04 de Junho de 2020
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Parquinho é mais importante que mesa e lápis para aprender a ler e escrever

Já levou seu filho ao parquinho hoje? Para a criança, as brincadeiras são as responsáveis pela estruturação do desenvolvimento psicológico e motor.

Já levou seu filho ao parquinho hoje?
Já levou seu filho ao parquinho hoje?

Brincar é mais do que uma atividade recreativa. Para a criança, as brincadeiras são as responsáveis pela estruturação de seu desenvolvimento psicológico e motor.

É o que explica a pedagoga Vanessa Satolo, da Escola Esperança de Tupã. De acordo com ela, brincar é muito mais do que os pais pensam ser apenas um "hobby" ou algo a se fazer nos momentos livres: brincar é a maneira com que a criança se relaciona com o mundo, é uma necessidade.

"O interesse da criança pelas brincadeiras muda conforme ela vai crescendo e os pais e a escola, precisam estar atentos, oferecendo propostas que estejam de acordo com a faixa etária de cada um", explica a pedagoga. "É importante observar as preferências da criança, como ela se organiza na brincadeira, pois isso diz muito sobre quem ela é".

Muitas pessoas se perguntam: "Como pode o brincar no parque ajudar o meu filho a ler e escrever, mais do que ficar em casa a fazer grafismos?” ou "O que pode o movimento fazer para ajudar o meu filho a escrever ou prestar atenção ao que diz o professor?”.

A verdade é que nenhuma criança pode aprender a ler e escrever sem que esteja preparada em termos de desenvolvimento.

Já na educação infantil muitas crianças começam a ser cobradas sobre as competências de escrita. Pais e educadores se preocupam excessivamente com atividades escritas, quando o principal foco, nesta idade, deve ser o preparar os alicerces que efetivamente sustentam as competências futuras de leitura, escrita e cálculo.

"As atividades motoras, que são aquelas feitas ao ar livre, brincar no parquinho, escorregador, bicicleta, enfim, tudo que estimule a parte motora é muito importante, pois irá ajudar a criança a entender o próprio corpo, a se conhecer, conhecer seus limites e potencialidades", diz Vanessa. "É desta forma que nossas crianças terão os chamados 'pré-requisitos' para a alfabetização", acrescenta.

A pedagoga da Escola Esperança ainda elenca algumas habilidades importantes para favorecer as crianças na alfabetização: lateralidade, coordenação motora, organização temporal, espacial e força.

"Quando uma criança pega um baldinho cheio de areia, ela está fazendo um trabalho de força muscular que vai favorecer a alfabetização e auxiliar futuramente no momento em que ela segurar um lápis", salienta.

Na Escola Esperança brincar é coisa séria. É a principal forma de expressão da criança e o principal meio para ela observar e interagir com o mundo.

"Aqui na escola a criança vem preparada para brincar e os profissionais preparados para ensinar. O adulto que cuida desta criança deve ter muito claro o que ser feito, quais habilidades precisam ser desenvolvidas e, partir disso, saber quais brincadeiras oferecer. E é aqui que entra a importância de uma formação sólida. A criança vem para brincar, mas o adulto tem que ser um profissional que entenda e favoreça essas habilidades das crianças", finaliza.


Redação Tupacity.com/Especial Publicitário
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