25 de Setembro de 2022
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Astronomia em agosto terá superlua, oposição de Saturno, meteoros e mais

O evento celeste mais esperado do mês é a chuva Perseidas, uma das mais intensas do ano, que pode gerar até 60 meteoros por hora em seu pico.

Superlua fotografada em Roma, na Itália, em junho Imagem: Guglielmo Mangiapane/Reuters
Superlua fotografada em Roma, na Itália, em junho Imagem: Guglielmo Mangiapane/Reuters


Após um mês de julho bem movimentado (astronomicamente falando), agosto chega com mais espetáculos celestes interessantes. Os destaques ficam para a chuva de meteoros Perseidas, a última "superlua" do ano e a oposição de Saturno, além de belas conjunções.

Todos são visíveis a olho nu, de qualquer parte do Brasil. O inverno trouxe noites mais longas, frias e secas, em geral com poucas nuvens no céu, contribuindo para as observações. Então aproveite.

Lembrando que um site ou app de astronomia (como Skywalk, Starchart, Sky Saari ou Stellarium) são úteis para encontrar a posição dos objetos e prever os melhores horários de visibilidade em sua região.

Confira, abaixo, os principais eventos astronômicos do céu de agosto:

11/8: Superlua do Esturjão

A terceira e última "superlua" de 2022. Por estar um pouco mais próxima da Terra, poderá parecer até 15% maior e 30% mais brilhante. Mas não é algo tão perceptível: aos nossos olhos, ela será tão exuberante quanto qualquer Lua cheia.

Aproveite para admirá-la logo após nascer, próxima ao horizonte, pois efeitos ópticos fazem com que ela apareça ainda maior, por causa da perspectiva com referenciais terrestres, como prédios e árvores. Nesse horário, ela também pode apresentar belas tonalidades amareladas, alaranjadas ou até mesmo avermelhadas, devido à interação com a atmosfera.

Nesse dia, ela nascerá ao leste, por volta das 17h30, no mesmo horário do pôr do Sol (quem tiver uma vista desobstruída, poderá acompanhar os dois fenômenos simultaneamente, um em cada lado do céu).

A Lua ficará visível durante toda a noite, atravessando o céu — ressaltando que a primeira hora após o nascimento é o momento mais interessante.

O dia seguinte também é uma ótima oportunidade de observação, com nosso satélite ainda com 100% de iluminação. Mas ela nascerá um pouco mais tarde, aproximadamente 18h40.

"Esturjão" é o apelido que os povos nativos norte-americanos deram para a Lua cheia de julho, época em que estes peixes raros de água doce, com aparência pré-histórica, apareciam com mais frequência nos lagos.

12 e 13/8: Pico da chuva de meteoros Perseidas

O evento celeste mais esperado do mês é a chuva Perseidas, uma das mais intensas do ano, que pode gerar até 60 meteoros por hora em seu pico.

Infelizmente para os brasileiros, este fenômeno é melhor observado no Hemisfério Norte. Por aqui, poderemos ver alguns riscos brilhantes no céu. Quanto mais "para cima" no Brasil, mais chances — ou seja, quem pode se dar melhor são os moradores do Norte e Nordeste.

Outro problema é que a Lua estará quase na fase cheia, ofuscando os demais objetos celestes e atrapalhando a visão.

De qualquer forma, o melhor momento de observação é por volta das 4h. Seu radiante (ponto onde os meteoros aparentam convergir) é a constelação de Perseu. Basta olhar para o lado leste do céu, onde ela estará, e esperar pelos meteoros, que podem surgir até o amanhecer.

Essa chuva acontece quando a Terra atravessa uma trilha de detritos do cometa Swift-Tuttle, anualmente entre 17 de julho e 24 de agosto.

14/8: Saturno em oposição

Um dos melhores momentos para se observar um planeta, em geral, é durante sua oposição — ou seja, quando ele está do lado oposto do Sol (em relação à Terra, que fica entre os dois corpos). Nesta noite, Saturno estará o mais próximo possível de nosso planeta, com sua face completamente iluminada pelos raios solares.

Por isso, ele aparecerá maior e mais brilhante do que em qualquer outra época do ano. Será visível a olho nu desde o pôr do Sol (por volta das 18h) até o amanhecer, percorrendo o céu de leste a oeste. Ele se parece com uma grande estrela amarelada de brilho fixo — um app de astronomia pode indicar o local exato.

É também uma ótima oportunidade para observar com telescópios e tirar astrofotografias.

14/8: Conjunção entre Júpiter e Lua

Essa mesma noite também pode ser aproveitada para ver outro belo fenômeno celeste: uma conjunção, muito próxima e brilhante, entre a Lua e Júpiter. O par nasce por volta das 21h30 e fica visível até o nascer do Sol.

O segundo planeta mais brilhante do Sistema Solar aparecerá logo abaixo da Lua, que ainda estará bem cheia. Quanto mais perto do amanhecer, mais próximos estarão, dando um verdadeiro beijo cósmico.

Se observar de madrugada, aproveite também para ver Marte, que parece uma estrela avermelhada. Ele estará abaixo da Lua por volta das 2h. Nesta hora, Marte, Júpiter e Saturno estarão alinhados ao longo do firmamento, nesta mesma ordem em que estão dispostos no Sistema Solar.

Lembrando que, quando falamos em conjunções, nos referimos ao ponto de vista da Terra. Os corpos não estão realmente próximos: continuam separados por milhões de quilômetros no universo.

18 e 19/8: Conjunção entre Marte e Lua

Na madrugada entre os dias 18 e 19, acontece uma das conjunções mais graciosas: o "sorriso" da Lua minguante ganha a companhia de Marte, o planeta vermelho. O par nasce junto por volta de 1h, a leste, e ficará visível até o amanhecer.

O melhor horário para observação é entre 3h30 e 5h30, quando estarão mais altos no céu. Marte estará logo à direita da Lua, como uma estrela vermelha de brilho fixo.
Uol
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