


Amilton Saraiva, especialista em condomínios da GS Terceirização


Bem-Estar

Chupeta: amiga ou vilã?

Muito se fala sobre o uso das chupetas, mas, afinal, devemos ou não permitir que nossas crianças façam seu uso?

Durante os primeiros meses de vida a chupeta pode ser muito benéfica, se usada da maneira correta. Além de estimular a sucção e o desenvolvimento da mandíbula, ela traz também sensação de segurança para a criança e tranquilidade para os pais. No entanto, para que ela tenha uma boa função, a chupeta correta deve ser utilizada. Seu uso, ainda, deve se restringir a crianças de, no máximo, dois anos de idade. Entenda alguns prejuízos do uso inadequado da chupeta:

– Apego emocional: quando oferecida em demasiada frequência, a criança pode criar uma dependência emocional à chupeta. Nesse caso, pode haver uma inversão de seu uso: ao invés de a criança usar a chupeta como uma forma de se tranquilizar, ela passa a sofrer por sua falta. Para que isso não ocorra, portanto, indicamos o uso da chupeta por apenas poucos minutos em momentos específicos, como, por exemplo, antes de dormir (e retirar depois que a criança adormece).

– Uso incorreto: mesmo para as crianças mais novas que dois anos, deve-se tomar alguns cuidados. Prefira sempre a chupeta ortodôntica à convencional. Nunca se deve prender o arco da chupeta em fraldas ou fios. Além disso, mantenha sempre a chupeta higienizada e jamais coloque-a na sua boca e depois na boca da criança.

– Desenvolvimento: o uso incorreto ou prolongado da chupeta gera deformações ósseas nos ossos e nos dentes das crianças. Muitas dessas alterações necessitam aparelhos para serem corrigidas. No entanto, de acordo com a intensidade da deformação, ela pode ser definitiva e irreparável.


Uso da chupeta deve se restringir a crianças de, no máximo, dois anos de idade


Bem-Estar

Conheça a bronquiolite, doença tem maior incidência com o frio e a baixa umidade

Por Dra. Maria Helena Bussamra


No outono, com a queda na temperatura, os casos de doenças respiratórias aumentam cerca de 40%. Os dados são da ABORL (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial).

A bronquiolite, que atinge principalmente bebês, pode causar tosse, dificuldades para respirar entre outros sintomas. Não há tratamento específico para a doença, portanto, é necessário -principalmente nesta época do ano- adotar medidas preventivas, como: higienização das mãos, superfícies e objetos, evitar aglomerações e locais fechados.



O que é bronquiolite?

A bronquiolite é uma doença causada por vírus que afeta especialmente os bebês no seu primeiro ano de vida. Anualmente, no período do outono e inverno, os vírus respiratórios causam sintomas de resfriado como febre, tosse e coriza. Em bebês, essa infecção pode progredir para as vias aéreas inferiores e levar ao aparecimento de chiado no peito, dificuldade para respirar e até comprometimento da oxigenação do sangue resultando num quadro clínico clássico de bronquiolite.

Como reconhecer os sinais e sintomas de bronquiolite?

Nos primeiros 3 dias o bebê pode apresentar febre, obstrução nasal, coriza transparente. A seguir aparecem: tosse, dificuldade para mamar, respiração ofegante e chiado no peito. Os sintomas são variáveis, dependendo do tipo de vírus envolvido, da idade da criança e resposta imunológica à infecção viral.

Quando existe qualquer sinal de dificuldade para respirar é preciso levar o bebê para atendimento médico.

Há risco para bronquiolite grave?

Sim. O quadro é mais grave em bebês que nasceram prematuros, naqueles com doença cardíaca e nos pacientes com Síndrome de Down.

Uma parcela desses pacientes deve receber uma profilaxia contra a infecção por vírus respiratório sincicial para evitar hospitalizações em UTI e óbito. Existe uma norma da Secretaria Estadual da Saúde para fornecimento gratuito desse medicamento, chamado palivizumabe, para esses casos. Durante o período de maior circulação de vírus, o bebê com maior risco recebe uma aplicação intramuscular mensal de anticorpos já prontos para evitar a infecção. O custo desse procedimento é bastante elevado e por isso só é realizado quando há indicação precisa.

