01 de Dezembro de 2021
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Qual o valor da vida?

Camila Lima é Psicóloga Organizacional, possui MBA em Gestão de Pessoas, é Coach e Grafóloga.

Setembro é o mês de conscientização frente a prevenção do suicídio e valorização a vida. Setembro amarelo nos chama a atenção para falarmos sobre esse assunto tão delicado e sério, mas que não deve ser esquecido no decorrer do ano.

O suicídio é um fenômeno complexo que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero, mas o suicídio pode ser prevenido.

Por ano, em média 800 mil pessoas em todo o mundo cometem suicídio, que é a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade. Os números foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A cada 10 suicídios, 9 poderiam ter sido evitados, mas por que esse número é tão expressivo? Em sua grande maioria, o suicídio apresenta sinais que se previamente identificados, podem salvar vidas. Saber reconhecer os sinais de alerta em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo.

A cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo. Estes números estão bem abaixo de índices de tentativas de suicídio registradas. O suicídio envolve na maioria das vezes ideação e planejamento, mas muitos são os aspectos emocionais e subjetivos frente ao tema, a sociedade o vê como um tabu e geralmente cheio de estigmas e crenças incorretas.

O que podemos fazer a respeito desse assunto? O primeiro passo é compreender que esse é um problema sério, a ausência de empatia, além do desconhecimento da real seriedade do assunto são pontos críticos que devem ser trabalhados.

Identificação de sinais como mudança na personalidade, raiva, culpa, irritabilidade, pessimismo e apatia, discursos negativos e de descontentamento frente a vida, falta de perspectivas ou planos, mudança brusca na rotina, podem ser sinais para o suicídio. Nem sempre estes sinais são verbalizados claramente, muitas vezes isso pode ser apresentado a partir de comunicação escrita ou até mesmo através de desenhos. Fique atento a postagens em redes sociais e etc. Estas falas não são "frescura" ou manipulação e não devem sobre hipótese alguma, serem vistas dessa forma. Se uma pessoa demonstra comportamentos que indiquem sinais de tristeza profunda, conceda seu tempo e ouça sem julgamento, esse é um problema sério que deve ser tratado com carinho e respeito.

Quando é possível identificar estes sinais, é possível também auxiliar familiares e amigos em situações de vulnerabilidade no direcionamento a serviços de apoio evitando a efetivação do mesmo. Pessoas sobre risco de suicídio possuem pensamento distorcido e não enxergam perspectivas, o passado é sombrio e o futuro é incerto.

O suicídio é pouco discutido, devido ao preconceito enraizado e preocupação errônea que falar sobre o assunto pode estimular pessoas em situações de tristeza profunda a o cometerem de fato.

E se você, neste momento sente-se dessa forma, compreenda que todos enfrentamos momentos difíceis e é natural não darmos conta de tudo. Não estamos o tempo todo felizes, essa é a natureza humana. Considere que a vida tem o seu valor e é possível com apoio de outras pessoas encarar estas adversidades.

Eu sei que às vezes dói e achamos que não vai passar, eu sei que às vezes a vontade de ficar sozinho existe e muitas vezes nos sentimos impotentes, mas está tudo bem não darmos conta sozinhos, tudo bem pedirmos ajuda e nos sentirmos fracos, mas não está tudo bem desistirmos de nós. A vida é cheia de possibilidades e maravilhosa em sua essência, mesmo que neste momento você não consiga enxergar. Confie e permita que outras pessoas te apoiem, peça ajuda. Você não está sozinho. Diga sim a vida!
Colunista
Camila Lima
*Camila Lima é Psicóloga Organizacional, possui MBA em Gestão de Pessoas, é Coach e Grafóloga. Atua área Organizacional, dentro do RH a mais de 9 anos. Professora no Centro Nacional Integrado de Cursos (CENAIC), Idealizadora de Lúdica Estratégias Gamificadas de Desenvolvimento Humano, focada na Aprendizagem Corporativa.
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