A partir desta terça-feira, 26, empresas em todo o Brasil passam a ser obrigadas a incluir a saúde mental dos trabalhadores nas ações de segurança e medicina do trabalho, conforme atualização da NR-1, norma que estabelece disposições gerais sobre gerenciamento de riscos ocupacionais.
A mudança amplia o foco tradicional das normas trabalhistas, historicamente voltadas a riscos físicos e acidentes, como uso de EPIs e ergonomia, para também contemplar fatores psicológicos e organizacionais que podem afetar diretamente o bem-estar dos profissionais. Entre os pontos que passam a exigir atenção estão situações de estresse crônico, burnout, assédio moral e sexual, além de sobrecarga emocional.
Na prática, as empresas deverão identificar, avaliar e adotar medidas de prevenção para riscos psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), o que inclui revisão de rotinas de trabalho, gestão de metas e práticas internas de relacionamento.
Especialistas apontam que a medida acompanha uma tendência global de reconhecimento do impacto do ambiente de trabalho na saúde mental, especialmente após o aumento de casos de afastamento por transtornos como ansiedade e depressão nos últimos anos.
A atualização da norma foi destacada em reportagem da Exame, que detalha as novas exigências e o impacto esperado para empresas e trabalhadores.
*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri
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