08 de Agosto de 2020
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ENTRETENIMENTO » COLUNISTAS

Para: Meu eu.

*Victor B. Neves

Olá, está ai? Tudo bem com você? Como você está se sentindo? É, já se foi mais um dia amigo(a), mais um dia como todos os outros, e que aposto que mal consiga responder essas duas simples perguntas que te fiz..
Que tal você começar a nos escutar um pouquinho, ceder um pouco e acabar pelo menos por algum tempo com essa guerra que temos todos os dias? Prometo ceder também o meu lado, para que o seu também se satisfaça e com isso entramos em um acordo.

Não precisamos ser por completo, pura razão ou pura emoção, precisamos apenas nos sentirmos completos com nós mesmos, se conseguirmos nos sentirmos em paz quando fecharmos nossos olhos, talvez, a paz e a tranqüilidade para outras coisas seja só um mero detalhe.

Isso é apenas um pedido, ok? Podemos considerar isso como um acordo agora? Se dermos as mãos nesse momento, promete tentar? Sim, peço para prometer, porque gosto de promessas, é algo a mais para que eu possa acreditar. Gosto do fato de termos em que acreditar.

Já não agüento mais, ficar aqui sozinho no escuro, enquanto me ignora, como uma criança sentada no chão e encostada na parede, chorando com a cabeça sobre os braços que ficam sob os joelhos, eu chorando daqui e você me ignorando daí, como se tudo estivesse a todo tempo, tudo bem, quando no fundo sabemos que não está.

Por isso estou aqui, neste momento, de braços abertos, da mesma forma que os seus estão sempre estendidos para os outros, os meus estão aqui, estendidos para você, para que possamos fazer as pazes, diminuir todo o sofrimento, crescermos, evoluirmos e seguirmos em frente, juntos! Diante disso, aceito até uma mesa redonda, para convidarmos também todos os monstros que me assombram e te assombram, uma reunião, com direito a café, para entrarmos em acordo, diante do longo dialogo que teremos.

Prometo também, que depois de tudo isso, cumprirei todas as promessas..
E há, a ultima e indispensável... Prometo amar-te, respeitar-te, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe!

Vivendo uma história de amor, com nós mesmos, mesmo dentro e/ou depois de tantas guerras, em busca de uma só coisa, a nossa paz e a nossa liberdade. Juntos. Afinal, somos a mesma pessoa!


De: Eu.

(Victor B. Neves – 15/07/2020)

Victor Breno Neves
*Victor B. Neves é estudante de psicologia na Faculdade da Alta Paulista (FAP), associado do Leo Clube de Tupã. Escritor, compositor, vocalista e baterista da Banda Vepp, também residida na cidade de Tupã. Victor busca de diversas formas pensar e repensar sobre os pré-conceitos que temos, sobre nós mesmos, nosso dia-a-dia e nossa vida. Sendo assim, tentando estar diariamente ressignificando o próprio sentido e o próprio sentimento.
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