04 de Junho de 2020
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Zona Azul não tem previsão para retorno em Tupã

Cenário de incertezas em relação à reabertura do comércio tira de discussão a possibilidade do retorno da Zona Azul

O Decreto Municipal nº 8.767, de 8 de maio do prefeito Caio Aoqui, autorizou a reabertura controlada de estabelecimentos comerciais em Tupã durante a pandemia do novo coronavírus.

Com isso, a movimentação nas áreas centrais do município começou a aumentar e a população já enfrenta dificuldades para estacionar, principalmente nos horários de pico.

Em 7 de abril, a Legião Mirim comunicava o encerramento das atividades da Zona Azul em Tupã. De acordo com o presidente da Legião Mirim, Diego Saia, a decisão foi tomada com base na situação econômica e de saúde pública que o país atravessa durante a pandemia.

"Com medo de não ter condições de honrar com nossos deveres trabalhistas por ausência de recursos financeiros, estamos encerrando as atividades em Tupã", disse Saia em entrevista ao Tupacity.com na ocasião. (Relembre)

Não apenas em Tupã, mas em Adamantina, por exemplo, os serviços da Zona Azul foram suspensos. Nesta cidade, no entanto, a cobrança do estacionamento já voltou a ser feita, segundo informou o site Siga Mais nesta semana. "Mesmo sem nenhuma medida oficial de flexibilização, o movimento de veículos e pessoas voltou a ocorrer nas ruas centrais da cidade, o que levou o IAMA (Instituto de Assistência ao Menor de Adamantina) a decidir pela retomada dos serviços", noticiou o portal.

Em Tupã, o Tupacity.com apurou que a volta da Zona Azul não se discute por enquanto. O motivo, de acordo com Diego Saia, são as incertezas para o setor econômico nos próximos meses.

De acordo com ele, mesmo que haja uma liminar na cidade que permite a reabertura controlada do comércio, não se sabe por quanto tempo esta permissão estará em vigor e nem quais serão as próximas medidas a serem adotas por João Doria. Recentemente, o governador prorrogou até 31 de maio a quarentena em todo o estado, sem flexibilização.

Outro fator é que o governo do Estado de São Paulo já impetrou agravo interno à decisão que concedeu parcialmente a tutela antecipada requerida por Tupã, requerendo assim a cassação da liminar de flexibilização. O processo aguarda decisão do desembargador para decidir se a liminar será mantida ou cassada.

"Não sabemos até quando esta liminar vai permanecer, nem até quando o comércio de todo o estado de São Paulo terá permissão de abertura", declarou Saia.

Em Bastos, por exemplo, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) derrubou nesta quinta-feira (14) a medida que permitia a flexibilização da quarentena em Bastos (SP).

A decisão foi tomada em julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado, conforme noticiou o Tupacity.

Nova licitação da Zona Azul

Além dos motivos elencados acima, Diego Saia explica que no final deste ano haverá uma nova licitação para a Zona Azul.

"É muito temerário discutirmos a retomada da Zona Azul em meio a estas incertezas de não sabermos quando as coisas começam a se normalizar. Algumas discussões preveem que as atividades em São Paulo voltam ao normal em agosto. Se contratarmos pessoas neste período (que se encaminha já para o fim do ano) e se eventualmente a Legião Mirim perde a licitação, não teremos caixa para arcar com as rescisões", acrescenta.

Ainda conforme Saia, se houvesse de imediato alguma certeza sobre a retomada do comércio, a volta da Zona Azul poderia ser discutida.

Redação Tupacity
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