22 de Setembro de 2020
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HÁ ETERNIDADE?

Victor B. Neves*

Já pararam para pensar o quanto somos tão pequenos quando comparados ao meio em tudo isso que vivemos? Que talvez o nosso tempo esteja mesmo acabando aqui, que está cada vez tudo passando rápido e rápido e mal conseguimos notar!? Queremos dar tanto tempo ao tempo para tantas coisas, queremos tanto o tempo, quando na verdade talvez seja o tempo que nos tenha. É, assusta e muito, mas permita-me lhe questionar agora, você vive hoje a vida que gostaria de viver por toda a eternidade? Se não, por que? Compreendo que possa existir mil fatores que te impeça e que cada um tem a sua realidade especifica, mas talvez vale se questionar e questionar algumas coisas, antes que todo restante desse grande/pequeno tempo se acabe, e/ou você, se acabe...

É tudo muito louco e muito complexo quando falamos em eternidade, há pessoas que acreditam que exista, há outras que não muito, há também quem diga que a eternidade é toda a nossa vida, do dia que nascemos até o dia que morremos, outras que é algo que vai para além da nossa vida, sem nem querer dizer que tenha algo haver com religião. Eu particularmente, gosto de crer que a eternidade é algo que vive conosco em vida e consiga ir para além da morte e talvez, seja ela uma das únicas coisas que consiga "vence-la”.

Gosto de dizer que existem "dois tipos” de eternidade, a eternidade que existe dentro de nós e a eternidade que seja para além de nós, ou para além da morte.

O Primeiro tipo, seria a possibilidade de que possa existir coisas que são sim para sempre, claro, há muitas coisas que apenas acontecem e passam, mas existem outras que desde que tenha algum significado importante para nós, pode viver dentro de nós até o fim de nossas vidas e por mais que aquele momento tenha passado ou "acabado” a muito tempo, ele continua nos acompanhando e vivendo dentro de nós hoje, aqui e agora, e sendo assim continuando "vivo” e consequentemente te acompanhando para todo sempre. Sendo este momento bom ou ruim, te fazendo evoluir ou te encorajando para determinadas situações, principalmente bons momentos!

E então talvez valha o questionamento, existe mesmo um fim? Por mais que este momento já tenha passado ou acabado, mas ainda está continuando "vivo” dentro de nós? Sempre nos acompanhando aqui e agora?
Um "feliz para sempre”, como diz em toda final de história pode ser que não exista, mas que para todo depois de um "fim”, talvez exista sim um começo, ou um, "continue...”

Já o segundo tipo, vou tentar dar um exemplo, de uns dos motivos pelo qual gosto de escrever também. Particularmente, um dos motivos pelo qual escrevo, é que, essas palavras que vos digo, morreram, como tudo na vida e no mundo, passará o tempo, poderá e irá com o vento. Mas gosto de escrever, em razão de que pelo menos uma vez, essas mesmas palavras, podem ter chances de contornar essa mortalidade e serem imortais, pelo menos enquanto durarem e continuarem conversando com as pessoas, mesmo que eu já não esteja mais aqui.

Sendo assim, irá transcender o tempo, ficara aqui, ficara em outras pessoas, da mesma forma que pessoas de enorme significado para nós, mesmo que pereçam, continuam por aqui, em nós, por muito e muito tempo.

Podemos nos "acabar”, podemos perecer sim e vamos, mas o que fazemos e podemos deixar aqui em outras pessoas e para outras pessoas, tem a possibilidade de não perecer nunca. Há uma famosa frase que diz, "o que fazemos em vida, ecoa pela eternidade”, e deste modo, podemos refletir. Nós, não somos eternos, não sabemos ao certo nem quanto tempo temos por aqui, mas sim, o que podemos fazer e faremos, para alcançar essa tal eternidade, e ela, é o seu aqui e agora!

Portanto agora eu lhe pergunto, para você, há, eternidade? E se há, gostaria que seu "legado” ou apenas que parte de você continuasse por aqui, mesmo que você se vá? E se sim, de que forma?
Seja qual for ela, só depende você...

Fim (ou começo)!
Victor Breno Neves
*Victor B. Neves é estudante de psicologia na Faculdade da Alta Paulista (FAP), associado do Leo Clube de Tupã. Escritor, compositor, vocalista e baterista da Banda Vepp, também residida na cidade de Tupã. Victor busca de diversas formas pensar e repensar sobre os pré-conceitos que temos, sobre nós mesmos, nosso dia-a-dia e nossa vida. Sendo assim, tentando estar diariamente ressignificando o próprio sentido e o próprio sentimento.
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