23 de Janeiro de 2022
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Entretenimento - Colunistas

Decisões políticas duras

Não há em nenhum lugar do mundo, governantes
que queiram desde desacelerar a atividade econômica em diversos níveis até o isolamento total (lockdown), por recomendações exclusivas de epidemiologistas e infectologistas.

Simplesmente porque o prejuízo financeiro causado pela atividade econômica menor, haja vista que a arrecadação tributária será inevitavelmente menos robusta, trazendo efeitos danosos nos gastos públicos, que todo governante mais esclarecido quer evitar, principalmente nestes tempos de gestão dramática da pandemia do Coronavírus, são pressionados a elevar despesas correntes e de capital para a saúde pública. Quem seria o gestor público maluco que desejasse criar déficit público ou dívida pública gratuitamente, desacelerando as atividades econômicas?

Obviamente que não há, salvo melhor juízo,
governos com esse perfil político nestes tempos pandêmicos. Por outro lado, a saúde pública, patrimônio humano maior, irá comandar as ações da administração pública como um todo. Causando insatisfações na sociedade.

Afinal de contas, qual é o ser humano, sociável por natureza, que gostaria de ter suas liberdades individuais pessoais, familiares, profissionais, religiosas, sociais, culturais, artísticas, esportivas e econômicas contidas por ações de Prefeitos, Governadores, Presidente da República, Ministério Público, Juízes, Desembargadores e Ministros do Poder Judiciário ?

É dever de todo governante, queiram ou não, tomar
todas as decisões administrativas duras para preservar vidas humanas. Quero crer que não há, governante que queira a morte de amigos, parentes, familiares, colegas e conhecidos, causando comoção pública na sociedade. E, indubitavelmente, prejuízos irrecuperáveis às pessoas, que não se esqueçam, são eleitores(as) e contribuintes.

Portanto, não há neste momento, decisões políticas
e administrativas que possam ignorar medidas que acelerem a vacinação em massa, de um lado, e concomitantemente, medidas coercitivas de isolamento, distanciamento social e de higiene pessoal permanente. Mesmo que adotem Lockdown. Ao menos, é o que recomendam todas as autoridades sanitárias de todos os países desenvolvidos do mundo, mesmo que tenham contestações e enormes prejuízos políticos e econômicos. Basta se colocar no lugar das pessoas que perderam entes queridos.

Ah, tenham paciência e se cuidem.
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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