Existe tratamento para a bronquiolite?

Não existe nenhum tratamento específico que seja comprovadamente eficaz. O importante é manter o bebê hidratado, o mais confortável possível e suplementar oxigênio conforme a necessidade particular de cada caso.

Pode ser necessária observação rigorosa em ambiente hospitalar e aparelhos para auxiliar a respiração. Felizmente, na grande maioria das vezes não acontecem essas complicações e o bebê se recupera em 7-10 dias.

A bronquiolite aumenta a chance de a criança evoluir com asma no futuro?

Muitas pesquisas estudaram e ainda estudam esse assunto. Parece que realmente alguns vírus como o Vírus Respiratório Sincicial e o Rinovírus, quando causam bronquiolite em bebês de baixa idade, aumentam a possibilidade de desenvolvimento de asma, com episódios recorrentes de chiado no peito.

Portanto, ao aparecimento dos primeiros sintomas- como os relatados acima- não deixe de buscar um hospital infantil.

Por Dra. Maria Helena Bussamra - CRM: 77073



Bem-Estar

Conheça cinco mitos e cinco verdades sobre os cuidados com a pele dos bebês

Mitos deixam pais e mães na dúvida sobre o que pode ou não pode ser feito

O universo dos bebês é fascinante. O cuidado diário e apreciar de perto seu desenvolvimento é algo incrível e muito especial. Mas quando o assunto é cuidado com a pele deles, existem diversos mitos que se espalharam por várias gerações, deixando pais e mães na dúvida sobre o que pode ou não pode ser feito.

Para esclarecer essas questões e garantir que nossas fofurinhas estejam sempre com as roupinhas corretamente limpas e confortáveis, e também com a pele hidratada e bem cheirosa, Omo, Comfort e Dove se uniram para criar uma lista com os principais mitos e verdades. Confira as dicas:

MITOS

1. Posso usar qualquer sabonete na pele do bebê.

A pele do bebê é muito delicada e sensível, e pode perder hidratação até 5X mais rápido do que a pele de um adulto. Por isso, o cuidado na limpeza e hidratação da pele é muito importante. A escolha de um sabonete desenvolvido para essa pele delicada e que entrega suavidade para o banho do bebê é essencial.

2. Não posso usar amaciante na roupa do bebê.

Hoje em dia, há opções no mercado de amaciantes que foram dermatologicamente testados, além de serem hipoalergênicos e específicos para roupas de bebês, além de terem um cheirinho suave.

3. É necessário dar banho todos os dias.

Hoje, a indicação dos pediatras é que o banho não precisa ser diário, principalmente em recém-nascidos. Por isso, não há grandes problemas se em dias mais corridos e cansativos não for possível dar banho no bebê. Entretanto, este é um momento de relaxamento para ele, e esse contato que o momento do banho proporciona é muito prazeroso para as mamães e papais também.

4. A pele do bebê também precisa ser hidratada.

Como a pele dos bebês já apresenta uma perda de água maior, utilizar hidratantes após o banho ajuda no controle da hidratação e nutrição dessa pele delicada. Além disso, a aplicação diária de loção hidratante ajuda a pele do bebê a se manter macia e saudável.

5. As roupas do bebê só podem ser lavadas com sabão de cocô.

Não é verdade. O importante é lavar as roupinhas do bebê com produtos específicos para o seu cuidado, como, por exemplo, aqueles que são dermatologicamente testados e hipoalergênicos.

VERDADES

1. É preciso separar as roupas do bebê na hora de lavar.

Da mesma forma que os sabonetes comuns, os produtos para lavar roupa também contém diversas substâncias que podem causar alergias e irritações na pele do bebê. Por isso, é muito importante que elas sejam separadas e lavadas com lava roupas e amaciantes específicos para as roupinhas dos pequenos.

2. Antes de o bebê entrar na banheirinha, é preciso limpar os genitais.

A limpeza é fundamental para que restos de fezes e urina sejam retirados da pele do bebê, evitando a contaminação da água que estará em contato direto com a pele do bebê.

