01 de Abril de 2020
18º/33º
NOTÍCIAS » SAÚDE

Casos de leishmaniose aumentam 35% em Tupã no primeiro bimestre

Ano de 2020 já tem 42 casos confirmados da doença

Os casos de leishmaniose tiveram aumento de 35,48% no primeiro bimestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, foram registrados nos meses de janeiro e fevereiro do ano passado, 31 casos positivos da doença em Tupã. Já em igual período deste ano, foram 42 casos confirmados, um aumento de 11 notificações no período analisado.

O responsável pelo setor do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Robison Luís Pereira, disse que a prefeitura mantém ações de combate à proliferação do mosquito palha, vetor responsável pela transmissão da doença.

"A prefeitura faz toda a parte de orientação, trabalho educativo nas creches e escolas municipais”, disse. "Estamos fazendo o levantamento ambiental nas residências em todos os bairros, com o intuito de não ter a proliferação do mosquito”, completou.

Pereira explicou que só fazer a eutanásia de animais doentes não resolve o problema da leishmaniose. "Isso deve acontecer com um conjunto de ações, com mutirões, entre outros”, afirmou.

O responsável pelo setor do CCZ destacou que existem casos no município ainda não informados à prefeitura, pois a pessoa tem medo de perder o animal.

"Mas não temos como saber esses dados. A não ser que a pessoa denuncie, então vamos atrás e tentamos resolver a situação. Temos os exames específicos da prefeitura e particulares”, explicou.

Atendimento

A equipe é formada por 13 agentes de campo, que visitam as residências em busca de animais e pessoas com os sintomas da doença.

De acordo com a prefeitura, as ações são rotineiras e acontecem em todos os pontos do município, inclusive em locais que não apresentam suspeitos.

Ao constatar o sintoma no animal, a equipe coleta o sangue para exame e assim que confirmada a presença da doença, o cão é recolhido pelo CCZ.

Para confirmar a doença no organismo do animal, o CCZ repassa o material recolhido para o Instituto Adolfo Lutz, em Marília. Somente depois da notificação do Instituto, o animal é recolhido.

Vale lembrar que as visitas também são realizadas em locais que, através de denúncias, possuem animais com a suspeita da doença ou residam em ambientes impróprios. Estas áreas, posteriormente às denúncias, são higienizadas através do mutirão feito pelas equipes do CCZ.

Leishmaniose

A leishmaniose é uma doença infecciosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. Vale lembrar que a doença não é contagiosa, nem é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. Também não é transmitida de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito palha fêmea.

Sintomas em humanos
A população precisa ficar atenta aos sintomas, principalmente as que residem em áreas onde ocorrem casos de Leishmaniose Visceral. Geralmente, a doença é identificada por febre de longa duração, aumento de fígado e baço inchado, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, entre outras possíveis manifestações. Para o tratamento da infecção, as pessoas que identificarem esses sintomas devem buscar atendimento no serviço de saúde mais próximo.

Sintomas em animais
Em animais podem ocorrer perda de peso, falta de apetite, apatia, feridas de pele que não cicatrizam, lesões oculares, falta de pelagem ao entorno dos olhos, entre outros. "Ao identificar esses sintomas no animal, o encaminhe ao veterinário para a realização do tratamento adequado."

Jornal Diário
+ VEJA TAMBÉM