Santa catarina

As patas dos pets exigem atenção no dia a dia e podem sofrer com o calor, pisos inadequados, falta de hidratação e unhas compridas. Além de sustentarem o corpo e ajudarem na locomoção, os coxins — conhecidos popularmente como “almofadinhas” — têm funções importantes, como amortecer impactos, auxiliar no equilíbrio e atuar na regulação térmica dos animais.

A orientação é da médica-veterinária Yasmin Harumi Correa, de Itapetininga, que chama a atenção para cuidados simples que ajudam a evitar ferimentos e desconfortos. Segundo ela, a higienização e a hidratação das patas são medidas importantes, assim como a observação do tipo de superfície em que o animal circula com mais frequência.

Entre os principais riscos estão os pisos quentes e ásperos, que podem causar queimaduras e machucados, principalmente em dias de temperatura elevada. No frio, o ressecamento também pode provocar rachaduras e dor. Por isso, a recomendação é sempre verificar a temperatura do chão antes de passear com o pet e utilizar produtos veterinários próprios para hidratar a região.

Outro ponto de atenção é o excesso de pelos nas patas, que pode atrapalhar a locomoção. Nesse caso, a tosa higiênica ajuda a manter a área limpa e funcional. A veterinária também reforça a importância de check-ups regulares para identificar alterações e prevenir problemas mais graves.

As unhas dos animais também merecem cuidado. Quando ficam muito grandes, podem quebrar, lascar, enroscar em tecidos e até se desprender. Além disso, o crescimento excessivo pode prejudicar a locomoção. Em geral, o corte costuma ser feito mensalmente, mas a frequência varia conforme cada animal.

Yasmin alerta que o procedimento deve ser feito por alguém com prática, já que existe uma veia dentro da unha e um corte inadequado pode causar sangramento e dor. O momento do banho e da tosa, segundo ela, também pode ser aproveitado para observar a saúde das patas de forma geral.

A especialista destaca ainda diferenças entre cães e gatos. Nos cães, as patas costumam ser mais resistentes, com almofadinhas mais grossas e garras não retráteis, o que favorece a corrida. Já os gatos têm garras retráteis, que ficam recolhidas durante a caminhada, contribuindo para movimentos mais silenciosos e facilitando atividades como escalar.

Entre os problemas mais comuns que atingem essa região estão as pododermatites, infecções de pele que podem surgir por unhas encravadas, cortes, lacerações ou lesões causadas por contato com superfícies e objetos que machucam os coxins.

Outro sinal de alerta é quando o animal passa a lamber ou morder as patas com frequência. Esse comportamento pode estar ligado a ferimentos, doenças de pele, ansiedade ou estresse. Nesses casos, a recomendação é procurar avaliação veterinária para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri

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