23 de Janeiro de 2022
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Covid e os governantes

O grande drama sanitário mundial, a pandemia da Covid-19 completou um ano: milhões de mortes, infectados, recuperados com sequelas, infectados sem sintomas, porém transmitindo o vírus, inocentes e despreocupados, vítimas inocentes sendo infectados.

O grande drama sanitário mundial, a pandemia da Covid-19 completou um ano: milhões de mortes, infectados, recuperados com sequelas, infectados sem sintomas, porém transmitindo o vírus, inocentes e despreocupados, vítimas inocentes sendo infectados.
Que quadro dantesco.

Poderia ser pior se já não tivéssemos vacinas, produzidas com altíssima competência pelas Ciências, por cientistas, por universidades e laboratórios. Entretanto, poderia ser melhor, se tivéssemos governantes mais responsáveis, capacitados e conscientes de sua ignorância médica. Neste caso, estes governantes deveriam ser assessorados por Cientistas e profissionais da Saúde de primeiríssima grandeza, para evitar mortes, medos, famílias desamparadas, muitas destroçadas por mortes evitáveis de entes queridos.

Ao se estudar a História de países e seus governos ao longo das civilizações humanas, é facilmente detectável constatar reis, rainhas, imperadores, imperatrizes, Presidentes e Primeiros Ministros que, sábios de suas limitações culturais, educacionais, sanitárias e científicas, se cercaram de profissionais dos mais preparados para serem aconselhados e consultá-los com frequência, para que decisões equivocadas e irreversíveis não fossem tomadas. Evidentemente que não é o caso do Brasil, lamentavelmente.


Os EUA, para dar um exemplo, servem de parâmetro para se analisar como uma pandemia pode ser enfrentada. Quando tinha Trump de Presidente, os EUA apresentavam semanas após semanas, o avanço inexorável da pandemia com recordes de mortes no mundo.

No entanto, bastou pouquíssimo tempo para que um novo Presidente, Joe Biden assumisse e, de imediato, a pandemia americana arrefece. Portanto, é crucial que haja comando deliberadamente consciente e que tenha a humildade de ouvir quem sabe e pode assim, tomar decisões corretas e eficazes. Obviamente que em curtíssimo prazo, os resultados hão de vir.
Por aqui, a situação é desesperadora.

O Presidente Bolsonaro ignorante em assuntos médicos e sanitários, ousa recomendar medicamentos... descumpre protocolos adotados no mundo todo, tem um Ministro totalmente despreparado para comandar o Ministério da Saúde-infelizmente já teve um Ministro Médico capacitado, porém foi exonerado-ausência de planejamento estratégico no enfrentamento da pandemia.


De outro lado, temos o Governador Dória, que em plena crise econômica, derivada da pandemia, eleva a carga tributária. Com relação às vacinas, tomou medidas corretas, contudo, no planejamento sanitário, foi de idas e vindas. Fechando e abrindo as atividades. Muito prejudiciais no combate ao Coronavírus. É tranquilizador que temos outros Governadores conscientes e temos Prefeitos que sabem ouvir.
Colunistas Tupãcity.com
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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