
(Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
O caso de maus-tratos que resultou na morte de um gato em um condomínio residencial de Garça ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (19). A empresa Darma, onde o suspeito trabalhava, informou em nota que encerrou o vínculo empregatício com o ex-colaborador após a repercussão do caso.
O animal foi encontrado morto e queimado na manhã de sábado (16), dentro de uma churrasqueira na área de lazer de um condomínio na Vila Williams. Segundo as informações da ocorrência, um porteiro localizou o gato durante uma ronda de rotina.
Próximo ao local, a Polícia Militar encontrou uma garrafa de óleo de cozinha e um galão com vestígios de combustível. A suspeita é de que o animal tenha sido incendiado após ser morto.
O investigado foi identificado por meio de imagens das câmeras de segurança do residencial e preso em flagrante pela Polícia Civil ainda no sábado. A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília como crime de maus-tratos a animal com resultado morte.
Após passar por audiência de custódia, o suspeito foi liberado pela Justiça no domingo (17). Pela legislação atual, a pena para esse tipo de crime pode chegar a cinco anos de prisão.
Na nota divulgada nesta terça-feira, a Darma repudiou os fatos noticiados e afirmou que a conduta atribuída ao ex-colaborador é incompatível com seus valores e com seu código de conduta. A empresa também informou que instaurou apuração interna e adotou a medida de desligamento após tomar conhecimento da situação.
O comunicado também rebateu informações que circulavam nas redes sociais de que o suspeito seria filho de um dos sócios da empresa. Segundo a Darma, essa informação é falsa. A nota afirma que há um vínculo familiar, mas sem relação com a sociedade, a gestão ou as decisões da empresa.
A empresa informou ainda que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.