03 de Outubro de 2022
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Fumaça de queimadas encobre SP e muda paisagem até em Tupã

O avanço desse "corredor de fumaça" pelo Oeste Paulista se deve à aproximação de uma frente fria, que deve limpar a atmosfera

Os moradores de Tupã e região puderam perceber que o Oeste Paulista está encoberto por fumaça, neste sábado (10).

Alguns climatologistas sugerem que o fenômeno é proveniente de queimadas registradas na Amazônia, que fica a mais de 2 mil quilômetros de distância e que ocorrem desde o início da semana. A opinião, no entanto, encontra divergências.

"Hoje, o dia amanheceu meio embaçado, mas isso é devido às queimadas ocorridas na região Norte, Mato Grosso, parte da Amazônia. Como a seca lá ainda está muito intensa, as queimadas atuantes em grande intensidade, isso aí provoca muita fumaça na atmosfera e, essa fumaça, tem se espalhado por grande parte da América do Sul, desde a região Norte atingindo aqui o Estado de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e até alguns países vizinhos", diz o climatologista Vagner Camarini, de Presidente Prudente.
Fumaça de queimadas da Amazônia cobre Tupã e muda paisagem/Foto: Bruna de Pieri
Fumaça de queimadas da Amazônia cobre Tupã e muda paisagem/Foto: Bruna de Pieri


Segundo a agência Climatempo, boa parte do Sudeste e até do Sul do país têm registros de fumaça de queimadas oriundas do Amazonas e do Centro-Oeste do Brasil. Mas, apesar disso, não é possível associar diretamente possíveis cheiros de fumaça no ar paulistano às queimadas amazônicas.

Há queimadas no próprio estado de São Paulo. Segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), desde o início de setembro, 141 focos de calor foram identificados por imagens de satélite.

A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) também não relaciona isso às queimadas na Amazônia. Em nota, a companhia afirma que o transporte da pluma de poluição vindo da Amazônia e dos focos de queimadas no Centro-Oeste geralmente ocorre em altitudes elevadas da atmosfera.Parte desse material, porém, pode chegar a altitudes mais baixas, dependendo da situação.

"Diante dos dados, não é possível inferir qual parcela dos níveis observados [de material particulado> seria causada por uma eventual contribuição dessa pluma e qual está associada às fontes de emissão usuais da cidade, como veículos e indústrias, entre outros", afirma a Cetesb. "Vale destacar que os níveis de poluição observados no momento na cidade não destoam significativamente dos encontrados na época do inverno, em condições meteorológicas similares.

"Para a meteorologista Carine Gama, da Climatempo, as queimadas que ocorrem de forma geral no Brasil podem refletir no estranhamento que as pessoas relatam em relação ao ar.

"Toda essa circulação de ventos ajuda transportar essa fumaça toda para boa parte de MT, MS, PR e SP. Então sentimos, sim, esse reflexo todo", afirma.
Com informações do G1 e Folha de SP
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