10 de Maio de 2021
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Entretenimento - Colunistas

É pedir muito?

O quadro político está ficando claro nas bordas e
ainda nebuloso no meio. De um lado Bolsonaro, e de outro lado Lula. Assim sendo, como quis o Congresso Nacional e o STF, as bordas estão definidas. Isto porque o Legislativo Federal poderia impedir Bolsonaro e o STF poderia manter Lula inelegível. Entretanto, o miolo está lotado de candidatos a pleitear os votos majoritários dos eleitores e eleitoras do Brasil, em torno de 40% dos votos. Tendo em vista que tanto Bolsonaro quanto Lula têm 30% dos votos assegurados, a briga é um candidato do miolo que consiga arregimentar mais de 30% dos votos e ir para o segundo turno, contra Bolsonaro ou Lula, pois um dos dois, nesta configuração, irá para pleito final de 2022. Se os candidatos do centro não conseguirem garantir mais de 30% dos votos, dos 40% dos votos possíveis do centro, Bolsonaro e Lula fariam o segundo turno da eleição.

A verdade é que as circunstâncias políticas mundiais
e nacionais são francamente desfavoráveis a Bolsonaro, mais ainda com a pandemia da Covid-19, a ausência de política pública federal de combate ao Coronavírus, o que por si só traduz uma calamidade, a ausência de política econômica liberal que viabilize o desenvolvimento econômico sustentável, pois as esperadas reformas não avançam e Bolsonaro apresenta arroubos intervencionistas que são totalmente incompatíveis com as necessidades nacionais. Enfim, de Bolsonaro não há o que esperar mais nada, sequer há tempo.

Já Lula, populista e demagógico como Bolsonaro, no
outro extremo, ainda não se livrou dos escândalos de corrupção cometidos pelo seu governo e pelo PT. Lembro que Lula foi absolvido das sentenças de Curitiba, não dos crimes cometidos. Os processos foram enviados a outra instância da Justiça Federal. Inúmeras foram as oportunidades perdidas em realizar um governo desenvolvimentista. Portanto, é um filme envelhecido e largamente conhecido por todos.

A única saída é um candidato diferente, um lenço
branco, limpo, honesto, de diálogo, comprometido com mudanças, com inovações, com ações republicanas e conectado com as necessidades sustentáveis, ambientais, energéticas, tecnológicas, de um Estado voltado aos serviços públicos tradicionais, que saiba atrair investimentos privados nacionais e internacionais, de planejamento estratégico de ação nacional calcado no desenvolvimento social e econômico. É pedir muito ?
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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