3. O bebê perde mais água da pele do que os adultos.

Os pequenos possuem uma pele mais delicada e fina em comparação com adultos. Este processo de desenvolvimento confere características mais sensíveis para a pele do bebê, fazendo com que a perda de água seja de 3 a 6 vezes maior.

4. Preciso lavar o cabelo do bebê apenas com shampoo ou sabonete infantil.

É muito importante que a composição dos produtos seja adequada para o cabelo e a pele do couro cabeludo do bebê, promovendo uma limpeza suave e ajudando na manutenção e nutrição da região. Além disso, produtos hipoalergênicos e sem lágrimas ajudam a minimizar possíveis surgimentos de alergias e irritações.

5.Não é preciso ferver sempre a água na hora do banho do bebê.

Realmente não é necessário. A maior preocupação deve ser sobre a temperatura da água, que deve ficar entre 36,5 e 37 graus, independentemente da estação do ano. O ideal é usar um termômetro para acertar a temperatura apropriada.


Uma das verdades é que não é preciso ferver sempre a água na hora do banho do bebê


Bem-Estar

Aeróbico ou musculação? Saiba qual é mais eficiente para mudar o corpo

Alinhar os objetivos a um treino adequado e um cardápio correto pode acelerar os resultados e garantir o sucesso

Os exercícios aeróbicos são os que mais atraem quando o assunto é perda de peso, mas, geralmente, eles vêm acompanhados de um treino de musculação em sequência prescrito por personal trainers e profissionais de educação física. Nessa hora, muitas pessoas questionam o motivo, afinal o objetivo é emagrecer e não ganhar músculos, certo? É aí que muitos se enganam, pois, os exercícios voltados ao desenvolvimento da musculatura também contribuem para o emagrecimento e, se praticados da forma correta, podem alavancar os efeitos positivos de todos os esforços investidos.

Da mesma forma, aqueles que visam o aumento da massa magra costumam torcer o nariz para as atividades aeróbicas. O senso popular dita que esses exercícios não favorecem a musculatura, pelo contrário, prejudicam o desenvolvimento e retardam os resultados, mas será que é isso mesmo que acontece no organismo? De acordo com estudos, os aeróbicos são altamente benéficos para nossa saúde, especialmente a cardíaca, mas seus efeitos não param por aí, além de servirem como uma ótima forma de aquecimento pré-treino, eles ainda otimizam a respiração celular e favorecem o metabolismo.

Portanto, antes de decidir como encaixar essas modalidades à sua rotina, é preciso saber aonde se quer chegar primeiro, dessa forma, é possível alinhar ambas em prol de conquistar a composição corporal desejada.

Primeiro passo: definindo o objetivo

Perder peso ou ganhar massa? Essa é uma das primeiras questões indagadas quando alguém começa uma rotina de atividades físicas. Isso porque, o treino deve priorizar os exercícios que mais favorecem os efeitos almejados, portanto, antes de mais nada, é necessário traçar a meta principal. Para eliminar gordura os aeróbicos são muito indicados, pois eles são excelentes queimadores de calorias, já para ganhar massa magra e hipertrofia a musculação é a atividade ideal, mas isso não significa que um exercício elimine a necessidade do outro, o que irá variar são fatores como ordem, duração e intensidade, mas ambos podem ser combinados de maneira estratégica para impulsionar os resultados.

Gasto calórico não é o único fator indicativo

Independente da meta escolhida, os exercícios que fortalecem a musculatura, conhecidos também como anaeróbicos, devem estar sempre presentes. É verdade que os aeróbicos queimam mais calorias que a musculação, mas isso se limita apenas ao momento em que o indivíduo está realizando a atividade. Para uma análise correta, é necessário levar em consideração o gasto total diário, ou seja, a soma do quanto foi eliminado durante o treino mais a energia utilizada pelo corpo para se recuperar após os exercícios. Isso quer dizer então que, quanto maior for a intensidade do treino, mais energia o corpo requer para realizar sua reparação.

