15 de Outubro de 2021
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Comportamento familiar

Andréia Agostin é Terapeuta Neurolinguística (CRTH-BR 8689), com formação em Coaching, Eneagrama, Hipnose, PNL, Pompoarismo, Tantra e Terapia Sistêmica

Já observou que quando uma criança se machuca o adulto tem o hábito de distraí-la para que ela esqueça a dor e pare de chorar?

O problema é que essa criança cresce acreditando que quando se tem algum problema, é só distrair que a dor passa, não é mesmo? Temos em média 86 bilhões de neurônios. Grande parte dessas conexões foram formadas na infância e hoje representam nossa forma de sentir, pensar e agir.

Por isso não é à toa que hoje somos adultos vivendo como crianças, expostos aos sentimentos de dor, raiva e medo, sem saber ao certo como lidar com tudo isso!

Como aprendemos na infância, é como fazemos até hoje! Estamos constantemente nos distraindo com pessoas, festas, netflix, redes sociais... Temos também o hábito de apontar o dedo, brigar, cobrar e culpar tudo e todos, justamente porque foi assim que aprendemos na infância.

Mas até quando vamos viver esse vazio interno, buscando as soluções no mundo externo? Aliás, se for possível, quando seu filho se machucar... deixe-o chorar! Deixe que ele sinta a própria dor e aprenda a lidar com ela...

Dessa forma ele não cresce acreditando que é se distraindo que resolve as coisas, nem que as pessoas são responsáveis pelas dores da sua alma. Quanto a você, assuma a responsabilidade pelos seus comportamentos frente as suas frustrações.

Um bom começo seria ensinar sua criança interior, novas formas de resolver as coisas! Olhe para suas dores, aceite, acolha, aprenda o que tiver que aprender e depois deixe ir... por pior que elas sejam. Quando seus familiares estiverem "tirando" sua paz, se pergunte: "O que EM MIM está causando esse desconforto? Como posso resolver o MEU problema, sem encontrar um culpado ou um salvador? ".

Acredite, você cresceu! Grande parte do seu sofrimento atual já estava dentro de você muito antes de alguém te incomodar.
Determine ser o responsável pelo seu fracasso e pelo seu sucesso.
Colunista
Andréia Agostin
*Andréia Agostin é Terapeuta Neurolinguística (CRTH-BR 8689), com formação em Coaching, Eneagrama, Hipnose, PNL, Pompoarismo, Tantra e Terapia Sistêmica. Casada há 22 anos, Andréia possui 3 filhos (15; 7; e 3 anos). Foi professora de ballet e dança de salão por mais de 15 anos. É advogada e empresária da Maxi Educa.
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