23 de Janeiro de 2022
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Entretenimento - Colunistas

Convivência familiar X Distanciamento social

Andréia Agostin é Terapeuta Neurolinguística com formação em Coaching, Eneagrama, Hipnose, PNL, Pompoarismo, Tantra e Terapia Sistêmica. Ela assina uma coluna super empoderada no TupãCity

*Andréia Agostin

Você já ouviu aquele ditado: "quando o dinheiro sai por uma porta, o amor sai pela janela?"
Acho que a versão nova seria algo do tipo... "a pandemia chega, o amor parte!"
Afinal de contas, tá difícil conviver em família né minha filha?
Mas qual seria o verdadeiro motivo para tantos conflitos familiares?
Como terapeuta neurolinguística eu arriscaria dizer que o motivo vem lá da nossa infância.

Raciocina comigo:
Quando uma criança se machuca, o adulto tem o péssimo hábito de distraí-la para que esqueça a dor e pare de chorar, certo?
O problema é que essa criança cresce acreditando que quando se tem algum problema, é só distrair que a dor passa, não é mesmo?
Pois bem, hoje somos adultos vivendo como crianças!
Só que dessa vez o parquinho está fechado!
Não há muitas opções para distrair, nem pessoas para culpar.
Estamos expostos aos nossos sentimentos de dor, raiva e medo, sem saber ao certo como lidar com tudo isso!

Deixa eu te explicar melhor...
Temos em média 86 bilhões de neurônios.
Grande parte das conexões neurológicas foram formadas na infância.
Essas conexões representam nossa forma de sentir, pensar e agir.
Logo, se já existem padrões de comportamentos criados no nosso cérebro, a tendência é sempre repetirmos os mesmos padrões.

Resumindo: como aprendemos na infância, é como fazemos até hoje!
Aprendemos que quando estamos com um problema, alguém tem que resolver! Do mesmo modo como era só chorar que logo aparecia um tetê morninho pra gente mamar.

Hoje a pandemia chega, o desespero bate, e pronto: partiu descarregar nossas necessidades nos outros...
Se ficássemos isolados 100% do mundo inteiro, teríamos obrigatoriamente que nos responsabilizarmos por nós mesmos.
Mas enquanto temos filhos, cônjuge, pais e mães... estamos incansavelmente apontando o dedo, brigando, cobrando e culpando tudo e todos, porque foi assim que aprendemos na infância.

Mas até quando vamos viver esse vazio interno, buscando as soluções no mundo externo?
Aliás, quando seu filho se machucar... deixe-o chorar!
Deixe que ele sinta a própria dor e aprenda a lidar com ela...
Dessa forma ele não cresce acreditando que é olhando pra fora que curamos as feridas internas.

E agora? Como mudar um comportamento ultrapassado?
Um bom começo seria ensinar a nossa criança interior novas formas de resolver as coisas!
Assumirmos a responsabilidade das nossas próprias frustações.

Olhe para suas dores, aceite, acolha, aprenda o que tiver que aprender e depois deixe ir... por pior que elas sejam.
Quando seus familiares estiverem "tirando" sua paz, se pergunte: O que EM MIM está causando esse desconforto? Como posso resolver o MEU problema, sem encontrar um culpado ou um salvador?
Acredite, você cresceu!

Grande parte do seu sofrimento atual já estava dentro de você muito antes do vírus chegar.
Determine ser o responsável pelo seu fracasso e pelo seu sucesso.
E jamais, entre no arquétipo do salvador.
Você não está no controle de nada além da sua própria vida (parcialmente).
Dessa forma você evolui e a família agradece!

Porque a paz que tanto deseja, está dentro de você mesmo.
Se fez sentido pra você, compartilhe.
Que possamos o quanto antes acolher esse vírus, aceitá-lo, aprender o que tivermos que aprender e depois deixá-lo no passado junto com nossos padrões infantis para vivermos um mundo de adultos amorosos e responsáveis.

Se você quer saber mais sobre o assunto, assista a live na quinta as 21h21 no insta @andreia.agostin (clique aqui)


Andréia Agostin
*Andréia Agostin é Terapeuta Neurolinguística (CRTH-BR 8689), com formação em Coaching, Eneagrama, Hipnose, PNL, Pompoarismo, Tantra e Terapia Sistêmica. Casada há 22 anos, Andréia possui 3 filhos (15; 7; e 3 anos). Foi professora de ballet e dança de salão por mais de 15 anos. É advogada e empresária da Maxi Educa.
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