17 de Maio de 2022
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Trágico e devastador

Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista do Tupacity.

Fonte: transparência.registrocivil.org.br
Fonte: transparência.registrocivil.org.br


Afinal de contas, as terríveis mortes causadas pela Covid-19 no Brasil, desde o seu início em 2019 até o presente, correspondem a notificações corretas ou subnotificações? Segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, que mantém o portal Transparência de Registro Civil, publica diariamente as informações relativas aos óbitos contabilizados. No quadro acima, que traz os falecimentos causados por doenças respiratórias de 2019, 2020 e 2021, pode-se aferir algumas conclusões.

Primeira, os números assustam. Se as mortes por pneumonia, insuficiência respiratória e septicemia caíram de 2019 para 2020, as causadas por SRAG, demais e indeterminadas subiram no mesmo período. Contudo, nada se compara com os óbitos provocados pela Covid-19. E o que é mais trágico relativamente ao Coronavírus: em 2021 já é muito superior que 2020 e sequer chegamos na metade do ano. Sem dúvida alguma, este ano é significativamente pior que o ano passado.

Segunda, as mortes causadas por "Demais" é o segmento maior em números absolutos e cresceram de 2019 para 2020, bem como aquelas provocadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave-SRAG, JUNTAMENTE com a Covid-19, o que impede concluir que há excesso de notificações de óbitos por Covid. Ao contrário, os dados permitem afirmar que, na verdade, há subnotificações de mortes provocadas pelo Coronavírus, haja vista que os números de causas por Demais, Indeterminadas e SRAG superam em muito os números de causas de mortes por pneumonia, insuficiência respiratória e septicemia.

Terceira, projetando os óbitos de 2021, pode-se afirmar que as mortes por Covid-19 em 2021, além de superar já em Junho deste ano, os falecimentos de todo o ano de 2020, responderá pela explosão de mortes de causas respiratórias em 2021. Nada é mais trágico e devastador.
Colunista
Roberto Kawasaki
*Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT e articulista da Folha do Povo e do TupaCity.com
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