Isso significa que, por mais que a atividade aeróbica permita queimar um maior número de calorias na execução do exercício em si, a musculação permite prolongar essa queima durante todo o dia. O nutricionista Willian Reis, especialista em nutrição esportiva, explica que existe uma diferença entre gasto calórico e emagrecimento: "O primeiro consiste na queima de calorias promovida pela aceleração do metabolismo que é causada pela atividade física, já o emagrecimento se dá pelo déficit de calorias ao final do dia". Segundo o profissional da Nature Center o aumento no gasto calórico e o estímulo ao metabolismo é que resultam no emagrecimento.

Como o metabolismo reage

Reis explica que o exercício físico provoca alterações fisiológicas, como o aumento da temperatura corporal, da frequência cardíaca e da pressão arterial, o refluxo sanguíneo e de fluídos corporais, danos nos tecidos e, até mesmo, alterações hormonais. Mas, ao contrário do que muitos pensam, após a pratica as taxas metabólicas do organismo não retornam imediatamente aos níveis de repouso. "O corpo leva cerca de 1 hora para se recuperar de um exercício aeróbico, mas após a musculação, o metabolismo continua com uma demanda energética elevada até 15 horas" – afirma o especialista.

Isso ocorre porque quando o músculo é submetido ao esforço intenso, suas fibras são destruídas, mas durante o período de descanso, o corpo trabalha para recompô-las, aumentando de tamanho, é aí que acontece o chamado ganho de massa magra, tornando os músculos mais fortes e resistentes. O nutricionista afirma que corpo exige mais calorias para realizar essa tarefa, e por isso mantém o metabolismo num ritmo acelerado por mais tempo. Essa é a razão pela qual não se deve treinar o mesmo grupo muscular todos os dias, pois é preciso respeitar o tempo de descanso para a regeneração muscular.

A musculação é a melhor aliada


Segundo o nutricionista a musculatura é considerada um tecido metabolicamente ativo e o corpo exige um grande aporte de energia para realizar a manutenção das células desse tecido. Quando os músculos estão bem desenvolvidos essa demanda é ainda maior, porque eles aumentam nossa Taxa de Metabolismo Basal (TMB) – medida que define a quantidade mínima de energia usada para realizar as funções vitais do organismo enquanto o corpo repousa. A TMB elevada promove, consequentemente, a queima do tecido adiposo.

Essa taxa pode variar de pessoa para pessoa, de acordo com fatores como o sexo, altura, idade, genética, sedentarismo e a composição corporal, portanto, quanto maior o percentual de massa magra no organismo, mais acelerado será o metabolismo, pois cada quilo de músculo no corpo requer cerca de 100 calorias a mais por dia.

"Os músculos exigem um esforço maior do metabolismo em relação às células de gordura. Se compararmos uma pessoa com maior quantidade de massa gorda no corpo a outra com o mesmo percentual, só que de massa magra, há um aumento de cerca de 15 a 25% na aceleração do metabolismo" acrescenta Reis. Justamente por isso é costumamos ter uma percepção distorcida de que algumas pessoas magras podem comer de tudo sem engordar, no entanto, o que acontece é que essas pessoas certamente possuem uma taxa de massa magra maior, ou seja, a presença dos músculos desenvolvidos promove uma queima maior de calorias.

O aeróbico não deve ser descartado

A musculação, portanto, não só é o melhor caminho para a definição e hipertrofia, mas também é o exercício mais eficaz quando se trata de emagrecimento, no entanto, os aeróbicos não devem ser renegados, tanto por quem quer queimar gorduras, quanto por aqueles que visam a massa magra. A atividade aeróbica contribui para uma melhora na densidade, volume e quantidade das mitocôndrias, onde acontece a respiração celular e ainda colabora com a perfusão sanguínea, ou seja, otimiza o aporte de nutrientes para as células, o que é essencial para o processo de recuperação após o treino.

Além disso, a atividade impulsiona a queima de calorias durante a realização dos exercícios, contribuindo para a queima de gorduras localizadas, portanto serve como um excelente meio de aquecimento. Já para quem objetiva a definição muscular, a atividade é indicada após a realização do exercício muscular e pode ser feita com menos intensidade e em curta duração.


