06 de Junho de 2020
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SEGUINDO O MANUAL

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, Professor da FACCAT e articulista do Tupacity.

* Roberto Kawasaki

Nos tempos de hoje, globalizado e com acesso às tecnologias da informação amplamente disponíveis, os países, entidades, empresas, famílias e pessoas, devem tomar as devidas precauções e cuidados. Haja vista o problema trazido pelo Coronavírus. Mesmo com todos as medidas profiláticas, ninguém está devidamente seguro de não ser contaminado pelo temido mal atual.

Informações são absolutamente imprescindíveis, ainda que insuficientes. Tomar decisões após auscultar os especialistas é condição necessária, porém não totalmente segura. O Coronavírus traduz uma realidade terrível: somos integralmente reféns do mundo externo, cada vez mais complexo e inseguro, instável e transitório.

Essas considerações poderiam perfeitamente ser encaixadas no conhecimento científico e tecnológico. Vejam por exemplo, o mundo da Economia.

Nós, economistas, após estudar a vasta Ciência Econômica, ler e debater pensadores de escolas distintas e por vezes contraditórias, acompanhar a evolução da Economia Política ao longo de séculos e ficar completamente focado nos ganhadores dos prêmios Nobel de cada ano, estamos desorientados quanto aos impactos de variáveis imprevisíveis, como o Coronavírus, sobre as Economias de países e da Economia Mundial.

São muitas variáveis em questão, como câmbio, juros, preços, lucros, salários, taxas, tributos, política fiscal, política monetária, política financeira, governança corporativa, sustentabilidade financeira, preservação ambiental, taxa de investimento, taxa de poupança, gastos públicos, redução de custos, Previdência Social, Previdência Privada, ...

Por outro lado, há ainda variáveis como a Ciência Política, Relações Internacionais, Diplomacia, Saúde Pública, Educação Continuada, Inovações Tecnológicas e Avanços Científicos, Questões Militares estratégicas, Epidemias e Pandemias como o Coronavírus.
Pois bem, se não bastassem tantas variáveis que devem ser estudadas e correlacionadas entre si, surgem do vazio, fenômenos aterrorizantes como o Coronavírus. Causando, evidentemente, imprevisíveis impactos sobre o mundo interdependente que se vive em pleno terceiro milênio.

Fiz estas considerações, para contextualizar uma verdade verdadeira: a fragilidade e vulnerabilidade humanas. Por estas razões, o Brasil deve obedecer rigorosamente o roteiro econômico tradicional, como todos que seguem o receituário recomendado pelo OMS, não é verdadeira e totalmente seguro. Contudo, deve ser obedecido por todos. Ou será
que se pode contrariá-lo ? Obviamente que não. Obedecendo cegamente não é amplamente tranquilizador, imagina se for contrariado...

Assim sendo, leitoras e leitores, o Brasil deve seguir o manual de boas maneiras, quanto à Política Fiscal, Previdenciária, Administrativa Pública, Tributária, Segurança Pública, Ambiental, Industrial, Educacional, Saúde Pública, Jurídica, Política Monetária, Científica e Tecnológica, Câmbio, Economia Internacional, etc.

Não nos cabe protagonismo nesse cenário perturbador, em crises incontroláveis, e o Coronavírus é o exemplo atualíssimo. Cabe isto sim, apenas seguir o manual.

Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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