01 de Fevereiro de 2023
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Entretenimento - Colunistas

#1 - Aforismo da suposta certeza

*Eder Pires Fonseca

"O poder de dominar é tentador Eu já não sinto nada Sou todo torpor É tão certo quanto calor do fogo É tão certo quanto calor do fogo Eu já não tenho escolha E participo do seu jogo, participo" Fogo - Capital Inicial (preferencialmente versão acústica).



Roteiro. Destino. Norte. Parâmetro. Escolhas. Vácuo acelerado de partículas a sobrevoarem terras inesperadas. Cacos, nacos, fatos que se reinventam a cada nova trama, que a enlaça, perplexa, soando toda a pele. Calmantes, estimulantes, boemias esparsas, imprevísiveis, desconexas da realidade interior pelo que luta.

Verborragia da palavra, do silêncio, do entusiamo. Deleta, recupera os códigos indecifráveis que deixou nas teclas de algo pensado. Dança, silenciosamente, como que transferindo ao telespectador, para o qual vezes muda o tom, uma suposta incógnita.

Perjura, mata o dragão, diz mais sim do que não, só porque relega às palavras incautas os desvios aquiescidos de medo. Tão confuso quanto as horas de seu caminhar.

E no fim adormece, na esperança de que haja trama por mais um dia, disfarçando as ausências, implícitas, porém, latentes em seu cobertor.

Conhecer qualquer lugar, desde que faça conhecer-se. Nem mar, nem terra, nem calor, nem frio, tudo, quase regra, a depender da intenção.

Receber ajuda, ingrata por deslizes, preconizando supostas correções, presunçosas, de algum feito, embora toda solidez das decisões que toma se desfaça com um simples despertar, virar da ampulheta.

Revisa a escrita, o diário, o confábulo apertado do seu baú, com as lupas de desconfianças e segurança esfumaçadas, a perder de vista pelas armações da visão.

E rascunha, hora a hora, linhas novas, trêmulas pelas sinapses revividas, as quais, talvez, nunca quisesse deixar. E não sabe como resgatá-las.

Acorda e sorri. Toma um café, segurando a xícara com as duas mãos, como se agarrasse brilhos reluzentes de esperança, quase sem saber que a cada noite um novo vaga-lume clareia seus pés. Ainda que não com a mesma intensidade de outrora. Embora caminhos novos, mistrurados com suas dúvidas, emerjam. O que se ganha e o que se perde?
Eder Fonseca
Eder Pires da Fonseca tem 31 anos, original de Cândido Mota, trabalha com tecnologia há 16 anos e digital há pelo menos 10 anos, é fundador e CEO da Penze, uma empresa da Era Digital (www.penze.com.br)
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