A balança não é a fonte mais confiável


De acordo com o nutricionista, emagrecer efetivamente significa eliminar gordura e elevar a taxa de massa magra, ou, no mínimo, mantê-la estável, portanto, perder peso na balança nem sempre é sinônimo de emagrecimento, pois, muitas vezes os quilos a menos podem ser sinais da eliminação de líquidos ou, até mesmo, da redução do volume muscular que é mais preocupante. "O processo saudável de emagrecimento consiste na eliminação de gorduras e não se resume apenas aos números da balança, pois eles, sozinhos, não significam nada, a análise é feita com base na composição corporal" – explica o nutricionista.

O especialista explica que ao praticar atividades anaeróbicas é comum ver o ponteiro da balança subir, mas, nesse caso, não quer dizer que o indivíduo engordou, pelo contrário, o aumento do peso geralmente ocorre devido ao crescimento muscular. " Por isso, o ideal é manter um acompanhamento das medidas, afinal, os músculos ocupam menos espaço no corpo, porém, pesam mais, o que faz com que os números na balança sejam positivos aos que buscam o crescimento, mas se tornem irrelevantes para quem visa emagrecer".

Dieta estratégica é fundamental

De acordo com Reis, apesar da extrema importância das atividades físicas, a maior parte dos resultados provem da alimentação correta e é justamente por isso que a dieta deve ser o foco de quem deseja enxugar a silhueta ou conquistar um abdômen sarado "A alimentação é um fator essencial, pois assim como ela pode potencializar, ela também pode sabotar os esforços investidos nos treinos, portanto, não é preciso se atentar apenas às restrições, mas é necessários atenção principalmente em relação às escolhas certas de acordo com os objetivos definidos".

O cardápio não é igual para todos, aqueles que querem massa magra possuem mais variedades e flexibilidade, especialmente em relação às quantidades, já quem visa emagrecer precisa de um controle maior e mais moderação no prato. "Alguns alimentos podem auxiliar na aceleração do metabolismo, como os termogênicos: cafeína e chá verdade, por exemplo. Também é importante investir naqueles capazes de ajudar na reconstrução dos tecidos, como as proteínas. Além disso, existem alguns alimentos funcionais e suplementos que podem ser inseridos estrategicamente na dieta, impulsionando ainda mais os efeitos desejados, mas, vale ressaltar que, tanto na dieta, quanto na hora de aderir a uma rotina de exercícios, é fundamental contar sempre com a supervisão de um profissional habilitado" - finaliza o especialista.

Bem-Estar

Beber água não emagrece, mas ajuda na dieta; entenda o porquê

Durante o jejum, a água é muito bem-vinda para evitar uma falsa sensação de fome

A relação entre a ingestão de maiores quantidades de água por dia e a perda de peso é um tema bastante discutido e ainda controverso. Especialistas garantem que a água, por si só, não emagrece ninguém, mas é fundamental para quem faz dieta e também para quem não faz.

"O que faz emagrecer é comer menos e gastar mais energia", garante a professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Cássia Thais Zaia. Segundo ela, biomédica que estuda o controle neural da ingestão alimentar, a água dá condições para um emagrecimento saudável, mas não promove a perda de peso.

"A água é importante para todas as reações bioquímicas do nosso organismo, incluindo o emagrecimento, porque nosso metabolismo depende do oxigênio e do hidrogênio presentes na água. Todo esse processo promove um gasto de energia, mas não é suficiente para emagrecer", explica.

Com isso, a professora desmistifica a informação de que tomar água gelada emagrece porque exige um esforço do organismo para aquecê-la. Em relação a uma outra ideia bastante difundida, a de que beber água antes das refeições ajuda a emagrecer, ela acredita ser mais eficiente para quem quer perder alguns quilos. "A água vai ajudar a preencher o estômago e o cérebro vai entender que é hora de parar de comer, vai trazer a sensação de saciedade sem comer muito."

Beber um copo de água antes das refeições é uma das dicas que a nutricionista Valéria Mortara dá aos pacientes que querem perder peso. "É que a sensação de sede pode ser confundida com a sensação de fome. No nosso cérebro, o centro da fome está muito próximo ao centro da sede", explica. Assim, e também durante o jejum, a água é muito bem-vinda para evitar uma falsa sensação de fome.

