08 de Março de 2021
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Vocações consagradas a serviço do evangelho da paz

A Igreja presente no mundo, manifestando-se em diversos jeitos, empenha-se em oferecer um relevante incentivo às vocações no mês de agosto. Conforme é de nosso conhecimento, pelo Batismo comum que comungamos em nome da Trindade Santa, somos chamados à vocação de discípulos-missionários, isto é, participamos do sacerdócio vivido e instituído por Jesus. Ao nos colocarmos à escuta da Palavra, ao sentirmo-nos enviados a propagá-la pelo mundo afora, ao participarmos dos sacramentos da Igreja, ao assumirmos os serviços e ministérios de nossas comunidades eclesiais, tudo trata-se de vocação cristã fruto da vivência concreta do Batismo.

O Batismo como base comum da vocação cristã implica abertura ao chamado vocacional mais exigente. Isto acontece quando alguns homens e mulheres respondem ao Senhor de forma profunda, querendo segui-lo mais de perto, esforçando-se viver em suas próprias vidas a vida do Mestre Jesus. As pessoas que correspondem a este perfil, são os consagrados nos institutos, nas congregações, ordens, associações, comunidades de vida, etc.

Além das tantas consagrações, há aquela que é assumida através da ordenação sacerdotal. É o caso de alguns homens, escolhidos por Deus dentre o seu povo, após testemunharem um propósito positivo ao chamado do Senhor, se preparam conforme orienta a mãe Igreja, nos aspectos intelectual, pastoral e comunitário. São ordenados no devido tempo e assumem com ardente desejo a causa de Jesus Cristo, isto é, continuar sua missão, vivendo e morrendo por causa do Evangelho mensageiro de um certo Reino. Através da Igreja, sinal visível de salvação, homens se colocam a serviço do Evangelho da Paz, Evangelho de Vida. Esses homens são os padres. Tal modalidade vocacional identifica-se totalmente com a interioridade e exterioridade da pessoa de Jesus Cristo.

Colocar-se a serviço do Evangelho, através da Igreja pensada e fundada por Jesus, requer despojamento absoluto, é assumir com alegria os não poucos desafios e sofrimentos decorrentes do exercício das funções de profeta, sacerdote e pastor. Viver a interioridade de Jesus é assumir a condição de discípulo, é colocar-se num estado de oração voltado ao Pai, fazer da vida um testemunho orante, de escuta e discernimento pelos ideais do Evangelho; viver a exterioridade de Jesus, é assumir a condição de missionário, é colocar-se num estado de serviço, fazer da vida um instrumento de Deus, testemunho de paixão pelo Reino, servindo preferencialmente os mais necessitados, esforçando fervorosamente aproximar a nossa realidade terrestre do Reino eterno pregado e prometido por Jesus.

Servir o Senhor em consonância com as exigências do Evangelho é colocar o nosso coração no Sagrado Coração de Jesus, já que Jesus por sua vez colocou o seu Coração em nossos corações. Prova de amor maior não há, jamais fora demonstrada, o Senhor Deus na pessoa de Jesus entrega-se à morte de cruz e por nós também ressuscita.

Agosto, mês de tantas belas vocações, dentre as quais, a de Santo Afonso de Ligório, de São João Maria Vianney, de São Lourenço, de Santa Clara, de São Maximiliano Kolbe, de Santa Rosa de Lima, de São Bartolomeu, de Santa Mônica, de Santo Agostinho, vocações que encontraram Deus já nesta vida terrestre e com o Senhor da messe fizeram uma experiência radical. Que o tempo deste mês do ano dedicado à Paz aqui no Brasil, ano dedicado à vida consagrada universalmente, seja uma especial oportunidade em reforçar a nossa fé quanto ao chamado que Deus nos fez e nossa livre resposta positiva a Ele. Tempo oportuno para auto avaliarmos com consciência e coragem nossa vocação. É tempo de amor à vida consagrada.

Amemos nossa vocação e sejamos alegres e felizes com a escolha que fizemos, não obstante, a parcela de sacrifícios que temos que assumir em qualquer escolha que fizermos. No atual ano, dedicado à paz e à vida consagrada, a Diocese de Assis está pensando em lançar a proposta de fundação da Irmandade de São Francisco, que também será, um outro jeito de vida consagrada a Deus, à paz e ao bem. Que Maria Santíssima, mãe de Deus, da Igreja e nossa, que também neste mês celebramos sua realeza e Assunção, abençoe nossa vocação e nos ampare na caminhada rumo à casa do Pai.

Em Cristo Jesus,
Paz e Esperança!





DOM SIMÃO
Bispo de Assis-SP

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