01 de Dezembro de 2021
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Nossos heróis e heroínas

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista do Tupacity.

Não há jeito de ficar alheio aos Jogos Olímpicos de Tokyo, mais ainda por estarmos sofrendo com os efeitos drásticos e inesquecíveis da Covid-19. No meu artigo anterior, comentei sobre a "fadinha" Rayssa Leal, motivo de orgulho para todos nós brasileiros e brasileiras, dentre outras razões, pela idade de somente 13 anos e conquistando vitória no campo dos adultos e das melhores do mundo. Apesar de que o Brasil não tenha ainda, uma Política Nacional de Esportes, nem de alto rendimento e competitivo, tampouco de massificação de crianças e jovens. Quanto talento que desperdiçamos, entra Olimpíada e sai Olimpíada.

Contudo, os Jogos de Tokyo ainda trazem mais medalhas ao Brasil e de forma gratificante: para citar algumas, as medalhas de ouro de Ítalo Ferreira no Surf, Ana Cunha na Maratona Aquática, Rebeca Andrade na Ginástica Artística e Martine Grael e Kahena Krunze na Vela. De fato, sem se esquecer das outras medalhas de prata e bronze, o Brasil deve fechar esses Jogos como o melhor desempenho em todas as Olimpíadas, repito, apesar da ausência de um Planejamento Nacional Estratégico Esportivo.

Ficamos a imaginar quantos Leal, Ferreira, Cunha, Andrade, Grael e Krunze estão por aí pelo imenso Brasil, desperdiçando seus talentos, compondo a temida geração dos "Nem-Nem", ou seja, nem estudam e nem trabalham. Poderiam compor novas gerações de esportistas, que significam, dentre outras coisas, despertar talentos, afastar atividades voltadas ao crime, estudar, trabalhar com Esporte, Saúde e Educação. Formando cidadãos e cidadãs. Pois resultados em Esportes altamente competitivos são consequências de investimentos maciços em Tecnologia, Saúde, Educação, Cultura, Informação, etc. Nesse sentido, oportunidades de crescimento e desenvolvimento social e econômico que o Brasil desdenha e marginaliza.

Nossos heróis e heroínas destes Jogos e de outros Jogos passados, são exceções que poderiam ser regras. Não resultam de ações administradas nos campos federal, estaduais e municipais, sejam nos planos escolares, amadores e até mesmo profissionais. Conseguiram resultados expressivos por amor ao Esporte, com apoio dos pais, de amigos, por abnegação, por sonhar e buscar realizar objetivos traçados.

As medalhas de Ouro, Prata e Bronze conquistadas por nossos atletas revelam, outrossim, que o Brasil, apesar dos pesares, pode almejar sonhos, pois os resultados virão. E enfrentando atletas de outros países do mundo, que oferecem todas as condições materiais, humanas, financeiras, educacionais, de saúde e tecnológicas. Mesmo assim, com todas as adversidades, obtiveram plenos êxitos. Nos trouxeram orgulho, alegria e admiração.

Muito Obrigado !
Colunista
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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