A nutricionista também afirma que a água facilita o emagrecimento, mas não pode ser responsável pela perda de peso. "A boa ingestão de água torna mais fácil emagrecer, porque quando nosso organismo está hidratado tudo acontece mais fácil. Além disso, a água é veículo de eliminação das toxinas, é o verdadeiro detox."

Água alcalina

Uma das mais recentes "fórmulas mágicas" para emagrecer, a água ionizada, ou alcalina, tornou-se uma grande polêmica. Difundida pelo médico alemão Andreas Moritz, no livro 'Limpeza do fígado e da vesícula', essa água seria capaz de eliminar a acidez do sangue, promovendo o emagrecimento e vários outros benefícios ao organismo.

Assim como muitos especialistas, inclusive da comunidade internacional, Valéria não vê fundamento nessa argumentação. "Nosso organismo tem mecanismos assustadoramente sofisticados para manter o equilíbrio da acidez, eliminar toxinas. Eu acredito em água, da torneira, mineral, com gás.", justifica.

Bem-Estar

Por que você deveria lavar as toalhas de banho com mais frequência do que imagina

Tecido pode ser um local perfeito para a proliferação de micro-organismos – e, com isso, uma ameaça à saúde.

Não há dúvida que todo mundo adora sair do banho e se secar com uma toalha macia, felpuda e, principalmente, limpa.

Mas, além do prazer de uma toalha perfumada, existe mais uma razão para se preocupar com a questão da limpeza: os fungos e bactérias.

Cientistas afirmam que as toalhas que usamos diariamente para secar mãos, rosto ou todo o corpo são locais de cultivo de todo tipo de bactérias e fungos, além de acumularem células de pele morta e secreções salivares, anais e urinárias.

Para piorar, as toalhas também podem acumular ácaros e outros agentes prejudiciais à saúde.

Esses pedaços de tecido são ambientes ideais para a proliferação de tudo isso, pois têm muitas das condições indispensáveis para garantir a vida dos micróbios, entre elas água, temperatura alta e oxigênio.

Na toalha e no corpo

Nosso corpo também apresenta estas condições ideais para bactérias e fungos – nós estamos cobertos de micro-organismos dos pés à cabeça.

Desta forma, quando você se seca com a toalha, os micróbios e secreções de nosso próprio corpo ficam depositados no tecido.

Os resíduos celulares, junto ao oxigênio do ambiente, servem de alimento para os micróbios. E a umidade constante do banheiro favorece sua sobrevivência e reprodução.

A maioria dos micróbios provavelmente não vai causar nenhum problema, já que eles estão saindo de nosso próprio corpo. Mas eles estão ali, na toalha, se multiplicando rapidamente...
E tudo muda se você compartilha toalhas: neste caso, o corpo fica exposto aos micróbios do outro.

E o pior é que as toalhas também podem acumular micróbios que estão presentes no próprio banheiro.

Cama e mesa

Estudos realizados em hospitais confirmam que as toalhas e os lençóis são veículos para a disseminação de vírus e bactérias.

Apesar de, comparativamente, residências não serem ambientes de alto risco, é certo que as toalhas podem se transformar em um problema.

Uma pesquisa realizada pela revista "Women's Health" em 2015 sugeriu que 44% das mulheres ouvidas trocavam os lençóis e toalhas uma vez por semana. Mas 47% faziam isso duas vezes por mês ou menos.

"Não há dados científicos para determinar com exatidão com qual frequência devemos trocar lençóis e toalhas", disse à BBC a cientista Sally Bloomsfield, especialista em doenças infecciosas e
consultora do Fórum Científico Internacional de Higiene do Lar.
Porém, acrescenta a especialista, há provas de que existem riscos de infecção dentro de casa.

São desde infecções na pele até uma variedade de doenças como as causadas por bactérias Escherichia coli ou Staphylococcus aureus.

E aí surgem as dúvidas de como minimizar estes riscos.

Em primeiro lugar Bloomsfield desaconselha o compartilhamento de toalhas, especialmente as toalhas de mão, assim como outros objetos relacionados à higiene pessoal.

