17 de Maio de 2022
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Recuperação econômica?

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista do Tupãcity.

Há uma presunção no mercado de que o PIB poderá crescer de 4% a 5% até o final de 2021. É uma projeção otimista, que poderá ser efetivada desde que a Economia Brasileira retome suas atividades normais na maior brevidade possível. Afinal de contas, já passamos da metade do ano, e as perspectivas atuais não permitem tamanha alegria, pois as atividades econômicas ainda estão longe da plenitude.

Primeiro porque o ritmo da vacinação contra a Covid-19 ainda é muito lento e muito distante ainda de vacinar a totalidade dos adultos e os mais jovens, que compõem significativas parcelas da PEA-População Economicamente Ativa, que respondem pela retomada do mercado consumidor e produtor. E todos devem saber que somente com a vacinação da grande maioria da população-imunidade de rebanho- que o país pode alavancar suas atividades e recuperar as enormes perdas neste um ano e meio de pandemia. Segundo porque há ainda, face às atividades produtivas distantes de sua normalidade, muita falta de peças, equipamentos, matérias-primas do mercado nacional e importados. Inclusive, muitas empresas antecipam férias, pois não há componentes das linhas de produção. Terceiro, há um aumento nada desprezível da inflação, que está bloqueando o consumo dos brasileiros, impactando por consequência, nas vendas, na produção e, portanto, na recuperação econômica. Haja vista os sucessivos aumentos dos combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica e outros insumos. Com tudo isso, dificilmente se pode esperar um salutar crescimento econômico (PIB) brasileiro no ano de 2021. A não ser que se queira ser otimista por natureza.

Finalmente, a recuperação econômica projetada não representa uma elevação de investimentos na capacidade produtiva da Economia Brasileira, outrossim, apenas retomar a ociosidade do sistema produtivo que foi paralisado pela pandemia, que, como frisei, está ainda longe do controle e da volta da normalidade. Além do que, há no ambiente político macro, muita turbulência, afugentando investidores e impondo limites no crescimento da fragilizada economia do Brasil.

Há ainda, um desequilíbrio nada marginal nas relações entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário Nacionais que trazem muita insegurança aos investidores nacionais e internacionais. Sem dúvida alguma, carecem de diálogos, moderação, serenidade e tranquilidade, fundamentais para a retomada verdadeira da Economia Brasileira. E sem investidores não há retomada do crescimento e desenvolvimento econômicos.
Colunista
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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