03 de Outubro de 2022
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EVITAR O ARREPENDIMENTO

"A escolha da pessoa, do partido político, programa de governo e política econômica, precisa ser feita com muito cuidado e exigência por parte do cidadão e cidadã. Caso contrário, é arrependimento na certa", escreve o colunista

Em tempos de eleição Presidencial, ficamos muito atentos à pessoa do(a) candidato(a), o que é absolutamente normal. Certamente que também ficamos analisando a qual partido político que o(a) candidato(a) está filiado, pois se pode conhecer, antecipadamente, sua linha político-ideológica.

Ainda que no Brasil, diferentemente de outras Democracias, os partidos políticos e suas respectivas ideologias sejam instáveis, inconfiáveis, em última instância. Na sequência, ficamos observando suas propostas, suas ideias, seu programa de governo e, por que não, sua eventual política econômica. Pelo menos é o que deveríamos ficar atentos, para que não sejamos surpreendidos depois.

Mesmo assim, as conjunturas mudam, as pessoas mudam e, com isso, nossas análises iniciais perdem valor e sentido. Contudo, se não fizermos essas análises antecipadas, não há como ter um mínimo de segurança no processo de escolha e definição do voto. Para não se arrepender depois. Pois bem.

Quanto à pessoa do(a) candidato(a), deve se analisar sua personalidade, seu caráter, sua moral, sua ideologia, seu comportamento humano, suas atitudes e intenções. A escolha do Partido Político deve ser feita, como quem prefere time de futebol, religião e família. Isto é, não se pode admitir que a pessoa fique perambulando de um lado para outro.

Escolheu seu time de futebol, sua religião, sua família, está definido quem você é. E ponto final. Não é aconselhável escolher uma pessoa que fica mudando a qualquer problema que surja, e muda de time de futebol, de religião, de família e, principalmente, de partido político.

É fundamental que a pessoa política seja clara, transparente, definida, convicta, e siga seus princípios com fidelidade. Porque se a pessoa não tiver esses atributos mencionados acima, não se pode esperar medidas firmes quanto a objetivos, instrumentos, programas e projetos de política econômica.

Também, não se pode confiar em pessoas que com esses defeitos, cumpra com o seu programa de governo. Afinal de contas, o programa de governo e a política econômica são escolhidos pelo eleitor e eleitora. Na verdade, é um contrato, e ele deve ser cumprido. Ainda que contratos possam ser rompidos. Neste caso, é esperar a próxima eleição e mudar seu voto. Bem simples.

Em tempos tão turbulentos, com tantas questões que fogem do nosso controle, de fatos que surgem mudando totalmente o panorama da sociedade, alguns requisitos são necessários: após vencer a eleição, a pessoa, com a outorga de autoridade governamental dada pelos eleitores e eleitoras, necessita exercitar a tolerância, compaixão, equilíbrio, disposição, diálogo, perseverança, firmeza, respeito, humildade, serenidade, ponderação, cultura, educação e sobretudo, competência e capacidade em lidar com pessoas e dificuldades.
Realmente, não é fácil.

Por isso que a escolha da pessoa, do partido político, programa de governo e política econômica, precisa ser feita com muito cuidado e exigência por parte do cidadão e cidadã. Caso contrário, é arrependimento na certa.
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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