"Os tecidos úmidos são um refúgio especial para organismos prejudiciais", alertou a pesquisadora.

Quanto ao intervalo para substituir as toalhas, durante muito tempo o conselho foi de trocas semanais como uma forma de evitar infecções.

Mas agora os cientistas acreditam que até uma semana é tempo demais para usar uma toalha.

"Se você consegue secá-las completamente, não deve usá-las mais do que três vezes. Este é o máximo", aconselha Philip Tierno, microbiólogo e patologista da Escola de Medicina da Universidade de Nova York em uma entrevista para o Business Insider.

Tudo seco

A chave, segundo os especialistas, é que entre um uso e outro a pessoa consiga secar a toalha completamente. Algo que nem sempre acontece em espaços sem janelas ou com pouca ventilação - por exemplo, se a porta do banheiro onde a toalha fica pendurada fica fechada.

"Bactérias e mofo começam a se acumular, mas seu crescimento é freado à medida que a toalha seca", explicou Kelly Reynolds, professor de saúde ambiental da Universidade do Arizona.
Bloomsfield, por sua vez, é mais radical: acredita que, em uma situação ideal, as pessoas deveriam lavar as toalhas depois de cada uso.

Se isso não for possível, "é preciso enxaguá-las imediatamente depois do uso e secar muito bem a toalha".

Para acabar com os micro-organismo, é preciso enxaguar a toalha com água a 60 graus. Ou, caso a água esteja em uma temperatura mais baixa que esta, usar detergentes que incluam agentes branqueadores que tenham como base o oxigênio.

Também ajuda usar uma pequena dose de vinagre branco para evitar o cheiro de umidade e, em seguida, lavar a toalha com o sabão que geralmente é usado na casa.

E, se possível, o melhor é secar as toalhas ao livre.

Bloomsfield afirma que, na dúvida, é melhor lavar demais do que de menos.
Os especialistas também apontam para um sinal de alerta: o cheiro de umidade na toalha é sinal de que os micróbios estão se multiplicando no tecido – é preciso jogá-la na máquina de lavar roupas o mais rápido possível.



Bem-Estar

Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo

Análise da Anvisa mostrou que a laranja é o alimento campeão em concentração de agrotóxicos. Além dela, muitas frutas, legumes e verduras têm índices acima do permitido.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e pela primeira vez, uma análise da Anvisa mostrou que consumir laranjas pode causar contaminação aguda.

E não é só a laranja, não. Muitas frutas, verduras e legumes têm concentração de produtos químicos acima do permitido, mas será que tirar a casca resolve? E lavar? O Bem Estar desta segunda-feira (09) fala sobre o assunto e as nutricionistas Vanderli Marchiori e Mariana Garcia explicam o que o consumidor pode fazer. E você sabe a diferença entre agroecológicos, orgânicos e hidropônicos? Pensando na saúde, será que vale a pena pagar mais caro?

Saiba mais

Em geral, os agrotóxicos são utilizados de maneira errada, o agricultor não segue a recomendação de quantidades, modo de aplicar, tempo para colheita, tipo de cultura que pode receber aquele produto, etc, e isso resulta em resíduos no alimento acima do permitido.

Preferir alimentos orgânicos certificados é sempre melhor, verifique se o produtor possui o selo de certificação ou a embalagem. Outra dica é preferir alimentos da época, pois eles precisam, em tese, de menos agrotóxicos. Alimentos in natura que são da sua região também precisam de menos produtos químicos para estarem em boas condições, mas em todos os casos, nunca devemos deixar de comer frutas, legumes e verduras por causa dos agrotóxicos porque os benefícios são muito maiores que os riscos.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) preparou um mapa que mostra onde tem feira orgânica pelo Brasil.

Os alimentos orgânicos precisam ser lavados antes do consumo com hipoclorito de sódio, como todo alimento in natura. Os procedimentos de lavagem e a retirada de cascas e folhas externas contribuem para a redução dos resíduos de agrotóxicos presentes no exterior do alimento, mas são incapazes de eliminar os contidos no interior.