Quem trafega pela Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), entre Presidente Prudente e Regente Feijó, no interior paulista, se depara com esculturas religiosas de até 10 metros de altura instaladas às margens da via. O espaço, criado pelo empresário Agesner Monteiro, surgiu em 2020 após ele relatar a recuperação do filho, que sofreu traumatismo craniano ainda bebê.
Segundo o empresário, a iniciativa começou após o filho Ravi, na época com cinco meses, sofrer uma queda e passar por uma cirurgia de emergência. O bebê ficou internado por 22 dias na UTI, e havia a possibilidade de sequelas graves. No entanto, a criança se recuperou e, atualmente, aos seis anos, não apresenta complicações decorrentes do acidente.

Ravi Martins Monteiro ao lado dos pais, Agesner Monteiro da Silva e Luana Oliveira Martins
Agesner afirma que decidiu criar o local como forma de agradecimento. “Pensei em fazer um espaço para que as pessoas pudessem orar, pedir e agradecer”, relata. A inauguração do santuário ocorreu em outubro de 2020, com a presença de familiares, religiosos e profissionais de saúde que participaram do atendimento do filho.
Desde então, o chamado “Caminho dos Devotos” passou por etapas de ampliação. Na primeira fase, foram instaladas imagens como Jesus Cristo, São Charbel, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Em seguida, o espaço recebeu esculturas de santos como São Bento, São Cristóvão, Padre Pio, Santo Expedito e São Francisco de Assis.
Uma nova etapa de expansão está em andamento, com previsão de instalação de outras sete imagens, entre elas Nossa Senhora das Graças, São Miguel Arcanjo e Santo Antônio.
Além das esculturas, o local conta com uma capela inaugurada em dezembro de 2021, aberta 24 horas para visitação. O espaço disponibiliza velas gratuitamente e também é utilizado para celebrações religiosas, como batizados e casamentos, mediante agendamento.
De acordo com o empresário, o santuário recebe cerca de 10 mil visitantes por mês. No local, há ainda uma homenagem ao filho, com objetos utilizados durante o período de internação.
O idealizador afirma que o objetivo do espaço é oferecer um ambiente de acolhimento espiritual. “Hoje já existem relatos de pessoas que visitaram, fizeram pedidos e retornaram para agradecer”, afirma.
*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri