07 de Dezembro de 2022
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Ex-policial abre fogo em creche e mata 26 crianças e 12 adultos na Tailândia

Entre as vítimas estão crianças de 2 anos e o filho e a mulher do assassino, que se suicidou depois, segundo polícia local. Tiroteios em massa são extremamente raros na Tailândia.

Policiais e moradores da região em frente à creche onde homem matou dezenas de crianças e funcionários no noroeste da Tailândia, em 6 de outubro de 2022. — Foto: Sakdipat Boonsom via Reuters
Policiais e moradores da região em frente à creche onde homem matou dezenas de crianças e funcionários no noroeste da Tailândia, em 6 de outubro de 2022. — Foto: Sakdipat Boonsom via Reuters


Um ex-policial abriu fogo em uma creche no nordeste da Tailândia e matou 38 pessoas, entre elas seu próprio filho e outras 25 crianças, nesta quinta-feira (6), informou um porta-voz da polícia tailandesa.

Entre as vítimas, havia crianças de 2 anos.

O caso já é considerado o ataque a tiros mais mortal da história da Tailândia.

Segundo a polícia, o assassino chegou à creche, na cidade de Uthai Sawan, dentro da província de Nong Bua Lamphu, a 500 quilômetros de Bangkok por volta da hora do almoço.

Agitado, ele atropelou funcionários. Depois, desceu do carro, atirou contra outros funcionários e invadiu uma sala trancada onde crianças descansavam, buscando pelo seu filho, que era aluno da creche. Sem encontrar o garoto, ele esfaqueou outras crianças e professores da escola, uma delas grávida de oito meses, de acordo com a polícia tailandesa.

Depois, o homem voltou para sua casa, matou a mulher e o filho a tiros e se suicidou, ainda de acordo com policiais que investigam o caso.

Outras 12 pessoas, incluindo crianças, foram hospitalizadas, e ainda não havia informações sobre o estado de saúde delas até a última atualização desta notícia.

A polícia ainda não tem clara a motivação do crime.

"Ele já estava muito estressado, e, quando não conseguiu encontrar seu filho, começou a atirar", afirmou o porta-voz da polícia local à rede de TV ThaisPBS.

O assassino foi identificado como o Panya Khamrab, um ex-policial que havia sido dispensado de suas funções há cerca de um ano por envolvimento com drogas. Horas antes do ataque, ele havia comparecido a um tribunal local para responder por uso e posse de narcóticos.

Os investigadores disseram ainda não saber se Khamrab estava sob efeito de algum tipo de droga no momento do crime, mas afirmaram que a arma que ele portava foi obtida de forma ilegal.

O caso chocou o país, onde tiroteios em massa são raros. O primeiro-ministro do país, Prayuth Chan-Ocha, se pronunciou sobre o assassinato.

"Ordenei ao chefe de polícia que se desloque imediatamente ao local para tomar as medidas necessárias e todas as partes envolvidas para prestar socorro imediato a todas as pessoas afetadas", disse, em um comunicado.

O vice de Chan-Ocha, Prawit Wongsuwan, visitará o local, segundo o governo.

Apesar de a taxa de posse de armas na Tailândia ser alta em comparação com alguns outros países da região, casos como esse são considerados muito incomuns. Nos últimos três anos, apenas um outro episódio do tipo ocorreu no país. Em ambos os casos, os assassinos tinham posse de arma por conta de suas profissões - um era policial e o outro, um soldado.

Em casos de pessoas flagradas com posse ilegal de armas, a lei do país prevê pena de até dez anos.
Portal G1
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