28 de Novembro de 2022
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Entretenimento - Colunistas

EDUCAÇÃO E MERCADO CONSUMIDOR

*ROBERTO KAWASAKI

O grande salto que o Brasil deveria fazer para que tenha futuro, é incorporar aqueles que estão marginalizados do mercado de trabalho e de consumo à formalidade social.

Deixar de ser vítimas do sistema econômico excludente brasileiro, diminuindo a desigualdade social e econômica que impede o desenvolvimento brasileiro.

Se não elevarmos a quantidade de brasileiros e brasileiras, que hoje excluídos do mercado consumidor, ao sistema econômico e passem a fazer parte formalmente da sociedade de consumo, ficaremos à mercê de políticas públicas de assistência social, como benesses de mandatários de plantão e, o que é pior, dependentes de ações populistas de detentores de cargos públicos e sem que possam exercer a dignidade de verdadeiros cidadãos e cidadãs.

Mais ainda, focar instrumentos de política econômica que promovam o simples crescimento econômico do P.I.B., são absolutamente insuficientes para o verdadeiro desenvolvimento econômico. Sem que a Educação em todos os níveis, se
transforme obsessivamente em prioridade absoluta dos governos, não iremos preparar nossas crianças e jovens ao mercado de trabalho, cada vez mais competitivo e exigente de conhecimento de Ciência e Tecnologia, mais e mais inovadoras e criativas.

O pior é que o tempo é cruel, haja vista que quanto mais demorarmos a investir em Educação de Qualidade, Presencial ( sem EAD e Educação Domiciliar ) e Integral, ficaremos mais distantes do progresso e de mais qualidade de vida à nossa população.

Sem Educação, não teremos profissionais com conhecimentos científicos e tecnológicos de qualidade e aptos a alavancar produção, riqueza, emprego, arrecadação de tributos, consumo dignos de países desenvolvidos.

Nosso imenso desafio é incorporar cada vez mais pessoas ao mercado de consumo, reduzindo drasticamente contingentes populacionais da marginalidade e totalmente dependentes de serviços assistenciais temporários da administração pública.

Infelizmente, não há atalhos a encurtar o Desenvolvimento Econômico do Brasil, a não ser trilhar caminhos da Educação de qualidade. Contudo, o que se vê no horizonte é o crescimento do EAD e da tentativa de ofertar Ensino Domiciliar… Nessa toada caminhamos ao abismo.
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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