17 de Maio de 2022
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O Brasil tem jeito?

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista do Tupacity.



É estarrecedor olhar e analisar o quadro acima, que traz informações sobre o PIB per capita do Brasil em décadas, começando em 1901/1910 a 2011/2020, com fontes da FGV, IBGE e BC. Tenho insistentemente escrito que de 1980 para os dias de hoje, o Brasil se perdeu totalmente. O quadro acima ratifica minha insistência. Em que pese a guerra ideológica travada, principalmente nas redes sociais, é preciso trabalhar. Chega de papo furado.

Sem dúvida alguma que até a I Guerra Mundial, o Brasil caminhava a passos lentos. Com a demanda reprimida do após Guerra, houve uma pressão por mercadorias e o Brasil se aproveitou dessa conjuntura. Era o Brasil Agrário-Exportador.

Com Getúlio Vargas em 1930, o Brasil muda seu perfil econômico para alçar a industrialização, e com isso, cresce muito, inclusive a renda do brasileiro. A década comandada por Juscelino foi prodigiosa, a renda cresceu mais de 50%. A década de 1960 não foi a mesma da anterior, haja vista as crises políticas vivenciadas. Entretanto, nada se compara com a década de 1970. Obviamente que o modelo Castelo/Geisel foi grandioso, o melhor da História Brasileira, quando a renda do brasileiro cresceu quase 80%. Não pensem porque eram governos militares. Pois em 1979, com o último governo militar de João Figueiredo, foi um desastre, junto com os governos civis que o sucederam. A segunda pior década, só não foi pior que a trazida pela Dilma/Temer/Bolsonaro. Nesse intervalo, os governos de Fernando Henrique e Lula foram regulares, nada de especial, coincide com o controle inflacionário trazido em 1994 com o Plano Real.

A verdade é que o Brasil perdeu o eixo da História. Com Bolsonaro e Lula, não se pode recuperar os anos de ouro. Não apenas o desemprego avança, sobretudo a pobreza cresce exponencialmente. Se não tivermos um governo não autoritário, não demagógico e não populista, talvez tenhamos alguma chance. Alguém com ideias novas e voltadas ao povo brasileiro, como Getúlio, Juscelino e Geisel. O tempo dirá.

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista do Tupacity.
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Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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