MELLO

Após destinar R$ 500 mil para um mutirão de cirurgias ginecológicas em Tupã, o deputado federal Fausto Pinato avalia direcionar esforços para outro problema da saúde regional: a espera por atendimento na área de oncologia. A proposta, ainda em fase de análise, é levantar o número de pacientes que aguardam consultas, exames, diagnósticos e procedimentos para identificar os principais gargalos e estudar possíveis medidas para reduzir a fila.

Os recursos destinados anteriormente pelo parlamentar permitiram a realização de um mutirão voltado a 269 mulheres que aguardavam por cirurgias ginecológicas, algumas delas há anos. Os procedimentos começaram em janeiro de 2026, com previsão inicial de atendimento da demanda ao longo do primeiro semestre.

A destinação dos recursos ocorreu após articulação da vereadora Josi da Saúde, que apresentou a demanda ao deputado. O município assumiu a realização dos procedimentos diante do tempo de espera enfrentado pelas pacientes.

Agora, a intenção é fazer um diagnóstico semelhante em relação à oncologia de Tupã e dos municípios da região. Antes de qualquer definição sobre recursos ou implantação de um eventual mutirão, deverá ser apurado quantos pacientes estão na fila, quais tipos de atendimento concentram maior espera e de que forma uma intervenção poderia ser realizada.

A situação é mais complexa porque o tratamento oncológico pode envolver diferentes etapas, como consultas especializadas, exames para diagnóstico, cirurgias, quimioterapia, radioterapia e acompanhamento médico, além de depender de uma rede regionalizada de serviços de alta complexidade.

Pinato já participou de discussões sobre atendimento a pacientes com câncer no Congresso Nacional. Em 2025, ao atuar como relator de uma proposta relacionada ao tema, o parlamentar defendeu prioridade no agendamento de consultas, exames e tratamentos para pacientes oncológicos, com atenção ao diagnóstico precoce.

Caso o levantamento em Tupã e região confirme uma demanda reprimida e identifique possibilidades de intervenção, a intenção é buscar recursos e articulação junto aos órgãos responsáveis pelo atendimento.

Por enquanto, não há definição sobre valores, formato da iniciativa ou prazo para uma eventual ação na oncologia. A próxima etapa será justamente dimensionar a fila e verificar quais medidas podem contribuir para diminuir o tempo de espera dos pacientes.

*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri

DENGUE

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