17 de Maio de 2022
20º/30º
Entretenimento - Colunistas

Ano de 2022

"A Vida é mais importante que a liberdade: de que vale a liberdade se não houver vida? 2022 nos reserva desafios enormes para que possamos, ao final dela, poder desejar 2023 melhor a todos. Sobreviver é fundamental"


Depois da pausa das festas de fim de ano, o Diário retorna e com ele posso desejar aos leitores e leitoras, um ano de 2022 melhor
que o ano de 2021. Ainda que a nova variante da Covid-19 tenha vindo, com total previsibilidade, tendo em vista os exageros cometidos nos festejos familiares, porém, desta vez, o SUS já vacinou um grande contingente populacional, o que traduz em menos mortes e internações. Ainda bem.

Falta vacinar as crianças, e a Anvisa já autorizou. A propósito, o Presidente da Anvisa, Almirante médico Barra Torres, digno representante de militares que imaginávamos inexistentes nestes tempos, em resposta ao Presidente Bolsonaro, a respeito da vacinação de crianças, foi cirúrgico, correto, objetivo e ético em defesa da Anvisa e de seus profissionais. Gradativamente, números e taxas da Economia Brasileira vão sendo divulgados e não são animadores. De fato, o IPCA, por exemplo, a taxa oficial da inflação brasileira, foi de 10,06%, ligeiramente inferior à taxa de 2015, de 10,67%, tempos da desastrosa e incompetente Dilma.

Só o descalabro inflacionário brasileiro, traduz uma previsão eleitoral clara e transparente: a oposição ganha as eleições presidenciais de 2022. Já tive a oportunidade de expressar minhas agruras em outras oportunidades, ao dizer que o ano de 2022 é um ano antecipadamente perdido: desempenho econômico pífio, tecido social esgarçado, ano eleitoral da Presidência da República, Vice, Senadores, Deputados Federais, Governadores e Deputados Estaduais, e no intervalo Copa do Mundo de Futebol. Todos os agentes econômicos estão em compasso de espera, com isso, o desempenho econômico de 2022 já está profundamente comprometido.

Não há o que fazer, senão esperar. Se não bastassem as variantes da Covid-19 a nos espreitar. Sem a menor dúvida, a pandemia não acabou, longe disso. É preciso uma grande campanha esclarecedora aos incautos que resistem à vacinação: as mortes foram evitadas com as vacinas sendo aplicadas. Apenas e tão somente esse fato tradicional explica e justifica a possibilidade de retomar as atividades econômicas. Além, é óbvio, reduzir internações na rede hospitalar. Impressiona como pessoas, em tese esclarecidas, com alta taxa educacional, são contrárias às vacinas, que há décadas vêm salvando vidas: poliomielite, sarampo, gripe, tétano, etc.

Infelizmente, esse fenômeno não é brasileiro, mesmo países desenvolvidos apresentam pessoas contrárias às vacinas. Estas mesmas pessoas estão respondendo pelas internações e mortes da nova variante da Covid-19. Alegam a liberdade individual de decidir não tomar vacinas. Ora, a liberdade individual deve se submeter à saúde pública e à preservação da vida humana. A Vida é mais importante que a liberdade: de que vale a liberdade se não houver vida? 2022 nos reserva desafios enormes para que possamos, ao final dela, poder desejar 2023 melhor a todos. Sobreviver é fundamental.
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
Receba em primeira mao nossas noticias!
Participe de nossos grupos:
+ VEJA TAMBEM

PROGRAMA DE INCENTIVO DE EMPREGO A MULHERES E JOVENS

"Nesta Medida Provisória garante às mães de crianças de 4 meses a 5 anos ao auxílio-creche, por meio de acordo individual ou coletivo, ou por meio de convenção coletiva", escreve a colunista Juliana A. Marchetti

Novas regras para o teletrabalho - "home office"

Por Juliana Andriotti: Com as novas regras, considera-se teletrabalho ou trabalho remoto a prestação de serviços fora das dependências do empregador

Retorno presencial das gestantes

A nova lei dispôs de algumas regras para que a gestante retorne ao serviço

Seguro desemprego; saiba quem pode solicitar o benefício

Por Juliana Andriotti: O seguro desemprego é um benefício dado pelo Estado para os empregados que foram demitidos SEM JUSTA CAUSA. Isso mesmo, a demissão deve se dar por parte do empregador, e não deve ter justo motivo anotado na carteira de trabalho

Você trabalhou sem registro, foi demitido e não pagaram todos seus direitos? Saiba como proceder

Olá, leitor do Tupacity. Você por acaso passou por isso, ou conhece alguém que tenha passado? Neste artigo vou mostrar alguns caminhos possíveis para que você, trabalhador, não fique sem receber o que é seu de direito

Você trabalha e não é registrado? saiba as consequências e seus direitos!

Por Juliana Andriotti: Caso o empregado não registrado tenha vínculo empregatício e queira regularizar sua situação, é cabível acordo extrajudicial entre empregado e empregador

- Veja a lista completa