09 de Dezembro de 2022
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Índice CEAGESP sobe 5,37% em outubro com alta no preço das frutas

Por outro lado, setor de verduras apresentou uma queda nos preços de 3,26%.

O índice de preços da CEAGESP encerrou outubro com alta de 5,37% em relação ao mês anterior. No ano, o índice apresenta uma elevação acumulada de 9,05% e no acumulado de 12 meses está em 9,50%. O destaque do período ficou com o setor de Verduras, que encerrou o mês com redução média de preço de 3,26%. O setor encerra o período com um acumulado de -4,10% no ano e de -8,59% em 12 meses.

Índice CEAGESP sobe 5,37% em outubro com alta no preço das frutas (Foto/Arquivo Pessoal TupãCity)
Índice CEAGESP sobe 5,37% em outubro com alta no preço das frutas (Foto/Arquivo Pessoal TupãCity)


Setorização

O setor de FRUTAS apresentou uma alta nos preços de 6,63%. Dos 38 itens cotados nesta cesta de produtos, 65,79% apresentaram uma elevação de preços em relação ao mês anterior. As principais altas ocorreram nos preços de CARAMBOLA (+75,82%), MORANGO COMUM (+28,33%), MELANCIA (+24,67%), MARACUJÁ DOCE (+24,07%) e BANANA MAÇÃ (+23,72%). As principais reduções ocorreram nos preços de ACEROLA (-33,40%), MELÃO AMARELO (-33,31%), MANGA PALMER (-11,01%), ABACAXI HAVAÍ (-7,69%) e MANGA TOMMY ATKINS (-6,43%).

DESTAQUES: O setor de FRUTAS acumula uma alta de preços acumulada de 12,74% em 2022 e de 18,25% em 12 meses. Em relação aos produtos que mais impactaram na elevação do índice no mês, temos a carambola, que se encontra na entressafra, e o morango, no final de sua safra, o que resultou para ambos em menor volume de oferta no mercado atacadista. Em um contexto geral, as bananas subiram de preço devido à instabilidade climática (frio, calor, sol e chuva) do período, prejudicando a maturação dos produtos e retardando a colheita. No volume de oferta dos produtos entre as semanas dos dias 14 e 27, a banana maçã foi a que apresentou a maior redução na quantidade ofertada (-62,5%) entre todas as bananas acompanhadas para a composição da cesta de produtos.

O setor de LEGUMES apresentou uma alta nos preços de 6,06%. Dos 33 itens cotados nesta cesta de produtos, 54,55% apresentaram uma elevação de preços em relação ao mês anterior. As principais altas ocorreram nos preços de ABÓBORA SECA (+49,85%), ABÓBORA JAPONESA (+49,26%), INHAME (+41,49%), TOMATE CARMEM (+32,73%) e TOMATE PIZZAD'ORO (+26,89%). As principais reduções ocorreram nos preços de CHUCHU (-31,47%), PIMENTA CAMBUCI (-18,13%), TOMATE CAQUI (-15,86%), ABOBRINHA ITALIANA (-10,22%) e TOMATE CEREJA (-9,77%).

DESTAQUES: No ano, o setor de LEGUMES acumula uma alta de 5,47% e uma redução de -8,69% em 12 meses. Os produtos que mais contribuíram para a alta do setor são os tomates Carmem e Pizzad'oro, que possuem maiores valores de indexadores (peso ponderado para os itens). Embora estes produtos tenham apresentado um aumento no volume de oferta entre os meses de setembro e outubro, a quantidade ofertada se manteve abaixo da média anual. As chuvas de granizo ocorridas no início do mês de outubro nos estados de Minas Gerais e São Paulo (maiores produtores) contribuíram para a valorização média de preço dos tomates em questão, que encerraram o período custando cerca de R$ 4,08/kg no mercado atacadista.

O setor de VERDURAS apresentou uma queda nos preços de 3,26%. Dos 38 itens cotados nesta cesta de produtos, 65,79% apresentaram uma redução de preços em relação ao mês anterior. As principais reduções ocorreram nos preços de SALSÃO BRANCO/VERDE (-21,10%), ALHO-PORÓ (-18,99%), ALFACE LISA (-17,70%), SALSA (-14,71%) e RÚCULA HIDROPÔNICA (-11,19%). As principais altas ocorreram nos preços de NABO (+36,48%), COENTRO (+29,40%), ALFACE AMERICANA (+10,35%), ALFACE CRESPA (+8,58%) e BRÓCOLOS NINJA (+5,39%).

