O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento das investigações sobre a morte do cão Orelha, caso que ganhou repercussão após o animal ser encontrado ferido em uma praia de Florianópolis e passar por eutanásia. O pedido foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital na última sexta-feira (8), mas as informações foram divulgadas nesta terça-feira (12).
Segundo o MPSC, a decisão foi tomada após a análise de quase dois mil arquivos relacionados ao caso. O órgão concluiu que os adolescentes investigados e o cachorro não estiveram juntos na praia no período em que teria ocorrido a suposta agressão.
De acordo com o Ministério Público, a morte de Orelha estaria ligada a uma condição grave e preexistente de saúde, e não aos ferimentos inicialmente associados ao caso.
O órgão também informou que, no momento em que um dos adolescentes esteve próximo ao deck da praia, o animal estava a cerca de 600 metros de distância. Com isso, o Ministério Público afirmou que não há elementos que sustentem a versão apresentada nos relatórios policiais de que o cachorro e os adolescentes permaneceram no mesmo local por aproximadamente 40 minutos.
O caso teve ampla repercussão nas redes sociais e mobilizou manifestações em defesa dos animais em Santa Catarina.
*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri
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