23 de Janeiro de 2022
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Caminhos a trilhar

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista do Tupacity.

Se o pressuposto da crise econômica é incontornável e viabilizar um crescimento econômico superior ao crescimento populacional para elevar a renda per capita é fundamental para dela sairmos, então qual deve ser a política econômica para promover primeiro o crescimento econômico e depois o desenvolvimento econômico ? Sem dúvida alguma, que aqui reside o maior problema da sociedade brasileira no que diz respeito a questões econômicas e sociais para estes tempos tão conturbados e difíceis.

Claro está que há questões de âmbito federal, estadual e regional, contudo, o que podemos fazer no ambiente municipal para alçar o crescimento econômico ? Desde 1776, quando Adam Smith fundou a Ciência Econômica, que o caminho para trilhar o progresso é um só: trabalho e produção. Nenhuma das mais diferentes correntes de pensamento econômico discorda dessa afirmação de Smith. Convenhamos que somente se produzirmos e trabalharmos, iremos criar renda para gerar consumo de bens e serviços e melhoria da qualidade de vida da população. Portanto, a questão chave é trabalhar e produzir. Como trabalhar se o Brasil tem mais de 14 milhões de desempregados e mais de 35 milhões de trabalhando como autônomos ou semi empregados ? Deve-se pautar uma política econômica para estabelecer como prioridade absoluta a criação de empregos. Não há outro caminho e saída.

O que podemos fazer no contexto municipal para priorizar a geração de empregos ? De um lado, o poder público municipal deve estimular a produção de bens e serviços no município com excedente exportável para outros municípios e, com isso, trazer renda de outras localidades, enriquecendo a cidade, de outro lado, atrair pessoas para residir no município e com isso aumentar o mercado populacional consumidor local, elevando renda, emprego, arrecadação de tributos e assim, crescimento econômico com um PIB municipal maior.

Alguns programas com objetivos tão claros, são recomendados: cultivar o hábito de consumo que priorize primeiro, compras de produtos produzidos no próprio município, depois os produzidos nos municípios vizinhos, para promover o crescimento regional, assim se protege e gera empregos no município e região; a exemplo dos municípios da Serra da Mantiqueira no sul de Minas Gerais, que fazem parcerias locais e regionais envolvendo produtos da Serra: Café-Queijo-Azeite de Oliva, que promovem as localidades, fazem festivais, festas e atraem turistas e, com isso, desenvolvem a rede hoteleira, gastronômica e de prestação de serviços da região; campanhas dos moradores em promover os produtos da localidade, como por exemplo presenteando amigos, parentes de outras localidades com produtos da cidade e região; nestes tempos de globalização e pandemia, o comércio eletrônico cresceu muito, assim, para evitar gerar empregos para outras localidades distantes, se deve criar o hábito de efetivar compras nos estabelecimentos comerciais do bairro, em primeiro lugar e depois de outros bairros de seu município; e finalmente, cultivar o hábito de valorizar o que se produz no município e não glorificar o que vem importado de outras localidades.

Há caminhos a trilhar.
Colunista
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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