DESTAQUES: O setor apresenta a sexta redução consecutiva de preços e, no ano, apresenta uma variação de preço acumulada de -4,10% e de -14,51% em 12 meses. Nos produtos, as alfaces - uns dos itens mais importantes do setor - apresentaram oscilações importantes de preço no período. Diferentemente do mês passado, a alface lisa registrou redução de preço, enquanto as alfaces americana e crespa registraram elevação de preço. Em parte, estas flutuações foram provocadas devido às frentes frias do mês de outubro, sendo que no calor a demanda por tais produtos aumenta e no frio diminui, ocasionando oscilações de preços. As chuvas e o calor também favorecerem o aparecimento de doenças na lavoura, causando perdas na produção/reduções pontuais de entradas.

O setor de DIVERSOS apresentou uma alta nos preços de 6,07%. Dos 11 itens cotados nesta cesta de produtos, 63,64% apresentaram uma elevação de preços em relação ao mês anterior. As principais altas ocorreram nos preços da CEBOLA NACIONAL (+21,25%), BATATA ASTERIX (+14,69%), BATATA LAVADA (+6,80%), COCO SECO (+3,71%) e AMENDOIM COM CASCA (+1,37%). As principais reduções ocorreram nos preços de OVOS VERMELHOS (-2,14%) e MILHO DE PIPOCA (-1,04%).

DESTAQUES: Com o resultado apurado no período, o setor de DIVERSOS registrou o terceiro aumento seguido de preços, refletindo os aumentos ocorridos nas batatas e na cebola nacional. As batatas asterix e lavada apresentaram diminuição na oferta de 203,15 e 731,43 toneladas, respectivamente, devido à redução de volume colhido em dias de chuvas nas regiões produtoras. Já para a cebola, a elevação de preços ocorreu devido à finalização da safra do estado de São Paulo e à falta de entradas de outras origens cujo aporte nesta época do ano, que não foram suficientes para suprir a demanda.

O setor de PESCADOS apresentou uma alta nos preços de 2,14%. Dos 28 itens cotados nesta cesta de produtos, 53,57% apresentaram uma elevação de preços em relação ao mês anterior. As principais altas ocorreram nos preços de ANCHOVA (+26,02%), ABRÓTEA (+17,11%), POLVO (+14,71%), SARDINHA FRESCA (+10,69%) e TILÁPIA (+9,54%). As principais reduções ocorreram nos preços de CAVALINHA (-37,13%), LULA CONGELADA (-11,05%), PESCADA MARIA-MOLE (-7,52%), CORVINA ÁGUA SALGADA (-5,22%) e ATUM (-4,40%).

DESTAQUES: O início do defeso da sardinha fresca fez com que o volume de oferta do produto caísse drasticamente no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP). Com média anual de 381,6 toneladas, a quantidade ofertada da sardinha fresca no mês de outubro foi de 4,3 toneladas contra 369,6 toneladas no período passado - retração de 98,84% no volume de oferta. Dos produtos relacionados acima para o setor, a sardinha fresca é o de maior peso para o índice. Portanto, a redução em seu volume de oferta e, consequentemente, seu aumento de preços causaram um impacto considerável para o indicador de preços do setor de PESCADOS.

Tendência do índice CEAGESP para o próximo mês

Os bloqueios do início do mês de novembro ocasionaram redução da oferta de produtos no ETSP, elevando os preços principalmente de itens mais sensíveis a variações bruscas de oferta. Todos os setores, salvo o de Frutas, tiveram itens impactados pelo baixo estoque do início do mês, bem como a vinda de muitos clientes de uma única vez (aumento acelerado da procura) após os desbloqueios das estradas. Para alguns itens a normalização ou arrefecimento dos preços deverá ocorrer tão logo estabilizada a oferta. O clima mais chuvoso e calor podem impactar nas culturas mais sensíveis, tais como hortaliças folhosas e alguns legumes, que ainda sofrem reflexo dos bloqueios.
Divulgação CEAGESP
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