27 de Fevereiro de 2020
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Idoso é encontrado morto, dentro de casa, em Palmital

O corpo foi encontrado neste sábado, em avançado estado de decomposição

Por volta das 12 horas deste sábado, 1º de fevereiro, Roseli Cezaretto, moradora da vila Mazzeto em Palmital, chamou a polícia, após localizar o corpo do seu vizinho, Manoel Barbosa da Silva de 76 anos.

Roseli conta que mora no local há cerca de três anos, e que o vizinho sempre foi muito reservado, mas que há cerca de um ano, quando foi diagnosticado com câncer de próstata se fechou ainda mais, passou a não atender a porta da casa.

"Ele sempre me pedia favores, como realizar compras pra ele no mercado, eu fazia as compras e entregava para ele no portão; mas já há algum tempo, ele não saia mais para pegar as compras, ele me chamava e dizia o que precisava, depois eu deixava para ele do lado de dentro do portão e ele recolhia as compras; neste tempo chamei a polícia por diversas vezes, pois fiquei preocupada com ele, a polícia vinha, mas dizia que não podia invadir a casa, então eu chamava o chaveiro que abria o portão, e os policiais falavam com ele, mas ele sempre se recusava a sair”, relata.

Roseli explica que como ele era idoso, e vivia sozinho, ela também pediu auxilio ao Creas –Centro de Referencia Especializado em Assistência Social, e também se negava a entrar na casa.

"Com o Creas eu fazia a mesma coisa, chamava eles, e chamava o chaveiro, para abrir o imóvel, mas eles também diziam não poder fazer nada; mas por se tratar de um idoso, que aparentava estar em depressão, eu continuei pedindo ajuda, pois fiquei muito preocupada com ele, mas nada foi feito", explica.

Ela explica que há cerca de oito dias notava que o vizinho não acendia a luz da área, e novamente solicitou ajuda do Creas que não tomou nenhuma providência.

"Neste sábado (1º de fevereiro) eu pedi pro chaveiro abrir o portão e também a porta da sala, quando encontrei o corpo do seu Barbosa já em decomposição, foi uma cena horrível, chamei a polícia que veio tomar as providências necessárias e entrou em contato com familiares do seu Barbosa, foi muito triste, pois tentei como pude ajudá-lo", conta.

divulgação - O homem morava sozinho
O homem morava sozinho


divulgação - Roseli era vizinha de seu Barbosa há cerca de três anos
Roseli era vizinha de seu Barbosa há cerca de três anos


Nota da Prefeitura

Nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, a Prefeitura de Palmital divulgou uma nota sobre o ocorrido.

"O CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social de Palmital- SP, juntamente com a Secretaria de Assistência Social, vem à público esclarecer que após receber denúncia da companheira do idoso Manoel Barboza da Silva com 76 anos de idade, no mês de outubro de 2019, de que o mesmo estaria trancado há dias em sua residência, apresentando estado depressivo, fazendo uso de bebida alcoólica e com comportamento agressivo, a equipe do CREAS se dirigiu ao local acionando a Polícia Militar e também um chaveiro que abriu o portão da casa do idoso.

O idoso realmente estava se trancando e se recusando a receber qualquer orientação/atendimento, o mesmo não quis receber a equipe do CREAS, abrindo somente a janela, aparentava estar lúcido e solicitou aos profissionais que não
retornassem à sua casa para incomodá-lo, por orientação da Polícia Militar não poderíamos adentrar a residência do idoso sem a permissão do mesmo.

Diante disso, a equipe do CREAS acionou a unidade de Estratégia de Saúde da Família ao qual o idoso pertencia solicitando atenção com relação aos problemas de saúde apresentados pelo senhor, fomos informados pela enfermeira que o Sr. Manoel Barboza também havia se recusado em receber as visitas da equipe de saúde, inclusive pediu para ser desfeito o seu cadastrado da unidade, então o caso foi encaminhado para o Centro de Saúde, solicitando a visita da equipe de saúde com a máxima urgência.

A equipe de saúde mental nos atendeu prontamente, e juntamente com a ambulância, a equipe do CREAS, a Polícia Militar e o chaveiro realizou nova visita domiciliar ao idoso que desta vez recebeu a todos os profissionais reforçando que
não estava precisando de ajuda e que estava bem, solicitando que não fosse novamente incomodado. Salientamos que após as abordagens realizadas e a oferta dos serviços, o CREAS não foi mais acionado pelos órgãos envolvidos no caso, e tampouco pela companheira do idoso e seus vizinhos para novas intervenções.

Por fim, ressaltamos que o CREAS possui registros de todos os atendimentos prestados (documentais e testemunhais), bem como os contatos com a companheira do idoso, vizinhos, de modo que não houve omissão do Órgão com relação a oferta de atendimento neste caso", finaliza.

*Atualização às 16h35 do dia 3 de fevereiro de 2020 para inclusão da nota da prefeitura

Redação AssisCity
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