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A Justiça declarou que Marcelo Nistarda da Silva Antoniassi é penalmente imputável pelo assassinato da esposa, Milena Raquel Dantas Bereta Nistarda da Silva, ocorrido em Tupã em fevereiro de 2024.

Na prática, a decisão significa que o acusado foi considerado capaz de compreender o caráter ilícito de seus atos e poderá responder criminalmente pelo homicídio.

A conclusão foi baseada em avaliação médica realizada para analisar as condições mentais de Marcelo na época do crime. Segundo a perícia, ele tinha capacidade de entender seus atos e de responder por eles.

A defesa chegou a solicitar uma nova perícia, mas o pedido foi negado pelo juiz. Na decisão, o magistrado apontou que não havia dúvidas técnicas que justificassem outro exame e que uma nova avaliação poderia apenas prolongar o andamento do processo.

Com a conclusão do incidente de insanidade mental, os laudos foram anexados ao processo principal e o procedimento específico sobre a condição mental do acusado foi arquivado. A ação por homicídio qualificado segue em andamento.

 Milena procurou a polícia horas antes do crime

O assassinato ocorreu na tarde de 26 de fevereiro de 2024. Na manhã do mesmo dia, Milena, de 53 anos, havia procurado a Polícia Civil para registrar uma ocorrência por violência psicológica e solicitar medidas protetivas de urgência contra o marido.

À polícia, ela relatou que era casada com Marcelo havia 29 anos e que o comportamento dele teria mudado nos meses anteriores, especialmente depois que os filhos deixaram a residência para morar em outras cidades.

Segundo o boletim de ocorrência, Milena relatou episódios de controle sobre sua rotina, impedimento de sair de casa, violência psicológica, cárcere privado e relações sexuais sem consentimento.

Ela também informou ter descoberto que o marido monitorava e rastreava seu celular. Conforme o relato, Marcelo já teria cometido agressão física contra ela cerca de dez anos antes, fato que também havia sido registrado pela polícia.

 Crime ocorreu dentro da residência

Na tarde daquele mesmo dia, Marcelo teria usado uma Ford Pampa para atingir e derrubar o portão da residência do casal. Vizinhos acionaram a Polícia Militar.

Quando chegaram ao imóvel, os policiais encontraram Marcelo bastante exaltado e com marcas de sangue nas mãos e no rosto. Segundo o registro policial, ele afirmou que havia feito uma “merda” e pediu diversas vezes para que os policiais atirassem contra ele.

Dentro da casa, a equipe encontrou portas arrombadas e danificadas. Milena foi localizada morta no chão de um dos quartos, com ferimentos graves.

A Polícia Científica realizou a perícia no imóvel. Marcelo foi levado à Central de Polícia Judiciária de Tupã, onde a prisão em flagrante foi formalizada.

O processo pelo homicídio continua tramitando na Justiça.

*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri

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