28 de Novembro de 2022
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Notícias - Educação

Apesar das dificuldades do ensino remoto, mãe comemora alfabetização da filha

Daniele Rangel, de 34 anos, contou os desafios durante a alfabetização de sua filha do meio, além das demais dificuldades encontradas neste "novo normal".

A pandemia trouxe desafios em várias áreas, inclusive na educação, que fez com que pais e responsáveis se adaptassem à nova rotina de estudos de forma remota. Algumas famílias acabaram encontrando dificuldades tanto por conta da tecnologia, quanto pela adaptação dos filhos neste novo modo de estudar.

Apesar de todas as adversidades, muitos conseguiram se habituar a essa nova realidade que transformou a sua casa em uma sala de aula. Esse é o caso da Daniele Rangel Silva Zamai, fisioterapeuta, de 34 anos, e mãe da Júlia, de 9 anos, Maria Eduarda, de 6 anos, e da Alice, de 2 anos.

Todas as filhas da Daniele estudam na rede municipal de ensino, de segunda a sexta-feira, com aulas ao vivo pela plataforma Meet. Além disso, as meninas também fazem aula do projeto (Natação) e de ginástica rítmica (Casa do Garoto).

Daniele é mãe de Júlia, Maria Eduarda e Alice.
Daniele é mãe de Júlia, Maria Eduarda e Alice.


Tendo isso em vista, a equipe de reportagem do TupãCity.Com entrou em contato com a Daniele, que relatou como consegue conciliar a rotina de estudos das meninas com seus demais afazeres.

"Para conseguir conciliar tudo eu precisei criar uma rotina desde o início da pandemia e fazer algumas adequações, como, por exemplo mudar o meu horário de trabalho, já que eu tinha essa flexibilidade", explica.

Ela conta que o processo de adaptação no início não foi nada fácil, já que a filha mais velha (Júlia) sentia muita falta do ambiente escolar. "No início, as aulas não eram ao vivo e sim gravadas, o que dificultava muito. Minha filha do meio (Duda) estava começando a alfabetização e teve bastante dificuldades nos primeiros meses". Vale destacar que Duda, a filha do meio, teve um boletim exemplar e a mãe orgulhosa fez questão de publicar nas redes sociais, como um incentivo às demais pessoas que vivem a mesma situação.

Boletim da filha do meio, Maria Eduarda.
Boletim da filha do meio, Maria Eduarda.


As dificuldades foram intensas, mas Daniele relata que precisava dar o seu melhor para suas filhas. "Eu precisava dar o meu melhor para elas, então, desde o ano passado procuro fazer uma rotina mais próxima do 'novo normal'", disse.

As meninas têm hora para acordar, tomar café da manhã, se arrumar e iniciar as aulas. "O período da manhã é dedicado a isso. Elas brincam entre elas, se divertem, as levo para fazer atividades ao ar livre, tendo todo o cuidado com a saúde das meninas".

Daniele também deixa um recado para as mamães que enfrentam a mesma situação, mas ainda não conseguiram se adaptar. "Não desanimem. Eu encontrei muitas dificuldades no início, mas coloquei como prioridade o ensino das minhas filhas, para que elas continuassem o desenvolvimento. Então, dêem o seu melhor, que bons frutos virão", afirma.

"Independente do ensino, se particular ou municipal, com o apoio de mãe e pai, nossos filhos vão se desenvolvendo cada vez mais em meio a pandemia. E vamos vivendo né, um dia de cada vez", finaliza.


TupãCity - Ana Santoni
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