Uma reportagem sobre o uso de células-tronco no tratamento de animais voltou a repercutir e colocou em destaque o trabalho desenvolvido pela médica veterinária Silvana Gomes Gonzalez, de Tupã.
O conteúdo foi exibido pela TV TEM e publicado originalmente pelo G1.
Com mais de 30 anos de experiência e atuação também como professora universitária, Silvana acompanha animais com doenças crônicas e diferentes limitações. A terapia celular é utilizada em casos de problemas articulares, oculares, renais, hepáticos, sanguíneos e até tumores.
Um dos casos apresentados foi o da cadela Pequena, de sete anos. Resgatada de uma situação de maus-tratos ainda filhote, ela desenvolveu uma grave frouxidão nas articulações e praticamente deixou de andar.
O tratamento começou em dezembro de 2024. Segundo a tutora Luciana Zanella, a cadela apresentou melhora já nos primeiros dias após a aplicação. Com três sessões, realizadas em intervalos de um mês, Pequena recuperou praticamente todos os movimentos e voltou a caminhar, correr e brincar.
Silvana explicou que o problema estava relacionado à perda precoce do colágeno responsável pela formação dos ligamentos. Em cada sessão, foram utilizadas nove milhões de células-tronco, aplicadas por via endovenosa. O procedimento é realizado em ambiente escuro porque as células são sensíveis à luz.
Outro resultado destacado foi o da gata Laurinha, uma siamesa com pelo menos 10 anos que apresentava uma úlcera ocular. Depois de duas aplicações, ela voltou a abrir os olhos e passou a demonstrar novamente um comportamento mais ativo e carinhoso.
De acordo com a veterinária, as células-tronco são capazes de se direcionar às regiões do organismo que precisam de reparação. A técnica, estudada há anos, vem ampliando seu espaço na medicina veterinária e já começa a ser considerada uma alternativa desde as primeiras etapas do tratamento, dependendo do quadro do animal.
Apesar dos resultados, o custo ainda pode dificultar o acesso. No caso de Pequena, cada aplicação ficou entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Os valores variam conforme a quantidade de células utilizada e o tipo de tratamento indicado.
A repercussão da reportagem chamou a atenção para o trabalho realizado em Tupã e para os avanços da medicina veterinária no atendimento de animais com doenças crônicas. A matéria original está disponível no G1.
*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri