22 de Janeiro de 2021
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2021 antes de 2022

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, Professor da FACCAT e articulista do Tupacity.

* Roberto Kawasaki

Adeus 2020. Sem sombras de dúvidas, foi um ano atípico. Perdas e traumas irrecuperáveis, esse é o balanço final. Como em outras épocas da História da Humanidade, houve anos que foram terríveis em termos de perdas, rivalizando com este trágico ano.

Ainda assim, é de se louvar que as nossas Ciências consigam, num curtíssimo espaço de tempo, buscar vacinas para o fragelo atual, após exaustivas pesquisas e esforços desmedidos que foram imobilizados. Parabéns, aos nossos profissionais da Saúde, que estiveram e estão na linha de frente cuidando de todos nós. Para nós economistas, o que importa em primeiríssimo lugar, é a saúde. Pois sem o ser humano devidamente medicado e cuidado, não há quem possa produzir, colher, transportar, estocar, armazenar, vender e comprar.

Obviamente que o ser humano perpassa toda a nossa História. Ainda que conflituosa, os seres humanos são responsáveis em tornar nosso planeta cada vez mais explorado e menos habitável. Causando sérios problemas a todos os seres vivos que nela residem. E certamente que a Covid-19 é resultante da ação desenfreada do homem na face da
Terra. Agora, profissionais da Saúde incansavelmente lutam para salvar vidas humanas. Contudo, mais de 1.000.000 de pessoas já se foram em decorrência deste mal, que tem se mostrado incontrolável.

Incontrolável porque alguns não acreditam que este mal exista, quanto mais que cause a morte de seres humanos. Outros não conseguem ficar isolados e manter distância uns dos outros. E há aqueles que desrespeitam irresponsavelmente as recomendações médicas, contudo serão os primeiros em buscar socorro às redes de hospitais, quando dela necessitarem.

As atividades econômicas foram, estão sendo e serão afetadas de forma inesquecível. Recuperar perdas que ocorreram é impossível. Empresas desapareceram, empregos foram cortados, funções ficaram abertas, vidas foram perdidas, ensino e conhecimento deixaram de ser transmitidos. Enfim, os prejuízos são incalculáveis e irremediáveis.

Entretanto, e 2021 ? O que esperar dele ? Será um ano melhor que 2020 ? Seguramente será melhor que este ano, pois há vacina no horizonte, aliás, países que se planejaram, comprando vacinas, agulhas, seringas, refrigeradores e outros itens necessários com antecedência, já estão vacinando. E o Brasil ?

Bem, o Brasil discute um Plano Nacional de Vacinação. Contraditoriamente um dos países mais estruturados em campanhas nacionais de vacinação em massa, mostra-se totalmente desorientado. Um militar de logística que comanda o Ministério da Saúde não soube cuidar do planejamento logístico. O Presidente da República luta
contra o Governador de São Paulo. Obviamente que estão de olhos voltados às eleições de 2022.

Este é o retrato do Brasil. Se esquecem todos ainda deverão passar pelo ano de 2021...
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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