22 de Abril de 2021
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Museu 'Índia Vanuíre': semana do índio será no período de 12 a 25

Trata-se de um evento cultural para aproximar as culturas indígenas das não indígenas, demonstrando que o Brasil, a região Oeste de São Paulo e a cidade de Tupã se constituem pela diversidade e pelas diferenças.

A Semana do Índio de número 49, que neste ano acontece no período de 12 a 25, é realizada anualmente pelo Museu Histórico e Pedagógico ''Índia Vanuíre'' buscando a promoção das culturas indígenas que coabitam as aldeias Vanuíre, Icatú e Araribá, onde moram as etnias kaingang, krenak, guarani e terena.
Trata-se de um evento cultural para aproximar as culturas indígenas das não indígenas, demonstrando que o Brasil, a região Oeste de São Paulo e a cidade de Tupã se constituem pela diversidade e pelas diferenças.

"Nesse sentido, a 49ª Semana do Índio de Tupã acontece para que nos lembremos de que os indígenas no Brasil fazem parte da nossa sociedade", destacou o museu.
O evento será realizado em edição virtual, por causa da pandemia, no período de 12 a 25 de abril, e compreende uma programação com diversas atividades culturais:

Abertura
A abertura da Semana do Índio acontece com a apresentação de um vídeo, no dia 12, segunda-feira que vem.
Tamimi Borsatto, gerente do museu, estará convidando o público a acompanhar a 49ª Semana do Índio, divulgando as riquezas culturais dos povos indígenas do Oeste de São Paulo.
Também no dia 12 acontece o depoimento sobre o cântico e a dança kaingang do Oeste paulista.
A dança e o cântico são duas das expressões mais bonitas e simbólicas dos indígenas. Será apresentada a kaingang Susilene, membro do grupo de dança kaingang, falando sobre a importância dessa manifestação cultural para o seu povo.

Passeio virtual
pela Aldeia Ekeruá
No dia 13, o terena David Henrique compartilha parte da aldeia Ekeruá e fala sobre o dia a dia dos terenas que habitam essa aldeia.

Confecção de
artesanato
Utilizando os mais variados tipos de sementes, o colar é um adorno usado por diversos povos indígenas nas situações mais diversas, como rituais, comemorações, dia a dia etc.. Márcio Lipú, terena da Terra Indígena Vanuíre, mostra no dia 14 como é confeccio-nado um colar indígena.

Dança e
cântico Guarani
da aldeia Teregua
No dia 15, o grupo de dança Tapê Porã Tekoa Teregua (Aldeia Indígena Araribá) transmite por meio de vídeo, sua dança e cântico. A exibição mostra também depoimentos que revelam a importância dessa manifestação cultural para o seu povo.

Live: O Olhar indígena da aldeia Icatu em
tempos de pandemia
No dia 16, Ronaldo Iaiati, cacique da Aldeia Icatu e o professor indígena Samuel Oliveira retratam por meio de uma live os impactos e desafios vividos neste momento de pandemia e como tem sido resistir e garantir suas existências, mantendo ativas suas culturas e tradições.

Apresentação
cultural do povo
da aldeia Kopenoti
No dia 17, o som, a dança e a união dos indígenas da aldeia Kopenoti. Haverá uma apresentação mostrando sua importância para a transmissão do saber e fortalecimento da cultura. Por meio de vídeo, eles compartilham uma apresentação de dança e canto guarani.

Pintura
Corporal
Guarani Nhandewa

Todos já devem ter visto que muitos indígenas pintam seus corpos em várias ocasiões. Para eles, a pintura tem um significado importante, que varia de povo para povo. No vídeo do dia 18, uma guarani da Aldeia Nimuendaju contará um pouco sobre a pintura corporal do seu povo.

Comida
típica kaingang
No dia 19, a kaingang Dirce Jorge compartilha o passo a passo de um alimento tradicional. Feito com milho roxo, um alimento que os kaingangs gostam muito de comer.

Brincadeira indígena: Corrida de maracá
O grupo de krenak da Aldeia Indígena Vanuíre apresenta no dia 20 o jogo "Corrida de Maracá", uma modalidade que é usada em jogos e gincanas indígenas. Além de proporcionar lazer e interação, promove a transmissão da cultura de geração em geração.

Esporte indígena:
Arremesso de lança


O grupo de krenak da Terra Indígena Vanuíre apresentará, por meio de vídeo, no dia 21, o jogo "Arremesso de lança". Trata-se de uma modalidade muito disputada em jogos e gincanas indígenas. Ele é dividido em equipes com 3 integrantes cada e em fases também distintas, mulheres, homens, infanto-juvenil e crianças, separados por sexo e idade, onde a equipe que jogar a lança mais longe, na somatória do grupo, vence a competição.

Culinária típica do povo da aldeia
de Kopenoti
No dia 22, uma indígena da aldeia de Kopenoti ensina o passo a passo de uma comida típica do povo guarani do Oeste de São Paulo.

Jogos e Brincadeiras Indígenas
A terena Zélia realiza, no dia 23, uma demonstração de jogos e brincadeiras indígenas realizadas com as crianças e os jovens terenas da aldeia Ekeruá.

Antes e pós pandemia na aldeia Tereguá

No dia 24, Elizeu Terena, traz seu depoimento sobre o dia a dia de sua comunidade antes e pós pandemia, além de abordar as ações que realizam para preservar as referências indígenas e o seu povo.

Passeio virtual pelo espaço cultural
da aldeia Nimuendaju


Por meio de vídeo, no dia 25 a guarani Nhandeva Creiles Marcolino compartilha um espaço muito especial ao seu povo. O "Espaço Cultural", como é chamado, é realizado para manifestações culturais dos guaranis Nhandewa, recebendo visitantes não indígenas e apresentando a cultura guarani Nhandewa. Devido à pandemia, hoje o ambiente é utilizado somente pela comunidade e não está recebendo visitas de não indígenas.
Diário Tupã
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